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Pesquisa cearense constata comércio ilegal de peixes via Correios

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará (Labomar - UFC), que aborda o comércio ilegal de peixes no Ceará através do serviço postal de encomendas, foi publicada na revista científica internacional Marine and Freshwater Research. 

O artigo, que tem o título "Comércio ilegal de espécies de aquário através do serviço postal brasileiro no Ceará", é de autoria do pesquisador Lívio Gurjão, em pareceria com Glaura Barros, Daniele Lopes, Daniel Machado e Tito Lotufo.  O estudo também contou com o apoio do Ibama e dos Correios.

Os pesquisadores observaram pacotes que continham organismos vivos, que estavam sendo transportados de maneira ilegal, algo que contraria a Legislação Postal Brasileira. A base do estudo foram 57 volumes confiscados contendo organismos aquáticos e envolve apenas o transporte doméstico dentro do Brasil.

Algumas das espécies encontradas estão na Lista Brasileira de Espécies Ameaçadas. Das espécies apreendidas, 18 são nativas do Brasil e apenas 12 são encontradas naturalmente no Ceará.

De acordo com o coordenador da Pós Graduação de Ciências Marinhas Tropicais, do Labomar UFC, professor Marcelo de Oliveira Soares, a pesquisa serve como auxílio à preservação ambiental ao indicar práticas ilegais do comércio de espécies aquáticas.

“Os resultados da pesquisa provocam preocupações sobre potenciais invasões biológicas e sobre o comércio ilegal da biodiversidade aquática, exigindo mais controle por parte das autoridades brasileiras. A realização de apreensões é uma ação importante e parece mitigar o transporte ilícito de espécies até certo ponto. A pesquisa produzida sugere medidas a serem adotadas para melhorar a atuação do Ibama e dos Correios e aponta para a necessidade de leis mais rígidas para o combate a essa prática", alerta

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