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EDP e Tomie Ohtake abrem nesta quarta Mostra VI Prêmio EDP nas Artes

O Prêmio EDP nas Artes, iniciativa do Instituto Tomie Ohtake e da EDP Brasil com o apoio do Instituto EDP, realiza mostra das obras dos artistas selecionados em sua sexta edição, a partir desta quinta (28), as oito da noite, no Instituto Tomie Ohtake (Avenida Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) - Pinheiros-São Paulo).



Na inauguração, serão conhecidos os três premiados com residências internacionais entre os 10 selecionados: Ana Cláudia De Almeida Santos (Rio de Janeiro-RJ, 1993); Elilson Gomes Do Nascimento (Recife - PE, 1991); Iagor João Barbosa Peres (Rio de Janeiro-RJ, 1995); Jéssica De Souza Luz(Araranguá-SC, 1992); Lucas Emanuel Furtado Soares (Belo Horizonte-MG, 1994); Ludmila Porto Cioffi De Lima (São Paulo-SP, 1989); Lyz Parayzo (Rio de Janeiro–RJ, 1994); Mariana Rosado Ferreira (Recife-PE, 1989); Matheus de Simone Maciel (Rio de Janeiro-RJ,1994) e Rafael José Bandeira Da Penha(Belém-PA, 1992).

Do total das 464 inscrições, quase o dobro em relação à edição anterior, foram pré-selecionados 20 nomes, mediante análise de portfólio, desempenhada por um júri formado pelos artistas Artur Lescher, Fabio Morais, Jonas Van Holanda, Virgínia de Medeiros e as curadoras Diane Lima e Luise Malmaceda.

Após entrevistas individuais via Skype, definiu-se a lista dos 10 selecionados, divulgados no início de agosto passado. O grupo recebeu acompanhamento personalizado da equipe de jurados para o processo de realização de suas respectivas obras, oportunidade rara para jovens artistas. Este acompanhamento implementou os critérios para a escolha dos três vencedores, que serão contemplados com bolsas de residência artística no exterior.

Voltado para estimular a produção artística contemporânea, o Prêmio EDP nas Artes é voltado para jovens artistas de todo o Brasil, nascidos ou residentes no país há pelo menos dois anos, com idade entre 18 e 29 anos. A iniciativa, além da premiação, contempla uma série de atividades ao longo do ano, como cursos, palestras e workshops em regiões brasileiras onde o acesso à arte contemporânea é mais restrito. Nesta edição, São José dos Campos, Vitória e Palmas receberam a programação.

O Instituto EDP, desde sua criação há dez anos, tem como um de seus principais objetivos promover a arte e a cultura em todo o Brasil. O prêmio EDP nas Artes é uma das principais ações da Companhia nessa frente, estimulando o desenvolvimento da arte contemporânea e ajudando a educar as novas gerações de grandes artistas”, reforça Luis Carlos Gouveia Pereira, diretor-executivo do IEDP.

Na edição anterior, em 2016, os três premiados foram António Tarsis de Jesus (Salvador); Luisa Puterman (São Paulo); e Jonas Van Holanda (Fortaleza). Eles tiveram a oportunidade de ir à Colômbia, Canadá e Portugal para expandirem suas formações.

Sobre EDP e IEDP - Com mais de 20 anos de atuação, a EDP é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor. A Companhia, que tem mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados, atua em Transmissão, Comercialização e Serviços de Energia, e possui 15 unidades de geração hidrelétrica e uma termelétrica. Em Distribuição, atende cerca de 3,4 milhões de clientes em São Paulo e no Espírito Santo. Recentemente, adquiriu participação na CELESC, em Santa Catarina. No Brasil, é referência em áreas como Inovação, Governança e Sustentabilidade, estando há 12 anos consecutivos no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.
Desde que foi fundado em 2008, o Instituto EDP investiu R$ 100 milhões em projetos socioculturais, que beneficiaram cerca de três milhões de pessoas, em 377 programas espalhados por todo o País. Somente em 2017, 35 iniciativas apoiadas pela organização favoreceram 60 mil moradores das comunidades do entorno das áreas de atuação da Companhia. O Instituto EDP tem como responsabilidade estruturar os investimentos e as iniciativas sociais da EDP em frentes ligadas à valorização da Língua Portuguesa, à educação, ao desenvolvimento local com geração de renda, ao empreendedorismo e ao voluntariado, por meio do esporte, cultura e saúde.

Sobre Instituto Tomie Ohtake - Inaugurado em 21 de novembro de 2001, o Instituto Tomie Ohtake tornou-se uma referência no circuito das artes visuais pela qualidade de sua programação. Destaca-se por ser o único espaço da cidade que se dedica a organizar mostras nacionais e internacionais de artes plásticas, arquitetura e design, além de promover prêmios nestas três áreas, além da educação. A instituição consagrou-se ainda por conceber um amplo e criativo trabalho de educação por meio da arte, fundamentado na pesquisa, produção de material, na formação de professores e numa programação de cursos com visão inovadora no ensino da arte. Além disso, desenvolve inédito programa de acessibilidade para repensar questões como acesso à cultura e diversidade, com foco no atendimento de públicos que não têm garantidos seus direitos sociais.

Sobre os Jurados
Artur Lescher (1962, São Paulo - SP). A obra de Artur Lescher marca presença na arte contemporânea brasileira com instalações, esculturas e objetos que ocupam espaços com força e fluidez. Seus trabalhos integram as coleções do The Museum of Fine Arts, Houston, e Philadelphia Museum of Art (ambos nos EUA), MALBA – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires e MAMBA - Museo de Arte Moderno de Buenos Aires (Argentina), Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, entre outras. O artista participou das edições de 1987 e 2002 da Bienal de São Paulo e da edição de 2005 da Bienal do Mercosul em Porto Alegre, Brasil, onde também atuou como curador na edição de 2009. Expôs em diversas mostras na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos, além de mostras individuais, recentemente expos no Palais d’Iena (2017), em Paris, Galeria OMR, Cidade do México e Galeria Nara Roesler em São Paulo.

Diane Lima (1986, Mundo Novo-BA) é curadora independente, pesquisadora e diretora criativa. Mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, seu trabalho concentra-se em experimentar práticas curatoriais multidisciplinares em perspectiva decolonial. Entre os projetos criou o AfroTranscendence (Red Bull Station/ Galpão VideoBrasil), foi curadora entre 2016 e 2017 do Diálogos Ausentes (Itaú Cultural) e em 2018, do Valongo Festival Internacional da Imagem. Em 2019 realiza a Residência PlusAfrot na Villa Waldberta em Munique-Alemanha.

Fabio Morais (1975, São Paulo–SP) é artista visual com uma prática expositiva e editorial entre a visualidade e a escrita. Participou de exposições coletivas em instituições como Bienal de São Paulo, Bienal do Mercosul, Instituto Tomie Ohtake, MAM-SP, CCSP, SESC, Museu da Pampulha, MAC-Lion, MACBA, CGAC, Bonniers Konsthall, e sua última exposição individual foi Escritexpográfica, em 2017, na Galeria Vermelho. Em sua atuação editorial, tem livros publicados por Edições Tijuana, par(ent)esis, Dulcinéia Catadora, Ikrek Edições, entre outras.

Jonas van Holanda (1989 Fortaleza-Ceará) é artista trans não binário, pesquisador de insurgências de gênero. Estudou Artes Visuais no Parque Lage, RJ. O seu trabalho é baseado em subverter relações semânticas e criar referências estéticas com ferramentas e discursos de coloniais. Entre suas exposições mais recentes destacam: Quando nós estamos? no Instituto Tomie Ohtake (SP), Travessias Ocultas no SESC Bom Retiro (SP), Bestiário no CCSP. Trabalhou na 32a Bienal de SP na obra-restaurante Restauro de Jorge Menna Barreto. Esteve em residência na Casa Matony, em La Paz, Bolívia, e no Centro de Investigação Artística HANGAR em Lisboa, Portugal e A SUL no Lavadouro Público do Carnide também em Lisboa. Em 2016 foi o artista vencedor da 5ª edição do Prêmio EDP do Instituto Tomie Ohtake. Suas atividades incluem ações e workshops de micropolítica alimentar e estruturas de coloniais em gênero e feminismos, tentando reinventar o papel das transmasculinidades no contexto carnofalocentrista atemporal. Atualmente integra o júri da 6ª edição do Prêmio EDP no Instituto Tomie Ohtake. Vive e trabalha em São Paulo.

Luise Malmaceda (1988 e Santa Maria - RS) Membro do Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake. Mestre em Estética e História da Arte pela Universidade de São Paulo, é pós-graduada em História da Arte (FAAP) e graduada em Artes Visuais (UFRGS). Dedica-se a pesquisas voltadas para artes visuais e cultura experimental brasileira dos anos 1960-1970. Atuou como pesquisadora e arte-educadora em instituições culturais como Fundação Iberê Camargo, Fundação Vera Chaves Barcellos e MAC-USP. Em 2015, foi editora da revista Harper’s Bazaar Art. Recentemente, vem integrando o júri de prêmios culturais e ministrando cursos livres.

Virginia de Medeiros (1973, Feira de Santana-BA) trabalha principalmente com video instalação e audiovisual, desenvolvendo uma obra que questiona os limites entre realidade e ficção. A artista lida com três pressupostos comuns aos campos da arte e do documentário: o deslocamento, a participação e a fabulação. De Medeiros. Em 2006, teve a obra “Studio Butterfly” selecionada pelo Programa Rumos Itaú Cultural e para a 27a Bienal de São Paulo. Em 2009, participou da residência artística “International Women for Peace Conference”, em Dili, Timor-Leste, e em 2007, da Residência Artística no Centro de Artes La Chambre Blanche, em Québec, Canadá. Recebeu o prêmio Rede Nacional Funarte Artes Visuais 2009 com a vídeo instalação “Fala dos Confins”, que em 2013 foi adquirida pelo Centro Cultural São Paulo. Em 2010 participou da 2ª Trienal de Luanda “Geografias Emocionais, Arte e Afectos” e em 2011, do 320 Panorama de Arte Brasileira, MAM São Paulo. Em 2012, ganhou a Bolsa Funarte Estímulo à Produção em Artes Visuais com o projeto “Jardim das Torturas” e foi premiada no 18º Festival de Arte Contemporânea Videobrasil com o Prêmio de Residência ICCo – Instituto de Cultura Contemporânea no Residency Unlimited – Nova York, EUA. Mostras coletivas recentes incluem: Missão (Centro Cultural São Paulo, São Paulo, 2014); Cães Sem Plumas (MAMAM, Recife, Brasil; Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil, 2013); Projeto Novas Aquisições MAC CE- Dos percursos e das poesias (Dragão do Mar, Fortaleza, Brasil, 2013); Coletiva Instituto Cervantes (Instituto Cervantes, São Paulo, Brasil, 2012); Metrô de Superfície (Paço das Artes, São Paulo, Brasil, 2012); e Vídeo Guerrilha (Intervenção Urbana Augusta, São Paulo, Brasil, 2011).

Exposição: 6º Prêmio EDP nas Artes
Abertura: quinta (28 de novembro), às 20 horas.
Até 13 de janeiro de 2019, de terça a domingo, das 11 às 20 horas.
Entrada franca.
Instituto Tomie Ohtake.
Avenida Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) - Pinheiros-São Paulo.
Metrô mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 - Amarela

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