Na data que marca a luta das mulheres por igualdade e respeito, o governador Camilo Santana (PT) anunciou, em solenidade alusiva ao Dia da Mulher no Palácio da Abolição, em Fortaleza, a implantação da Casa da Mulher Cearense nas principais regiões do Estado. Com a temática “Elas transformam”, o ato ainda teve uma homenagem a cinco mulheres que se destacam pelo trabalho social em suas comunidades.
Também participaram do ato a primeira-dama do Estado, Onélia Santana; a secretária de Proteção Social, Justiça, Mulheres e Direitos Humanos, Socorro França; o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE), deputado estadual José Sarto (PDT); secretária executiva de Mulheres, Denise Aguiar; e representantes de movimentos de mulheres.
O projeto da Casa da Mulher Cearense é baseado no exemplo da casa implantada em Fortaleza, que atua no atendimento humanizado e especializado para mulheres em situação de violência, como destacou Camilo Santana.
“A ideia é seguir o modelo da Casa da Mulher Brasileira, implantada no ano passado aqui em Fortaleza, que é uma experiência do Governo Federal que o Estado assumiu. Hoje a gente administra a Casa mantendo todos os serviços reunidos – Defensoria (Pública), capacitação, Delegacia da Mulher, Ministério Público, Juizado Especial, tudo em um só ambiente para acolher e orientar as mulheres. A ideia é que a gente inicie pelo Cariri, região que tem tido um índice forte de violência contra a mulher. Nesses próximos quatro anos queremos implantar nas principais regiões do Ceará”, informou o governador.
Camilo Santana disse ainda que as mulheres poderão encontrar na Casa da Mulher Cearense, além do serviço de apoio e orientação, um núcleo de estimulação econômica com capacitação e crédito para aquelas que desejam abrir o próprio negócio.
A secretária Socorro França fez questão de lembrar da luta das mulheres ao longo dos anos.
Camilo Santana disse ainda que as mulheres poderão encontrar na Casa da Mulher Cearense, além do serviço de apoio e orientação, um núcleo de estimulação econômica com capacitação e crédito para aquelas que desejam abrir o próprio negócio.
A secretária Socorro França fez questão de lembrar da luta das mulheres ao longo dos anos.
“Recordo do ano de 1969, quando o Código Civil dizia que as mulheres eram relativamente incapazes, elas só poderiam agir se fosse com a assinatura do marido. As mulheres foram à luta e no final de 1969 nós tivemos o estatuto das mulheres e nos libertamos da incapacidade. Isso é muito significativo. Hoje, é um dia muito emocionante. De 1969 até hoje, o que a gente percorreu foi impressionante. Cada companheira que vem lutando há anos vem mostrando que temos que ter respeito pela diversidade, que é o ser humano que vai fazer com que nós possamos mudar e transformar. Elas transformam sim. Vocês têm força, vocês lutam, conquistam e têm nos levado para um mundo melhor e mais fraterno”, enalteceu Socorro
Casa da Mulher Brasileira - Em funcionamento desde julho do ano passado, o equipamento já realizou mais de 11 mil atendimentos, o que dá uma média de 54 por dia. O local funciona 24 horas e tem um atendimento multidisciplinar. A Casa é uma referência no Estado, sendo um marco regulatório na política de atendimento à mulher em situação de violência. Apenas sete estados contam com equipamento nesses moldes no Brasil. Um dos projetos mais vem se destacando é o de autonomia econômica, que trabalha encaminhando as mulheres atendidas para cursos de capacitação em diversas áreas.
Homenageadas - O evento contou com uma homenagem prestada pelo Governo do Ceará a cinco mulheres que realizam trabalhos sociais. A primeira-dama Onélia Santana enfatizou o papel social que as homenageadas desempenharam no decorrer de suas trajetórias. “Essas mulheres merecem todas as homenagens do mundo. São mães e mulheres que acolheram filhos de outras mulheres, que tiveram esse amor de acolher, de levar para o mundo da música, da arte, da cultura. Essas mulheres estão sendo homenageadas pelo papel transformador que tiveram na comunidade e nós precisamos dessas pessoas que pensem na fraternidade, no acolhimento, na igualdade, na justiça social. É com essas mulheres que a gente quer se apegar para seguir juntos lutando”, ressaltou a primeira-dama.
As homenageadas foram: Irmã Conceição, do Lar Amigos de Jesus, que tem mais de 30 anos de serviço de atendimento a crianças e adolescentes com câncer; Otacília Verçosa, conhecida como dona Tatá, líder comunitária do bairro Mucuripe e presidente da Associação dos Idosos do Mucuripe Oscar Verçosa, atendendo cerca de 500 pessoas; Lúcia Simão, que se destaca pela discussão sobre a realidade da população negra no Ceará e pelo pioneirismo em discutir questão racial junto com os movimentos sociais de luta pela moradia; Regina Marta Albuquerque Barbosa, que fundou, em 1993, a Casa de Vovó Dedé com o marido Mansueto Barbosa, e que até hoje dá aulas de pianos e acordeom para os jovens. A quinta homenageada foi Maria de Lourdes da Conceição Alves, a Mãe Pequena, líder dos Jenipapo-Kanindé, que luta pelo direito à terra, educação, saúde e cidadania.
“A gente sente que a mulher ainda não tem o espaço que deve ter na sociedade, tanto faz ser índia ou não. Dentro das políticas públicas ela precisa ter espaço. O respeito com a mulher ainda é pouco e ela precisa de respeito. A mulher precisa do direito e do respeito dela, porque é uma pessoa que veio ao mundo para dar o fruto dela”, concluiu Mãe Pequena.
Casa da Mulher Brasileira - Em funcionamento desde julho do ano passado, o equipamento já realizou mais de 11 mil atendimentos, o que dá uma média de 54 por dia. O local funciona 24 horas e tem um atendimento multidisciplinar. A Casa é uma referência no Estado, sendo um marco regulatório na política de atendimento à mulher em situação de violência. Apenas sete estados contam com equipamento nesses moldes no Brasil. Um dos projetos mais vem se destacando é o de autonomia econômica, que trabalha encaminhando as mulheres atendidas para cursos de capacitação em diversas áreas.
Homenageadas - O evento contou com uma homenagem prestada pelo Governo do Ceará a cinco mulheres que realizam trabalhos sociais. A primeira-dama Onélia Santana enfatizou o papel social que as homenageadas desempenharam no decorrer de suas trajetórias. “Essas mulheres merecem todas as homenagens do mundo. São mães e mulheres que acolheram filhos de outras mulheres, que tiveram esse amor de acolher, de levar para o mundo da música, da arte, da cultura. Essas mulheres estão sendo homenageadas pelo papel transformador que tiveram na comunidade e nós precisamos dessas pessoas que pensem na fraternidade, no acolhimento, na igualdade, na justiça social. É com essas mulheres que a gente quer se apegar para seguir juntos lutando”, ressaltou a primeira-dama.
As homenageadas foram: Irmã Conceição, do Lar Amigos de Jesus, que tem mais de 30 anos de serviço de atendimento a crianças e adolescentes com câncer; Otacília Verçosa, conhecida como dona Tatá, líder comunitária do bairro Mucuripe e presidente da Associação dos Idosos do Mucuripe Oscar Verçosa, atendendo cerca de 500 pessoas; Lúcia Simão, que se destaca pela discussão sobre a realidade da população negra no Ceará e pelo pioneirismo em discutir questão racial junto com os movimentos sociais de luta pela moradia; Regina Marta Albuquerque Barbosa, que fundou, em 1993, a Casa de Vovó Dedé com o marido Mansueto Barbosa, e que até hoje dá aulas de pianos e acordeom para os jovens. A quinta homenageada foi Maria de Lourdes da Conceição Alves, a Mãe Pequena, líder dos Jenipapo-Kanindé, que luta pelo direito à terra, educação, saúde e cidadania.
“A gente sente que a mulher ainda não tem o espaço que deve ter na sociedade, tanto faz ser índia ou não. Dentro das políticas públicas ela precisa ter espaço. O respeito com a mulher ainda é pouco e ela precisa de respeito. A mulher precisa do direito e do respeito dela, porque é uma pessoa que veio ao mundo para dar o fruto dela”, concluiu Mãe Pequena.
Com informações e fotos da Coordenadoria de Imprensa do Governo do Ceará.

Gostaria de me cadastrar na casa da mulher do Ceará. Como faço?
ResponderExcluir