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Mostrando postagens com o rótulo @isabel _qoliveira



Futricas Gastronômicas-Sambiquira

Isabel Oliveira: Considerada uma iguaria pouco apreciada por alguns – que chegam a torcer o nariz só de pensar nela – para outros, um verdadeiro manjar. O nome de ‘guerra’ é alvo de milhões de gracinhas à mesa. Atualmente, o corte é vendido em alguns estados, acondicionado em sacos, como outro petisco proveniente do frango, como moela e coração. Mas, ao ser colocado à venda, o sobrecu da galinha ganha um nome mais ‘simpático’: sambiquira. No Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o nome aparece como sambiquira, sobre ou curanxim – o famoso sobrecu, que, “na tradução indígena, no tupi antigo, é umbykyra”, como explica Francisco Kelmo, professor de biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba). “Sobrecu ou sambiquira é a região caudal do frango. A estrutura de sustentação é formada pelo pigostilo. Na parte dorsal do sobrecu encontra-se o uropígio (glândula que produz óleo para lubrificação das penas). O sobrecu protege a abertura da cloaca que fica abaixo dele”, esclarece Kelmo...

Futricas Gastronômicas

Fé, Festa e Gastronomia celebram Iemanjá no Rio Vermelho. As homenagens se consolidaram na Bahia há 103 anos e se tornaram a maior festa do Brasil dedicada à Rainha do Mar. O cheiro das flores e o cheiro do mar disputam espaço na Casa do Peso do Rio Vermelho, enquanto outra disputa acontece ao lado de fora, com as filas quilométricas, que começam bem cedo e enchem o local de azul e branco para ver o principal presente. A multidão que se amontoa na casa dos pescadores transforma o espaço no centro das atenções. Assim é a Festa de Iemanjá, consolidada como festejo há 103 anos, crescendo em proporções jamais imaginadas pelos pescadores pioneiros. Em nenhum lugar do mundo há uma celebração como essa, considerando que a festa tem origem no Candomblé, que cultua o Orixá. Mas, mesmo em várias partes do Brasil, Iemanjá não é tão venerada como ocorre no Rio Vermelho.-  “A Mãe d’Água não é cultuada somente em Salvador. Ela é cultuada em outras partes do Brasil, mas em uma escala muito reduzi...

Futricas Gastronômicas-Bolo de Reis

A magia do Bolo de Reis nos festejos natalinos. Considerada como uma sobremesa com a cara do Natal, a iguaria representa uma passagem bíblica Os comensais que se reuniram em torno de uma mesa num gélido vilarejo da costa da Dinamarca apreciaram com grande entusiasmo e avidez todas as iguarias postas em mesa durante a celebração de 100 anos de um religioso local. Dentre os pratos apresentados, a sobremesa arrancou suspiros dos convivas, que celebravam toda aquela comida tão bem-vinda nas várias cenas hipnóticas da clássica película A Festa de Babette. No emblemático filme, um bolo de frutas cristalizadas surgia em meio ao tilintar dos talheres, taças e braços à espera da iguaria que fecha o evento gastronômico, forma como toda sobremesa deve acontecer: celebrando uma ocasião. Para os chefes, culinaristas e gastrônomos, é este efeito que as sobremesas devem provocar. O pós-pasto como desfecho das emoções que transcorrem durante o desfrute de uma mesa bem posta de iguarias incríveis. A so...

Futricas Gastronômicas

O legado da cozinha baiana em seus sabores ancestrais. Os pratos baianos nasceram da necessidade, mas se transformaram em símbolos de identidade e orgulho. Cada vez mais reconhecida como um local com traços essencialmente negros, com sua cultura e história marcantes, a comida baiana reflete sua identidade. Desde a feijoada, memória dos negros escravizados, passando pelo acarajé e outras comidas regadas ou não no dendê, a comida preta é um marco na história da Bahia, legado com sabores ancestrais. Esses pratos nasceram da necessidade, mas se transformaram em símbolos de identidade e orgulho. E nesse Novembro Negro, nada mais delicioso que ressaltar os locais onde a presença da gastronomia vai muito além de um simples prato para encher a barriga. Eles contam histórias ao mesmo tempo em que nos fazem lamber os beiços com tanta delícia espalhada pelo nosso cadinho baiano. Um desses locais, de ‘pegada’ preta, é o Cuco Bistrô (@cucobistrooficial), no Pelourinho, ‘onde a gastronomia encontra ...

Futricas Gastronômicas-Coxinha

Coxinha do Gago e o Ré-restaurante de Suzana: Histórias de superação. As 14 lojas de coxinha de Anderson estão em vários pontos da cidade; o restaurante de Suzana fica localizado na comunidade do Solar do Unhão. Tudo começou para Anderson Santana da mesma forma que para muitos brasileiros: enfrentando adversidades na luta pela sobrevivência. No caso de Santana, com uma particularidade: ele é gago e enfrentou muitos momentos difíceis até que, um dia, resolveu se aceitar. "Sou gago, e daí?" "Quando comecei a desencanar do fato de ser gago, pensei: vou pegar o limão e fazer uma limonada. Tenho que usar isso a meu favor. A aceitação foi libertadora, quase mágica. A partir dali, ele abraçou sua condição e se transformou em um personagem inspirador. "Sou gago mesmo, eu não tô nem aí! E, a partir daí, percebi que fiquei menos gago, sabe?", conta Anderson. A luta pela sobrevivência levou-o a abrir uma barraca de lanche – mas não qualquer lanche. A coxinha foi a escolha...

Futricas Gastronômicas-Pão de Queijo

‘Oxe, que trem bão, uai’! Típica expressão dos mineiros, mas com uma história muito parecida em todo o país quando o assunto é a origem de muitos alimentos, o pãozinho de queijo é praticamente uma unanimidade em várias regiões do Brasil. A baiana Renata Conceição, com toda sua ascendência mineira por parte do pai, trabalha com a família na fábrica Rita Borges, especializada em pão de queijo, que leva o nome da avó, mineiríssima! Renata conta um pouco sobre a origem de uma das iguarias mais queridas do Brasil. “O que a gente sabe é que eles foram criados nas fazendas mesmo. Havia uma dificuldade no acesso à farinha de trigo, e as cozinheiras da fazenda utilizavam o subproduto da mandioca, que hoje em dia a gente chama de polvilho, de fécula. Elas[as cozinheiras] utilizavam esse subproduto junto com o queijo curado que sobrava da produção [de queijo] que era vendida. Com a mistura do leite, do ovo, das coisas que sobravam na cozinha, a gente acredita que foi assim que surgiu a história d...

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