A produção de Feijão no Nordeste deverá alcançar 711,7 mil toneladas na safra 2025/2026, crescimento de 17,8% em relação ao ciclo anterior, em um cenário que contrasta com a retração nacional de 3,2%. O desempenho regional é puxado principalmente pela recuperação da produtividade em estados como Bahia, Ceará e Piauí, favorecidos por melhores condições climáticas durante parte do ciclo produtivo. Os dados são do Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do sistema de estatísticas de comércio exterior, o Comex Stat, e foram analisados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene). Segundo estudo do Etene, a Bahia permanece como o maior produtor nordestino, com previsão de 318,5 mil toneladas. O Ceará deverá registrar o maior crescimento relativo com alta de 131,6%, saltando de 52,9 mil para 122,5 mil toneladas. O Piauí também se destaca, com produção estimada em 71,3 mil toneladas, incremento de 33% sobre a safra anterior. Além da expansão da produção, o Nordeste vem ampliando sua inserção no mercado internacional. Entre janeiro e julho de 2026, as exportações regionais de feijão alcançaram 17,5 mil toneladas e US$ 13,05 milhões, representando crescimento de 31,9% em volume e de 27,8% em valor na comparação com o mesmo período de 2025. O saldo comercial regional permaneceu positivo, sem registro de importações. O Maranhão lidera as vendas externas da região, com embarques de 12,42 mil toneladas e receita de US$ 9,74 milhões, respondendo por aproximadamente três quartos das exportações nordestinas. A Bahia ocupa a segunda posição, com 4,4 mil toneladas exportadas e faturamento de US$ 2,81 milhões. Já o Piauí apresentou o maior crescimento proporcional entre os principais exportadores, com exportações de US$ 493,6 mil e 683,6 toneladas, aumentos de 84,4% e 108,5%, respectivamente. Segundo o estudo, a expansão das exportações está fortemente associada ao aumento da demanda asiática por feijões dos tipos vigna, especialmente o feijão-caupi, também conhecido como feijão-fradinho ou feijão-de-corda. Índia, Paquistão e Vietnã figuram entre os principais destinos das vendas brasileiras. Para Luciano Feijão Ximenes, gerente executivo da Célula de Estudos e Pesquisas Setoriais do Etene e um dos autores do levantamento, o desempenho recente confirma o potencial competitivo do Nordeste no mercado internacional de leguminosas. “Os resultados mostram que o Nordeste vem consolidando uma posição estratégica na produção e no comércio exterior de feijão-caupi. Trata-se de uma cultura adaptada às condições da região e que encontra demanda crescente em países asiáticos com tradição de consumo de leguminosas. Esse movimento amplia oportunidades para produtores nordestinos e reforça a importância da diversificação produtiva e comercial do setor”, afirma. O pesquisador ressalta que a combinação entre recuperação da produtividade e expansão das exportações fortalece a relevância econômica da cadeia produtiva regional. “O avanço das vendas externas ocorre em um momento em que a oferta nacional está mais ajustada. Isso demonstra a capacidade do Nordeste de atender mercados especializados e agregar valor à produção regional. Ao mesmo tempo, evidencia a necessidade de investimentos em logística, armazenagem, assistência técnica e gestão de riscos climáticos para sustentar esse crescimento no longo prazo”, avalia. |
Informa o professor Evaldo Lima: - Moção de Pesar - Antônio Carlos Campelo Costa - Lamento profundamente o falecimento do arquiteto e urbanista Campelo Costa, talento e nome fundamental nas artes visuais e nas soluções arquitetônicas do País. Nosso último encontro foi na abertura da Exposição 'Traços de um Percurso Artístico', em comemoração aos 50 anos da sua primeira Mostra Individual realizada em 1968. Para além da Mestre respeitado, Campelo era um amigo querido. Potência, alegria, boêmia, amizade, talento e rebeldia. Minha solidariedade aos familiares, alunos e amigos. Meu abraço especial ao professor Campelo Júnior e sua linhagem, orgulhos do Campelão, Mariana, Fred, Álgea, Anderson. Que tempo triste em que nos despedimos de quem a gente respeita e quer bem. Obrigado, Mestre Campelo! CAU - O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU) informa com pesar o falecimento nesta terça-feira (3 de maio de 2022), aos 83 anos, em Fortaleza, do arquiteto e urbanista Antônio...
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