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Consumidores otimistas e empresários pessimistas em Fortaleza, aponta pesquisa Fecomércio

De acordo com pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio-CE), através do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC), de dezembro, alcançou seu melhor resultado desde janeiro de 2015. Neste mês, o crescimento foi de +3,1%, passando de 120,8 pontos, em novembro, para 124,6 pontos.



Na contramão desse otimismo está o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC). Apesar do resultado do bimestre novembro/dezembro ter tido um crescimento de +2,2% no sentimento geral de confiança dos empresários, passando de 94,7 pontos no bimestre maio/junho, para 96,7 pontos na medição atual, o índice permanece no campo que indica pessimismo, ou seja, abaixo dos 100,0 pontos, e apresenta-se inferior ao nível do mesmo período de 2017, quando mediu 102,7 pontos, mesmo tendo havido aumento em todos os componentes do ICE.

ICC - O resultado positivo da confiança dos consumidores foi influenciado pelo incremento dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente teve evolução de +4,5%, passando de 111,7 pontos em novembro para 116,7 pontos neste mês, e o Índice de Situação Futura subiu +2,2%, atingindo o patamar de 129,8 pontos em dezembro, como pode ser visto na tabela a seguir:

Expectativa dos consumidores - O estudo também mostra que 70,3% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano – taxa acima da verificada em novembro, que foi de 68,9%. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 84,4% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

As preocupações com o ambiente econômico nacional tiveram queda expressiva pela segunda vez, desde 2016: em novembro, 36,3% dos consumidores o descreviam como ruim ou péssimo, percentual que caiu para 34,2% neste mês. O consumidor renova o ânimo para o final do ano e, ainda que alguns indicadores macroeconômicos não sejam tão positivos, o aumento da confiança pode estimular o investimento e o consumo, colaborando para a retomada econômica.

Pretensão de compra - A taxa de pretensão de compras teve expressivo aumento de +13,1 pontos percentuais, passando de 33,9%, em novembro, para 47,0% neste mês, alinhado ao índice observado no mesmo mês do ano passado (47,1%). Esse crescimento repentino em dezembro pode significar lojas cheias no final do ano com as compras para o Natal.

Destaca-se, na lista dos produtos mais procurados, itens de uso pessoal, como vestuário e calçados, mas é relevante a presença dos chamados bens de consumo duráveis, tais como eletrodomésticos e veículos: artigos de vestuário, citados por 61,4% dos entrevistados; calçados (43,3%); móveis e artigos de decoração (11,3%); televisores (5,9%); geladeiras e refrigeradores (5,9%); fogões (4,9%); máquina de lavar roupas (4,3%); e automóveis (3,1%).

O valor médio das compras é estimado em R$ 537,21 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo feminino (49,2%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 18 e 24 anos (52,9%) e com renda familiar acima de dez salários mínimos (60,7%).

ICEC - Já em relação à confiança do empresário, a pesquisa mostra que o Índice de Situação Presente - ISP teve aumento de +1,1%, saindo de 64,3 pontos no bimestre setembro/outubro, para 65,0 pontos na medição atual. Apenas 37,3% dos entrevistados perceberam melhoras significativas na economia nos últimos doze meses e 91,6% dos consultados informaram que as condições gerais dos seus setores de atividade pioraram no período.

Quanto ao Índice de Investimentos das Empresas – IIE, houve incremento de +2,9%, resultando em um indicador de 89,0 pontos. O IIE teve o pior resultado na comparação com o mesmo período de 2017, quando media 113,0 pontos, com reflexos na contratação de pessoal – apenas 40,2% dos entrevistados informaram intenção de contratar nos próximos seis meses – e nas decisões de investimento, com 93,4% dos consultados prevendo um baixo nível de inversão nos negócios.



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