Fernando de Noronha teve uma nova destinação para as garrafas de vidro descartadas em bares, restaurantes e pousadas. O Protect Paradise, Projeto da Green Mining com participação da GWM, preparou o envio de seis toneladas do material ao continente para reciclagem e produção de novas garrafas de Corona. Segundo a Green Mining, foi a primeira vez que o vidro recolhido no arquipélago retornou à fabricação desse tipo de embalagem.
A novidade está no que acontece depois da coleta. Até então, o vidro era triturado na ilha e utilizado como substituto da areia na construção civil. A nova operação permitirá que essa matéria-prima volte à indústria de garrafas, em um processo conhecido como reciclagem de garrafa a garrafa.
A carga acondicionada em seis big bags foi transportada pela Agemar, empresa responsável pela operação logística marítima, até o Recife, com destino à reciclagem. O embarque conecta o trabalho realizado nos estabelecimentos de Noronha à indústria no continente, completando o percurso necessário para que o vidro possa ser utilizado novamente na fabricação de embalagens.
Na ilha, a coleta ganhou o apoio da GWM, que passou a integrar o Protect Paradise com um TANK 300. Desde o início dessa participação, foram recolhidas 4 mil garrafas. O veículo híbrido plug-in percorre os estabelecimentos participantes e é recarregado com energia proveniente de painéis solares.
- O vidro já tinha uma forma de reaproveitamento em Noronha, mas queremos que ele também possa voltar a ser garrafa. Para isso, precisamos resolver uma questão prática: fazer esse material chegar à indústria. A participação da GWM na coleta e da Agemar no transporte permite organizar esse caminho entre a ilha e o continente”, afirma Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining.
A empresa é responsável pela logística reversa e acompanha o material desde o recolhimento até sua destinação à indústria recicladora. A separação das garrafas pelos estabelecimentos, a retirada dos resíduos e o transporte marítimo são etapas da operação que dará esse novo destino às seis toneladas já reunidas pelo projeto.
Criado em 2021 pela Green Mining, o Protect Paradise tem a Corona como parceira desde sua origem. Em Fernando de Noronha, começou com a coleta de plástico e sua transformação em novos objetos na própria ilha. A inclusão do vidro ampliou o trabalho com os resíduos gerados nos estabelecimentos locais, agora com o retorno do material à produção de garrafas.
Sobre a Green Mining
A Green Mining é uma startup pioneira em logística reversa inteligente e uma das selecionadas, em todo o mundo, pela cervejaria Ambev por meio do programa 100+ Accelerator. Desde 2018, já coletou e encaminhou para reciclagem mais de 16,7 milhões de quilos de embalagens pós-consumo e evitou a emissão de 22 milhões de quilos de CO₂. Integrante do grupo de empresas do Pacto Global da ONU, maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, participou da COP26, COP29 e do World Economic Forum 2023, em Davos, apresentando seus projetos e soluções de rastreabilidade com tecnologia blockchain. Também é membro fundador da Abelore – Associação Brasileira de Logística Reversa.
Premiações: Vencedora do ‘Better World Award’, realizado na Bélgica; da competição mundial de Ideias de Negócios Verdes da Climate Ventures e da 1ª edição brasileira do evento europeu Greentech Challenge. Por três anos consecutivos, a startup foi premiada no Ranking 100 Open Startups, entrando para o TOP 10 na categoria CleanTechs em 2021 e CityTechs em 2022, 2023 e 2024. Além de ser Top Innovator do Fórum Econômico Mundial, foi a vencedora dos prêmios ‘José Eduardo Ermírio de Moraes – Empreendedorismo que Transforma’ e ‘França-Brasil: Inovando para um Futuro Melhor’ em 2024, e startup campeã do prêmio Mundo Logística e Gartner Power of the Profession Supply Chain Awards (junto com a AB InBev) em 2025.
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