Com inauguração prevista para convidados na quinta-feira 12/novembro/2026), e abertura geral para o público a partir de sexta (13/novembro), o Museu Airton Queiroz, no Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz, em Fortaleza, realiza uma nova Bienal de Arte no Ceará. Com curadoria de Lucas Dilacerda, a Exposição “Povo por vir” reúne mais de 160 obras de 48 artistas e discute como os saberes populares podem nos ajudar a enfrentar as mudanças climáticas (foto Ding Musa).
- Aqui, a Arte atua como um sismógrafo e termômetro, captando os abalos e as pulsões invisíveis do mundo. Os artistas reunidos nesta edição funcionam como tradutores de um presente convulso, mas também como profetas da chuva, capazes de anunciar outros futuros possíveis, mesmo em meio à estiagem simbólica de um tempo desencantado”, reforça Lucas Dilacerda.
Segundo o curador Lucas Dilacerda (foto Ares Soares), para enfrentarmos as mudanças climáticas, é necessário resgatar nossos saberes ancestrais, isto é, nossas raízes populares (do povo): indígenas, quilombolas, sertanejos, afrodiaspóricos, queer, ribeirinhos, pesqueiros, entre outras. Nesse sentido, o título da exposição remete a ideia de que a arte invoca um povo por vir, isto é, um povo que resiste aos problemas de seu tempo.
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