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Itamaraty manifesta apoio 'à luta contra o flagelo do Terrorismo'

O Ministério da Relações Exteriores do Brasil por meio de nota destaca, que o Governo Brasileiro ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos Estados Unidos (EUA) no Iraque manifesta seu apoio "à luta contra o flagelo do Terrorismo".

A nota diz que o Brasil está "pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento".


A nota do Ministério foi divulgada um dia após a ação dos Estados Unidos que matou o principal general iraniano, Qassem Soleimani, em um ataque que teve como alvo o seu comboio, nas proximidades do Aeroporto de Bagdá, capital do Iraque. A ação foi ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o Governo Brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o Terrorismo", destaca o Itamaraty.

Na nota, o Ministério não fez comentários a respeito da morte do general iraniano, mas condenou o ataque à embaixada dos Estados Unidos em Bagdá. 

"O Brasil condena igualmente os ataques à Embaixada dos EUA em Bagdá, ocorridos nos últimos dias, e apela ao respeito da Convenção de Viena e à integridade dos agentes diplomáticos norte-americanos reconhecidos pelo governo do Iraque presentes naquele País", salienta a nota.

Segundo o Itamaraty, o Terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio. O texto afirma que o Brasil não pode "permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul".

O Itamaraty lembra que o Governo acompanha com atenção os desdobramentos da ação no Iraque, "inclusive seu impacto sobre os preços do petróleo, e apela uma vez mais para a unidade de todas as nações contra o Terrorismo em todas as suas formas".

O ataque dos Estados Unidos ganhou visibilidade devido aos riscos da escalada do conflito entre as duas nações. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou preocupação com a situação e advogou pela redução do aprofundamento dos conflitos no Golfo. “Este é um momento em que líderes devem exercitar sua cautela. O mundo não pode permitir uma nova guerra no Golfo”, pontuou.

Diante da repercussão do episódio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscou justificar o ato. Em sua conta no Twitter, declarou que Soleimani matou ou feriu “milhares de americanos por um período estendido de tempo e planejava matar muito mais” e acusou-o de participar da morte de manifestantes iranianos em seu País.

Com informações e foto da Agência Brasil.

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