Comprar, usar por poucos anos e substituir. Durante muito tempo, essa lógica também alcançou os móveis dentro de casa. Mas um movimento de consumo começa a colocar outra pergunta no centro da decisão: quanto tempo aquilo que estou comprando realmente vai fazer parte da minha vida? Entre as tendências de consumo apontadas pelo Sebrae para 2026 está justamente a passagem “do descartável ao durável”. A instituição identifica uma busca por menos excesso e mais valor, com produtos duráveis, multifuncionais e de vida útil prolongada ganhando espaço, além de manutenção, reparo e personalização. No setor moveleiro, essa mudança encontra um consumidor mais cauteloso. Dados da ABIMÓVEL mostram que 2025 terminou com desaceleração do consumo interno e demanda mais seletiva por bens duráveis diante de crédito e orçamento doméstico mais restritos. Já entre janeiro e maio de 2026, a produção brasileira de móveis e colchões ficou 2% abaixo do mesmo período do ano anterior, apesar de uma reação mensal ...