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Risco Ciro?

Estadão: "O vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, vai procurar hoje o deputado Ciro Gomes (SP), com uma missão: medir o "risco Ciro" no quadro eleitoral, caso o partido decida descartar de vez sua participação na corrida presidencial. O PSB, o PT e o Palácio do Planalto temem que Ciro saia atirando e prejudique a candidatura petista de Dilma Rousseff. Foi movido por esse temor que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já anunciou publicamente sua intenção de também procurar Ciro para uma conversa nos próximos dias, a fim de acalmá-lo e aplacar suas mágoas. A direção do PSB só se reunirá para tratar do assunto no dia 27, mas, nos bastidores do partido, a avaliação é de que o descarte da candidatura é iminente. Ciro e a cúpula do partido estão em Brasília desde ontem. Hoje à tarde, Lula tem encontro com os três governadores socialistas: Eduardo Campos (Pernambuco), que acumula o governo com a presidência do PSB, Wilson Martins (Piauí) e Cid Gomes (Ceará), irmão de Ciro. A reunião é para tratar das obras da Ferrovia Transnordestina, mas a aposta geral é que a política também vai entrar na agenda. Desde 29 de março, quando a direção do PSB se reuniu com Ciro para uma conversa franca sobre os prós e contras de sua candidatura, o deputado submergiu e não quis mais conversa com o partido. Nem mesmo depois do artigo que postou em seu site pessoal na semana passada, cobrando do PSB uma posição sobre sua candidatura, ele atendeu aos telefonemas de Campos, de Amaral e de outros representantes da Executiva Nacional, como o senador Renato Casagrande (ES) e o líder na Câmara, Rodrigo Rollemberg (DF). A cúpula socialista considerou o artigo ofensivo e os dirigentes estão queixosos pelo fato de ele não responder sequer aos "torpedos" enviados para seu celular. Reclamam que Ciro resolveu se isolar e que a falta de diálogo é ruim para ele e o partido. Só anteontem Roberto Amaral conseguiu contatar o pré-candidato e marcar a conversa de hoje. Amaral trabalha para que a decisão do dia 27 seja tomada por consenso. "O compromisso entre Ciro e Lula é muito maior que as divergências", argumenta Amaral, apostando em uma solução pacífica."

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