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Taxa Básica de Juros sobe para 6,25% ao ano

 O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou na noite desta quarta-feira (22 de setembro) a elevação da Taxa Básica de Juros de 5,25% para 6,25% ao ano. 

O aumento já era esperado pelo Mercado Financeiro, por conta do crescimento da inflação impulsionada, principalmente, pelos preços administrados, como Energia e Combustível. Só que tudo isso tem um custo para o Brasil: o impacto será um pouco mais sentido desta vez no bolso do consumidor.

- As taxas para crédito serão mais altas e isso acaba contribuindo para a diminuição do consumo", disse o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo.

- Como estamos vindo de recuperação de perdas causadas pela Pandemia, essa diminuição de prejuízo vai ocorrer um pouco mais lenta do que poderia nestes próximos meses", explicou.

O impacto acaba sendo ainda mais perceptível no Varejo também por conta da recente elevação do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro (IOF) que já está em vigor em todo o País.

A ACSP e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) já pediram uma audiência com o ministro da Economia Paulo Guedes para tratar deste assunto. A proposta das entidades é que este aumento incida somente em transações acima de R$ 100 mil, o que preservaria, pelo menos, as micro e pequenas empresas do País.

ABRAINC - A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) considera que a decisão do Copom de elevar a Taxa Básica de Juros (Selic) de 5,25% para 6,25% foi uma medida necessária para conter o avanço da inflação no País.

Mesmo com o aumento, a taxa de juros se encontra em um baixo patamar, principalmente ao avaliar o histórico brasileiro em que a Selic quase sempre esteve acima de dois dígitos. A taxa de juros real segue negativa, o que configura um excelente momento para investimento em imóveis.

Para o presidente da ABRAINC, Luiz França:

- As condições para aquisição da casa própria permanecem atraentes, a contratação de Crédito Imobiliário continua crescendo e a elevação da Selic não vai inviabilizar os planos de quem está em busca de um imóvel".

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