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Morre Lúcio Brasileiro




Morreu, na noite desta 5ª feira (23/4/2026), aos 87 anos, o jornalista Francisco Newton Quezado Cavalcante-Lúcio Brasileiro.

Lúcio Brasileiro (foto) teve uma queda da altura do próprio corpo e após complicações do acidente, acabou morrendo. Lúcio Brasileiro estava no Hospital em Lisboa-Portugal, há 12 dias. A queda aconteceu, no sábado (11/4/2026). 

O jornalista Lúcio Brasileiro estava em Roteiro de Viagem à Europa, que incluiu Lisboa-Portugal, de onde partiria para Nice-França, Barcelo-Espanha rumo a Ibiza-Espanha.

Colunista social há 71 anos, Lúcio Brasileiro foi reconhecido como o jornalista diário mais antigo do Mundo. 

Lúcio Brasileiro tinha uma Coluna Social diária no jornal O Povo desde 1968 e um Programete Social na Rádio O Povo CBN. 

Lúcio Brasileiro trabalhou:
  1. Gazeta de Notícias, onde começou sua carreira jornalistica, aos 16 anos, em 1955.
  2. Correio do Ceará.
  3. Jornal O Povo.
  4. Rádio Dragão do Mar.
  5. Rádio Verdes Mares Verdinha AM 810.
  6. Ceará Rádio Clube.
  7. Rádio Calypso FM.
  8. Rádio O Povo.
  9. TV Ceará-Canal 2.
  10. TV Educativa-Canal 5.
  11. TV Uirapuru-Canal 8.
  12. TV Jangadeiro-Canal 12.
  13. Jornal O Estado-Ceará.
Lúcio Brasilieiro manteve por décadas o Caderno Social Fame, aos sábados, no O Povo, onde lançou o irmão José Nairton Neno Cavalcante (falecido aos 61 anos, em 2016).

Nascido, em Aurora-Ceará, em 6/4/1939, Lúcio Brasileiro morou por duas décadas e meia (5 anos no AP 715 e por 20 anos, na Cobertura) no Iracema Plaza Hotel-Edifício São Pedro, demolido em 2024. 
A última Coluna de Lucio Brasileiro é publicada nesta 6ª feira (24/4/2026), em O Povo e já saiu no Blog de Lúcio Brasileiro na Quinta Avenida (https://luciobrasileiro.com.br/):
  • Palpite: “Nunca devemos nos permitir rastejar quando sentimos o impulso para voar.” (Helen Keller)
  • Atenção dividida: Não sendo pertinente, que se ocupe só com a da direita ou a da esquerda, se faz mister, que um cavalheiro, estando entre duas damas, num banquete, entretenha as duas.
  • Ilustradas: Cacique Carlos Araruna fazendo as honras, no Cumbuco, a Vladenir Menezes, neto do meu particular amigo José Macêdo. 
  • Apanhado: Eleição de Parsifal para governador proporcionou a seu suplente, Fausto Cabral, quase um mandato inteirinho de senador. O líder empresarial e genro de Antônio Gentil veio a falecer no último dia de seu mandato, em Brasília, após ser homenageado pelos seus pares na Alta Corte.
  • Encheu os olhos: Não pentacampeão, como a ufanista Crônica Esportiva Brasileira costuma se referir, porém, cinco vezes (alternadas) campeão, o selecionado canarinho só brilhou em um Mundial, o de 1970, no México.
  • Encontro das estrelas: Só 13 anos depois do lançamento de Casablanca, Ingrid Bergman, então morando na Europa, reviu Humphrey Bogart, seu co-star no maior filme de todos os tempos. Aconteceu na Itália, tendo ele advertido: “Na América, você era uma rainha, e agora, quem você é?”. A grande sueca respondeu: “Uma mulher feliz”.
  • Governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT): O Jornalismo Cearense se despede de um ícone. Lúcio Brasileiro foi um dos maiores nomes da profissão no Ceará e no país. Em 70 anos de carreira uniu informação e opinião com Ética e Credibilidade. Com sua coluna diária, que bateu recorde de tempo no ar, retratou durante décadas as principais notícias da sociedade cearense. Lúcio foi justamente homenageado, em 2012, com a Medalha da Abolição, a principal comenda entregue pelo Governo do Ceará. O Jornalismo do nosso Estado agradece a esse grande cearense por tantos serviços prestados. Meus sentimentos a todos os familiares, amigos e admiradores de Lúcio Brasileiro".
  • Prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão evandroleitao: Profundamente consternado com a notícia do falecimento do jornalista Lúcio Brasileiro, na noite desta 5ª feira (23/4/2026). Lúcio marcou seu nome na imprensa cearense, sobretudo no Colunismo Social, onde detinha o recorde de colunista há mais tempo na ativa em todo o Mundo, através das páginas do jornal O Povo. Era um dos grandes conhecedores da História do nosso Futebol, em especial da Seleção Brasileira e das Copas do Mundo. Deixo meu sincero abraço à legião de amigos e admiradores de Lúcio!
  • Colunista social Leda Maria: Lucio não chegou há tempo de partir em Ibiza.  As águas do Tejo chamaram primeiro. 💙🙏😭Saudades".
  • Jornalista marcosandre.borges: A morte de Lúcio Brasileiro não leva apenas um nome: leva um estilo inteiro de narrar a vida. Com ele, a crônica social deixava de ser registro e virava cena, personagem, memória viva de uma cidade, que ele ajudou a contar como poucos. Como bem ensinava Lustosa da Costa (que tive a honra de escrever um capítulo de seu livro sobre o LB): é dar forma ao tempo. Lúcio fez isso com elegância rara: transformou o cotidiano em acontecimento e a Sociedade em texto com alma. Nos textos, que escrevi ao longo dos anos, sempre o enxerguei assim: mais que colunista, um cronista do espírito de Fortaleza. Alguém, que entendia, que reputação também se constrói com afeto, presença e memória, três ativos, que hoje se despedem, mas não se apagam. Fica a ausência. E fica, sobretudo, o legado de quem soube fazer da vida: e da vida dos outros uma boa História. Continua a minha eterna admiração por você Paco!!!❤️
  • Jornalista e professor Lauriberto Carneiro Braga: Convivi com Lúcio Brasileiro lendo sua Coluna Social, Caderno Fame, programetes de Rádio e bebendo do seu conhecimento sobre Copa do Mundo de Futebol. A última vez, que vi Lúcio Brasileiro, foi na 53ª Noite das Personalidades Esportivas, em 8/12/2025, na Fiec, onde Brasileiro recebeu o Troféu Flávio Ponte. Deu uma aula de Copa do Mundo. Respondeu as perguntas do anfitrião da Noite das Personalidades Esportivas, jornalista Sérgio Ponte, e chegou a revelar um sonho: presidir a Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), acabando com a regra do Impedimento. Em 2022 recebeu o Troféu Carnaúba, da Associação Comercial do Ceará (ACC). Recebeu em 2021 a Medalha da Abolição. Deixa uma lacuna enorme na Imprensa Social, Esportiva...Humana".
  • Jornalista Paulo César Norões: Eu ainda me lembro da primeira vez, que vi Lúcio Brasileiro. Eu era menino, desses, que seguem o pai jornalista como quem acompanha um herói em campo. Ao lado do meu pai, Edilmar Norões, a quem Lúcio se referia como “Príncipe da Imprensa”, eu assistia, meio sem entender, àquele homem, que parecia dominar qualquer ambiente sem esforço. Não tinha roda em que ele não fosse o centro. Não porque quisesse aparecer — era simplesmente inevitável. Bastava chegar. A memória impressionante, o repertório inesgotável, a forma de contar histórias… tudo nele prendia a atenção. E eu, ainda garoto, ficava ali, quieto, só observando. Talvez sem saber, já aprendendo. Lúcio dava aulas de etiqueta como poucos. Sabia tudo — o gesto, o tom, o momento exato de cada coisa. Mas também se dava ao luxo de subverter o próprio manual. Chegar de bermuda a uma festa elegante? Ele podia. E fazia disso quase uma assinatura. Era o tipo de liberdade que só quem construiu autoridade ao longo de décadas pode exercer. Com o tempo, ele fez um movimento curioso: decidiu deixar de frequentar os eventos. Mudou-se para o Cumbuco, como quem troca o salão pelo vento do mar. Mas Lúcio não saiu de cena — a cena é que foi atrás dele. Nos fins de semana, sua casa se enchia de amigos. Tanta gente, tanta conversa, tanta vida, que nasceu dali o Ugarte, mais do que um restaurante, um ponto de encontro. O Ugarte viveu fases. Já foi cheio, efervescente, quase uma extensão da personalidade do dono. Nos últimos tempos, abria em ocasiões especiais. A mais marcante era a Escola dos Amigos do Natal, que ele promovia todos os anos, reunindo gente, solidariedade e aquele clima, que só ele sabia criar. Foi ali, inclusive, nosso último encontro — o registro, que guardo com carinho, na foto, que acompanha esta Crônica. Outra paixão dele era viajar. E viajar de verdade, com tempo. Ibiza era parada obrigatória, quase um ritual anual. Passava semanas por lá, vivendo como sempre viveu: intensamente. E foi justamente a Europa, que tanto amava, o cenário da despedida. Os amigos tentaram convencê-lo a não ir. Mas Lúcio nunca foi de adiar a vida. Segundo me contou seu fiel escudeiro, Evando, ele respondeu com a lucidez de quem sabia exatamente o que estava fazendo: “Com 87 anos, eu não tenho mais tempo a perder. Quero viver tudo, que eu puder”. E viveu. Talvez esse seja o consolo possível. Lúcio Brasileiro não foi interrompido pela vida — ele a percorreu inteira. Sem doença, que o limitasse, sem concessões ao que não queria ser. Viveu do jeito dele, até o fim. Hoje, fica um vazio difícil de explicar. Uma sensação de que falta alguém na mesa, na conversa, na memória coletiva da cidade. Mas também fica a certeza de que ele não caberia mesmo em ausências longas. Onde estiver, já deve ter formado uma roda, puxado assunto, feito rir. E, quem sabe, reencontrado tantos amigos — inclusive o meu pai — para continuar aquela conversa, que nunca parecia ter fim".
  • Jornalista e professor Ronaldo SalgadoA notícia da passagem para o outro plano do jornalista Francisco Newton Quezado Cavalcante, o Lúcio Brasileiro (foto Revista Fale/ Dário Gabriel), no Batismo Jornalístico, ou simplesmente Paco no itinerário afetivo-existencial, é pesada. Tem o peso de 70 anos de História Jornalística e 87 de vida bem vivida! Não gozei da amizade dele como houvera gozado da amizade do irmão, José Nairton Quezado Cavalcante, Neno Cavalcante na pia batismal jornalistica ou simplesmente Brasileirinho, nas palavras gozadoras do cantor Raimundo Fagner. A par de uma escrita originalíssima - às vezes hermética para o leitor comum, outras de uma concisão de fazer inveja a Ernest Hemingway - , se autoconsiderava, sem modéstia, o colunista mais longevo da imprensa mundial. Preferia usar o termo repórter social - e eu respeito a licença poética! Tive pouca convivência com Lúcio Brasileiro; entanto, significativas: algumas em viradas de ano no Restaurante Ugarte, solidamente inesquecíveis; outras na Pensão do Frade. Mas também de cunho profissional: ele foi entrevistado pela Revista Entrevista da Universidade Federal do Ceará (UFC), coordenada por mim por 25 anos. Fez até uma exigência: que a entrevista fosse feita numa 2ª feira, ao meio dia, num Salão do Náutico Atlético Cearense, onde almoçava sempre nesse dia. Grande entrevista! Também povoei algumas linhas da coluna dele no O Povo. Coluna, que, durante as viagens que Paco fazia pela Europa, eram algumas escritas pelo irmão Neno Cavalcante, colunista da É... do Diário do Nordeste! Estranhei, quando da partida do Neno para outro plano espiritual, por não encontrar Lúcio Brasileiro nem no Velório nem no Sepultamento. Mas compreendi meio capenga, meio lacrimado. Hoje faço das minhas palavras palavras também do irmão querido, que o recebe na Eternidade: RIP, Brasileiro e Brasileirinho!
  • Sindjorce:  O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) lamenta o falecimento do jornalista Francisco Newton Quezado Cavalcante, o Lúcio Brasileiro, ocorrido nesta quinta-feira (23/4/2026). Filiado ao Sindjorce sob o número 189 desde 8/6/1967, Lúcio Brasileiro tinha 87 anos e construiu uma das trajetórias mais longevas da imprensa cearense. Colunista do jornal O Povo, manteve a coluna social diária mais antiga em atividade no mundo, feito reconhecido pelo Guinness World Records. O jornalista estava em viagem pela Europa, quando sofreu uma queda em Lisboa, sendo hospitalizado no último dia 11/4/2026 Seu estado de Saúde se agravou nos dias seguintes, levando ao falecimento. Com mais de sete décadas dedicadas ao jornalismo, Lúcio iniciou sua carreira ainda aos 16 anos, em 1955, no jornal Gazeta de Notícias. Ao longo da vida, passou por importantes veículos da Imprensa Cearense, como Correio do Ceará e O Povo, além de atuar também no Rádio, na Televisão e na Internet. Foi apresentador e comentarista em emissoras como Rádio Uirapuru, Verdes Mares, Clube, Iracema e Calipso FM, e colaborou com Programas na TV Uirapuru, TV Educativa e TV Jangadeiro. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma referência no colunismo social cearense, com produção contínua e presença marcante no cotidiano do jornalismo local. Associado histórico do Sindjorce, Lúcio manteve relação próxima com a entidade ao longo dos anos. Foi um filiado presente, que apoiou o Sindicato em diversas pautas e demandas trabalhistas, contribuindo para dar visibilidade às ações da entidade e de seus representantes. Em suas visitas frequentes ao sindicato, também se destacava pelo trato respeitoso com trabalhadores e dirigentes. Até o momento, os familiares não divulgaram informações sobre o traslado do corpo, velório e sepultamento. O Sindjorce manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão".

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