A desigualdade salarial entre homens e mulheres é um problema global que persiste há décadas, impactando significativamente a vida de milhões de mulheres. No Brasil, essa disparidade é ainda mais evidente: dados recentes dos ministérios das Mulheres e do Trabalho e do Emprego (MTE) revelam que as mulheres ganham, em média, 20,7% menos que os homens. No Ceará, essa diferença chega a 13,4%, um reflexo de um cenário nacional preocupante. As consequências dessa desigualdade vão além do salário. Estudos mostram que a disparidade salarial exerce um peso considerável na saúde mental das mulheres. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP revelou que durante a pandemia, as mulheres foram as mais afetadas psicologicamente, apresentando taxas alarmantes de 40,5% de sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,3% de estresse. A desigualdade salarial é apenas a ponta do iceberg. A divisão sexual do trabalho, os estereótipos de gênero e a sobrecarga de r...