CAIXA CULTURAL FORTALEZA APRESENTA EXPOSIÇÃO QUE EXALTA MEMÓRIA INDÍGENA COM OBRAS DE ARTE EM ALGODÃO.
Manhaba’u: onde toca o invisível?”, do artista Gustavo Caboco, reúne pinturas, bordados, objetos e instalações inspiradas no povo Wapixana.
A CAIXA Cultural Fortaleza apresenta, 28 de outubro de 2026 a 14 de fevereiro de 2027, a Exposição “Manhaba’u: onde toca o invisível?”, primeira mostra individual do artista e curador Gustavo Caboco no Ceará. Por meio de pinturas, bordados, objetos, instalações e videoinstalações, ele parte da relação com o algodão para abordar a memória Wapichana, povo indígena que habita o interflúvio dos rios Branco e Rupununi, na fronteira entre o Brasil e a Guiana.
O evento de abertura será realizado na terça-feira (27), às 19 horas. A exposição ocupará a Galeria Penhor do espaço cultural.
Fios e costuras atravessam obras e convidam o público a perceber histórias, vínculos com a terra e formas de conhecimento frequentemente apagadas. Após uma temporada em São Paulo, em 2024, a mostra chega à capital cearense em uma nova etapa de uma pesquisa que segue em movimento. A itinerância é uma iniciativa da Trevo Produções, em parceria com Gustavo Caboco e a produtora Ana Rocha.
O “invisível” da Exposição não diz respeito apenas ao que não pode ser visto, mas ao que foi invisibilizado. Essa reflexão se relaciona ao que o artista chama de “coma colonial”: a naturalização das violências e dos legados do colonialismo. “Manhaba’u significa invisível na língua Wapichana.
Segundo Caboco, a Exposição pensa o invisível a partir de seu lugar de origem, conectando os visitantes com linhas invisíveis que propõem ações de formação e fortalecimento da presença e relação dos povos indígenas com a Terra. A mostra é dedicada aos Dukuzyinhau, “a “nossa vovózada”, como o artista se refere àqueles que vieram antes e abriram caminhos para o presente.
A programação complementar inclui visita guiada com Gustavo Caboco, bate-papo com artistas indígenas convidados e sessão de autógrafos dos livros da sua editora “Picada Livros”. Gustavo Caboco também conduz, ao lado de Lucilene Wapichana, sua mãe, a oficina de bordado “O fio fala”, que aborda o bordado como ferramenta para marcar e transmitir histórias da cultura Wapichana. Datas, horários e orientações para participação nas atividades serão divulgados no site da CAIXA Cultural Fortaleza.
Sobre Gustavo Caboco:
Artista, educador e integrante do povo Wapichana, do território indígena do Canauanim, em Roraima, Gustavo Caboco vive e trabalha em Cuiabá (MT). Atua nas artes visuais, no cinema e na literatura e é cogestor da Casa Vítuka, espaço de educação e resistência indígena. Sua produção aborda deslocamentos forçados, memória e valorização das culturas indígenas, incluindo pesquisas em acervos e arquivos museológicos.
Entre seus trabalhos estão as exposições individuais Roraimarte III, no Museu do Pontal, no Rio de Janeiro (2026), Manhaba’u: onde toca o invisível (2024) e Ouvir à Terra (2023), em São Paulo. Ele tem 12 livros publicados por sua editora, Picada Livros. Seu trabalho também se estende ao audiovisual por meio do selo Retorno à Maloca Filmes
Serviço
- [Artes Visuais] Exposição “Manhaba’u: onde toca o invisível?”, de Gustavo Caboco
- Local: CAIXA Cultural Fortaleza - Avenida Pessoa Anta, 287 - Praia de Iracema
- Período: de 28 de outubro de 2026 a 14 de fevereiro de 2027
- Programação complementar: visita guiada, bate-papo, lançamento de livro e oficina de bordado; datas e horários serão divulgados no site da CAIXA Cultural
- Programação Gratuita
- Informações: (85) 3453-2770 | Site CAIXA Cultural | @caixaculturalfortaleza
- Patrocínio: CAIXA
- Acesso para pessoas com deficiência

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