“O desenho é a única linguagem que não necessita de tradução”. A frase é de Campelo Costa, que comemora 50 anos de sua primeira mostra individual com a exposição “Campelo Costa: traços de um percurso artístico”, de nove de agosto a seis de setembro, na Galeria Vestigium (foto Divulgação). A mostra tem a curadoria de Roberto Galvão e reúne 40 obras recentes do desenhista. Registros de memórias da infância no sertão, de visões de paisagens urbanas colhidas nas viagens do artista pelo mundo e cenas de festa imaginárias norteiam as obras expostas por Campelo Costa. Perito em desenhos de campo, registra tudo o que vê com lápis e papel, não utilizando câmeras fotográficas. À maneira dos artistas viajantes dos séculos passados, em pleno século XXI, Campelo é um rabiscador incansável das cidades que visita, da gente que vê, dos bares que frequenta. Os traços de seus desenhos são verdadeiros poemas visuais que, ao mesmo tempo, são registros de instantes, experiências e conhe...