- Abraço, jornalista! Não conheci ninguém que levasse tão a sério o Jornalismo, como uma profissão, como uma instituição da sociedade, ou como um princípio ativo. Este setembro, já tão difícil, levou, de nossa convivência, o querido Anderson Sandes. O Anderson era dessas figuras que provocam na gente um exercício bom de não se saber definir por inteiro, dispostas em nuances a serem vivenciadas e descobertas, que opera, na gente, uma dubiedade boa de afetos. Era, por complexidade, um homem extremamente cuidadoso e que sempre precisava de cuidados. Flutuava numa báscula continuada entre ensinar o máximo possível e estar aberto a aprender com qualquer um que trouxesse uma ideia, ou, que se dispusesse a dizer para ele uma novidade. Não conheci ninguém que levasse tão a sério o Jornalismo, como uma profissão, como uma instituição da sociedade, ou como um princípio ativo. Poderia parecer ingênuo no contato delicado do diálogo, mas sabia de sua missão. Era opinioso, não por implicância ...