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Inflação de março-2026 é 0,88%


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março foi de 0,88%, ficando 0,18 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em fevereiro (0,70%).

No ano, o IPCA acumula alta de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2025, a variação havia sido de 0,56%.

PeríodoTaxa
março 20260,88%
fevereiro 20260,70%
março 20250,56%
Acumulado no ano1,92%
Acumulado nos últimos 12 meses4,14%

Em março, os destaques foram os grupos Transportes, com alta de 1,64% e 0,34 p.p. de impacto, e Alimentação e bebidas, que subiu 1,56%, com impacto de 0,33 p.p. no índice do mês. Juntos, os dois grupos respondem por 76% do IPCA de março. Os demais grupos oscilaram entre 0,02% (Educação) e 0,65% (Despesas pessoais).

GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
FevereiroMarçoFevereiroMarço
Índice Geral0,700,880,700,88
Alimentação e bebidas0,261,560,060,33
Habitação0,300,220,050,03
Artigos de residência0,130,510,000,02
Vestuário0,160,460,010,02
Transportes0,741,640,150,34
Saúde e cuidados pessoais0,590,420,080,06
Despesas pessoais0,330,650,030,07
Educação5,210,020,310,00
Comunicação0,150,190,010,01

A variação dos Transportes mais que dobrou, de fevereiro (0,74%) para março (1,64%), impulsionada pela alta nos combustíveis (4,47%). A Gasolina, que em fevereiro caíra 0,61%, em março subiu 4,59%, sendo o principal impacto individual (0,23 p.p.) no índice do mês. Também se destacou o Óleo Diesel que saiu de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com 0,03 p.p. de impacto no mês. Já o Etanol,subiu 0,93% e o Gás Veiculat recuou 0,98%.

O subitem passagem aérea desacelerou de 11,40% em fevereiro para 6,08% em março. O resultado do subitem ônibus urbano (1,17%) considera, além da apropriação de reajustes, as gratuidades e reduções de tarifa aos domingos e feriados. Foram incorporados os reajustes de 6,00% nas tarifas de Porto Alegre (3,52%), a partir de 19 de fevereiro; 4,46% em Recife (0,22%), a partir de 1° de fevereiro. Por conta da redução tarifária aos domingos, ocorreram variações no ônibus urbano em Belo Horizonte (1,13%), Belém (1,03%), São Paulo (0,89%) e Salvador (0,55%). Os locais com reduções aos domingos e feriados foram Brasília (12,95%) e Curitiba (2,20%).

O subitem táxi (0,26%) reflete o reajuste de 4,26% em Porto Alegre (2,55%) a partir de 19 de fevereiro e, no metrô (0,67%) foi apropriada a variação de 12,95% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados. No ônibus intermunicipal (0,22%) estão contemplados o reajuste de 11,69% a 12,61% no Rio de Janeiro (5,16%), desde 15 de fevereiro, e de 7,27% em Curitiba (5,01%), a partir de 16 de fevereiro.

O grupo Alimentação e bebidas acelerou de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março. A alimentação no domicílio subiu 1,94%, acima do mês anterior (0,23%), sob influência do tomate (20,31%), da cebola (17,25%), da batata-inglesa (12,17%), do leite longa vida (11,74%) e das carnes (1,73%). Os destaques em queda foram a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%).

alimentação fora do domicílio subiu 0,61% com o lanche saindo de 0,15% em fevereiro para 0,89% em março e a refeição com 0,49%, mesma variação de fevereiro.

O grupo com a terceira maior variação no mês, Despesas pessoais (0,65%), foi influenciado pelo subitem cinema, teatro e concertos (3,95%), com o fim da semana do cinema que ocorreu em fevereiro. Já o grupo Saúde e cuidados pessoais (0,42%) foi influenciado pela alta em plano de saúde (0,49%).

No grupo Habitação, a variação de 0,22% em março contempla a alta da energia elétrica residencial (0,13%) que incorpora os reajustes médios de 6,92% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (3,09%), ambos com vigência a partir de 15 de março. No mês, manteve-se a bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores.

Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,24%) reflete o reajuste de 6,21% em uma das concessionárias de Porto Alegre (2,18%), a partir de 23 de fevereiro. No subitem gás encanado (-0,10%), em Curitiba (-0,25%), houve redução de 4,01% nas tarifas, a partir de 1° de fevereiro e, no Rio de Janeiro, a variação de -0,24% resultou da redução de 4,44% nas tarifas, desde 1º de fevereiro.

Entre os índices regionais, a maior variação ocorreu em Salvador (1,47%), influenciada pela alta da gasolina (17,37%) e das carnes (3,56%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,37%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,28%) e das frutas (-3,72%).

RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação
Acumulada (%)
FevereiroMarçoAno12 meses
Salvador5,990,401,472,394,01
São Luís1,620,281,391,913,27
Belém3,940,621,312,113,75
Recife3,920,731,102,134,58
Porto Alegre8,610,330,961,544,28
Campo Grande1,570,180,931,592,66
Belo Horizonte9,690,760,932,153,96
Aracaju1,030,680,922,023,84
Brasília4,060,590,851,714,19
Fortaleza3,230,980,812,284,89
Rio de Janeiro9,430,740,781,823,26
São Paulo32,280,970,782,044,76
Vitória1,860,750,721,904,47
Curitiba8,090,320,701,443,03
Goiânia4,170,700,401,324,00
Rio Branco0,510,070,371,253,55
Brasil100,000,700,881,924,14

IPCA é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografie Estatística-IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 04 de março de 2026 a 31 de março de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de janeiro de 2026 a 03 de março de 2026 (base).

INPC foi de 0,91% em março: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC teve alta de 0,91% em março, 0,35 p.p. acima do resultado observado em fevereiro (0,56%). No ano, o INPC acumula alta de 1,87% e, na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 3,77%, acima dos 3,36% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2025, a taxa foi de 0,51%.

Os produtos alimentícios aceleraram de fevereiro (0,26%) para março (1,65%). A variação dos não alimentícios passou de 0,66% em fevereiro para 0,67% em março.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Salvador (1,52%), influenciada pela alta da gasolina (17,37%) e do tomate (49,25%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,33%), com o recuo da energia elétrica residencial (-3,28%) e do óleo de soja (-6,46%).

RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação
Acumulada (%)
FevereiroMarçoAno12 meses
Salvador7,920,301,522,393,62
São Luís3,470,351,261,823,13
Belém6,950,411,181,973,53
Brasília1,970,141,041,533,96
Porto Alegre7,150,251,031,554,03
Campo Grande1,730,071,011,532,35
Recife5,600,781,011,984,25
Belo Horizonte10,350,670,942,163,60
Rio de Janeiro9,380,650,831,752,75
Aracaju1,290,560,801,683,53
Fortaleza5,160,980,802,424,88
Vitória1,910,610,741,804,46
São Paulo24,600,780,721,924,46
Curitiba7,370,150,671,252,35
Goiânia4,430,580,531,333,95
Rio Branco0,720,080,331,172,91
Brasil100,000,560,911,873,77

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 04 de março de 2026 a 31 de março de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de janeiro de 2026 a 3 de março de 2026 (base).

INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Com informações da Agência IBGE de Notícias.

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