- Jornalista Bruno de Castro: Baianá · Barbatuques: Eu soube muito por acaso, lá em 2021, que o professor Hilário Ferreira teve um Jornal Negro na década de 1990: o MALEMBA. Aos 27 anos, num Estado, que insiste em negar a existência de pessoas negras, ele fazia um ativismo qualificado ao lado de gente do quilate do @alexratts, usando o mais popular produto da Comunicação como arma de combate - e eu ainda era uma criança. Com o MALEMBA, o professor Hiário andou para que eu pudesse correr com o @cearacriolo, o primeiro Portal Negro da História do Ceará, do qual sou um dos fundadores. É por ter essa consciência, que sempre digo: não adianta ser o primeiro se você não reconhece quem abriu, com o facão nos dentes, a mata densa, que hoje é o lindo gramado por onde você passeia. Se você não respeita quem veio antes e acha, que pode atropelar qualquer pessoa pra satisfazer seu desejo de "fazer História", esse seu pioneirismo é uma grande mentira. Não passa de uma vaidade besta. Um projeto pessoal, que nada tem a ver com Antirracismo. O professor Hilário aprendeu cedo, que Antirracismo e Negritude não são tendências de Internet. São modos de vida. Sensos de coletividade. Porque a Humanidade de uma pessoa continua na Humanidade da outra. O ciclo da vida é esta perpetuação. E é por isso que a luta e o sonho continuam. Do Território pelo qual caminho, um Jornalismo ainda Branco, embranquecedor e com MUITA autocrítica a fazer, eu lhe agradeço uma vez mais, professor. Mesmo sem ser jornalista, o senhor deu uma contribuição imensa ao Jornalismo Negro e Antirracista. Mas, principalmente, foi instrumento para que jornalistas como eu possam existir em um meio tão insalubre. Tive a oportunidade de lhe agradecer em vida. Mas faço questão de repetir agora, em público. Axé".
Informa o professor Evaldo Lima: - Moção de Pesar - Antônio Carlos Campelo Costa - Lamento profundamente o falecimento do arquiteto e urbanista Campelo Costa, talento e nome fundamental nas artes visuais e nas soluções arquitetônicas do País. Nosso último encontro foi na abertura da Exposição 'Traços de um Percurso Artístico', em comemoração aos 50 anos da sua primeira Mostra Individual realizada em 1968. Para além da Mestre respeitado, Campelo era um amigo querido. Potência, alegria, boêmia, amizade, talento e rebeldia. Minha solidariedade aos familiares, alunos e amigos. Meu abraço especial ao professor Campelo Júnior e sua linhagem, orgulhos do Campelão, Mariana, Fred, Álgea, Anderson. Que tempo triste em que nos despedimos de quem a gente respeita e quer bem. Obrigado, Mestre Campelo! CAU - O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU) informa com pesar o falecimento nesta terça-feira (3 de maio de 2022), aos 83 anos, em Fortaleza, do arquiteto e urbanista Antônio...


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