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A Descoberta de uma Nova Fronteira


Alguns dos maiores astros do Surf e do Skimboard do Brasil e do Mundo, entre eles Fábio Gouveia, Raoni Monteiro e Lucas Fink, fizeram parte de uma expedição que definitivamente entrou para os anais da história do surf e da pororoca no Brasil. 

O 24º Surf na Pororoca, além de celebrar a memória da primeira expedição de surf ao Arquipélago do Marajó, marcou a descoberta da melhor pororoca já registrada em território paraense, com real potencial para quebra de recordes com ondas que podem passar fácil os 60 minutos ininterruptos. 

Com uma verdadeira infraestrutura de cinema composta por 1 helicóptero, 7 jet skis, 3 bananas-boat, 2 lanchas, 3 barcos de apoio e uma tripulação de mais de 30 profissionais entre tripulantes e profissionais de imprensa, a expedição foi considerada o maior sucesso superando as melhores expectativas de todos os participantes!

Mas, testemunhar a descoberta da nova fronteira da pororoca brasileira não foi a única coisa que impressionou os visitantes. Luta Marajoara, a exótica gastronomia da Região Norte do Brasil, a participação na implantação da 1ª Escolinha de Surf na Pororoca do município de Chaves, o Festival da Pororoca, o recolhimento de lixo no Pororoca Ambiental, a exuberância do Rio Amazonas e da Floresta Amazônica e muitas outras experiências compuseram um cenário único que chocou os visitantes e marcou o início de uma nova era na exploração das pororocas brasileiras.

In The Jungle - Ir ao Marajó, por si só, já é uma grande aventura e uma experiência inesquecível e que vale a pena ser vivida. A Rota do Queijo Marajoara, a imersão na natureza, a grandeza da floresta, o oxigênio puro e a magnitude dos rios é algo impressionante até mesmo para quem está habituado ao cenário. Imagine para os neófitos que pela primeira vez iriam surfar a pororoca. Assim, a viagem até o município de Chaves já foi dando o tom do que a expedição reservava aos aventureiros...
  • 1º Dia - Logo na chegada, ainda de madrugada, depois de uma longa e cansativa viagem, o líder do grupo, Noélio Sobrinho, comunicou que o mapeamento da área a ser surfada, que estava previsto para o dia seguinte, seria feito naquele dia. Então todos deveriam tirar suas pranchas das capas e ficar prontos para sair logo que o sol nascesse. Jet skis, bananas-boat e lanchas na água, todos embarcamos e partimos confiando que a onda viria grande e perfeita, para a alegria de todos. Mas, como toda a dinâmica para o surf nessa pororoca foi adaptada com o passar dos anos, apenas após o primeiro dia é que poderíamos saber a hora que a onda chegaria, seu tamanho e sua qualidade. E foram quase três infinitas horas de espera até o primeiro grito de: “É elaaaaaaaaa!!!”. Nessa hora o coração dispara. Não tem jeito. Você está no meio do maior rio em que já entrou em toda a sua vida, com uma onda vindo em sua direção que simplesmente se estende de uma margem a outra em quilômetros de extensão, e você não tem como saber o que vai e o que pode acontecer. É nesse instante que começa a ação e tem início a “caçada” pela “Onda Perfeita Sem Fim”. Assim que percebeu que a onda tinha quebrado de margem à margem, Marcelo Bibita foi o primeiro a cair no rio e rapidamente ficar de pé em seu longboard. Logo em seguida vieram os profissionais Fabinho, Raoni e Lucas, todos ávidos por surfar a pororoca pela primeira vez. A onda veio forte e durou cerca de 30 minutos. Apesar da condição de muita espuma e pouca parede pra surfar, foi um ótimo primeiro dia de operação, pois, todos não somente presenciaram, como também experimentaram o surf na pororoca. Além disso, após o mapeamento passamos a saber onde ela estava vindo e principalmente seu horário. Os mais experientes, Nayson Costa e Noélio Sobrinho, se deram muito bem no primeiro dia. Mas, Lucas Fink também provou que é puro talento dando um verdadeiro show em sua prancha quase sem flutuação para se tornar o primeiro skimboarder que se tem notícia na história, a surfar a pororoca. A expectativa era de um segundo dia melhor, já que a onda costuma aumentar nos dias que seguem a Lua, no nosso caso, a Lua Nova de abril. E por falar em abril, no seu dia mais famoso, todos os participantes da expedição comprovaram que a pororoca está mais viva que nunca, que é possível fazer coisas incríveis no Fenômeno como surfar de skimboard, e que isso tudo não é conversa de 1º de abril. Mas, o primeiro dia de expedição ainda reservava muitas outras emoções para os aventureiros de plantão. Após o banquete gastronômico regado a Filhote (o mais famoso peixe da culinária paraense) com camarão, foi a vez do grupo se dirigir à Arena Bora Bora para conferir a Luta Marajoara, tradicional luta local que tem suas raízes na história milenar dos índios da Região do Marajó e que também fazia parte das atividades oficiais do 24º Surf na Pororoca. A Luta Marajoara consiste em uma disputa em que dois adversários se enfrentam em uma arena de areia onde o objetivo é “sujar” as costas do oponente colocando-a completamente no chão. Mas, para isso vale apenas a força e a técnica, sendo proibido golpes com as mãos, com os pés e golpes baixos. Os campeões foram 1º Ediclebson e 2º Isaías, no masculino e 1ª Angelina e 2ª Alice, na categoria Feminino. Contudo, o grande destaque foi o Bombeiro Militar Cabo Gustavo, que além de ter participado da segurança da operação do surf na pororoca, ainda venceu o campeão local do ano passado perdendo nas semifinais. Ao final todos se reuniram para confraternizar e comemorar o resultado do bombeiro que dali em diante ficou conhecido como Buffalo Soldier. “Hoje foi um sucesso. Começamos com o pé direito. Já sabemos que a onda está potente e agora só precisamos encontrar as melhores partes da onda para que os profissionais possam mostrar cada um a sua arte”, comentou Noélio Sobrinho.
  • 2º Dia – O segundo dia normalmente é o mais importante e curioso para quem surfa a pororoca pela primeira vez. Você já sabe como é a pororoca, a imaginação e as fantasias dão lugar às memórias da vivência e a partir dali o surfista já tem uma condição melhor de aproveitar o fenômeno em toda sua plenitude. Contudo, um forte vento levantou dúvidas a respeito da qualidade da onda que encontraríamos nessa expedição. Pra completar perdemos duas bananas-boat com problemas nas turbinas dos jet skis por conta do excesso de galhos e sementes em um determinado trecho do rio. Nesse dia quem melhor aproveitou a onda foi Marcelo Bibita, que por ironia do destino, surfou a melhor parte da pororoca sem apoio algum, entrando na onda no braço e surfando por mais tempo que todos os demais integrantes: “Foi muito complicado. Ter de me posicionar em um rio de largura quilométrica sem a ajuda do jet sky é algo muito difícil. Por muito pouco eu não perco a onda. Mas, deu certo e foi um desafio incrível!”, contou Marcelo Bibita, pioneiro e um dos mais experientes surfistas de pororoca do Brasil. Completando o segundo dia ainda tivemos o Pororoca Ambiental, uma séria de ações de limpeza, reciclagem e palestras, com a presença de especialistas em meio ambiente e o recolhimento de mais de 200kg de lixo do rio e das ruas do município de Chaves, O Ritual das Águas Auêra-Auára, além do Festival da Pororoca com apresentações de Grupos Locais de Carimbó e DJ’s de Tecno Brega, Reggae e Trance. Mas, aqui é preciso fazer um adendo para falar do Ritual. Comandado por Marcelo Bibita, a Cerimônia de Batismo é repleta de simbolismo e compromisso com o meio ambiente. Usando pintura tribal ao redor de uma fogueira, os surfistas de pororoca, autointitulados Guerreiros da Tribo dos Auêra-Auára, ouvem as palavras do Arauto da Pororoca, que lembra a todos a importância da ação de cada um em preservar a natureza e sobretudo, respeitar a cultura local, como forma de sermos merecedores de desfrutar o melhor que a floresta tem a oferecer, principalmente as ondas da pororoca: “O Ritual das Águas Auêra-Auára foi a maneira que nós encontramos para sempre estarmos lembrando e passando adiante a reflexão sobre a importância da preservação do meio ambiente e que apenas os seres humanos podem desfazer o que outro ser humano fez de errado... Tem mais a ver com uma peça, uma encenação teatral, do que com uma cerimônia religiosa propriamente dita. Mas, uma coisa é fato, dá certo, porque depois do ritual sempre vem uma boa pororoca e cada vez mais espalhamos essa consciência por onde quer que andemos”, explicou Bibita.
  • 3º Dia – O terceiro dia de expedição talvez tenha sido o mais importante para esse novo capítulo da história do surf na pororoca no Brasil. Depois de uma noite de chuva o rio amanheceu igual a um espelho, de tão liso que estava. Não havia uma brisa e, diferente do dia anterior, o longo trajeto de mais de 40 minutos, dos barcos até o local do surf, foi bem mais suave, apesar do horizonte escuro já anunciar a chuva que enfrentaríamos. Os equipamentos estavam todos em ordem e funcionando perfeitamente, inclusive com o helicóptero a postos. E mal chegamos ao local a pororoca já vinha em nossa direção. Como nos dias anteriores a onda começou a se formar com uma espuma de mais ou menos meio metro. Mas, rapidamente essa espuma se transformou em uma parede longa, perfeita e o mais impressionante, infinita, com cerca de 2m de tamanho, para delírio de todos que estavam presentes. Os mais experientes, como o cearense Marcelo Bibita, chegaram a registrar quase 20 minutos de gravação da mesma onda sem interrupção. E o melhor, com longa duração das melhores sessões da onda. “Estivemos aqui no mês passado, eu e o Noélio e sabíamos que daria uma onda espetacular. Mas, confesso que superou minhas melhores expectativas. Podemos até ter perdido aquela que um dia chamamos de Havaí das Pororocas, com a extinção da Pororoca do Rio Araguari, no Amapá. Mas, acredito que acabamos de documentar a onda que, quem sabe, poderá vir a se tornar o Taiti das Pororocas, a atual maior e mais potente pororoca que se tem registro na Região Norte do Brasil”, afirmou Marcelo Bibita. Os estreantes fizeram a festa e surfaram as ondas mais longas de suas vidas. Raoni Monteiro, Fabinho Gouveia e Lucas Fink mostraram porque são considerados alguns dos melhores atletas de boardsports do Brasil, em paredes infinitas, elevando o nível das performances na pororoca. Nayson Costa, atual melhor surfista profissional paraense, foi um show a parte. O salinense mostrou todo o seu talento e habilidade em dominar o Fenômeno, impressionando os visitantes com uma abordagem agressiva e confiante, até mesmo nas partes mais críticas da onda. No melhor dia de surf praticamente todos quebraram seus recordes pessoais de tempo de surf na pororoca, inclusive Marcelo Bibita, o primeiro recordista da modalidade, marcando 19’47”, superando em mais de im minuto sua melhor marca. Mas, como diz o ditado, nem tudo são flores, no melhor dia de surf também experimentamos a sensação que todo surfista de pororoca sabe que pode passar, mas que ninguém gosta, ou quer enfrentar: ficar perdido no rio. E foi justamente o que aconteceu com Lucas Fink em um dos dias mais intensos de sua vida. Como a onda foi a mais extensa de todos os dias, os surfistas se distanciaram muito uns dos outros. Lucas estava em um jet sky exclusivo para ele e Raoni Monteiro que, por um problema de comunicação, voltou para o barco acreditando que Lucas já havia sido resgatado. Quando a última banana-boat chegou e detectou-se a ausência de Lucas, rapidamente uma operação de resgate foi montada com os 7 jet skis e o helicóptero indo em busca do atleta. Contudo, ele já havia sido resgatado em um barco que passava e já estava chegando com mais uma incrível história pra contar.
  • 4º Dia - O quarto e último dia de operação começou de maneira auspiciosa. Assim como no dia anterior, o rio amanheceu lisinho indicando que teríamos mais um grande dia de surf. Chegamos na hora exata, praticamente junto com a pororoca e tivemos mais um dia de “pernas pra que te quero”, com o maior show de surf de toda a operação. Após quatro dias, os participantes já estavam habituados à onda e puderam extrair dela o máximo de suas performances. Fábio Gouveia se mostrou bem adaptado, mostrando inclusive as particularidades de se surfar a onda que vem atrás da pororoca. Raoni estava solto, e surfava como um gromet, executando manobras nas partes mais críticas e arriscando tudo, já que, cair da onda em uma pororoca pode representar o fim do surf naquele dia. E Silvinho Santos, o pioneiro que há 24 anos esteve junto com Noélio Sobrinho desbravando o surf no Arquipélago do Marajó-PA, fez questão de relatar o que estava sentindo, 24 anos depois da primeira vez que alguém ousou pensar que se poderia surfar nas pororocas do Marajó: “Pra mim é uma emoção muito grande poder retornar aqui neste lugar tão incrível e com pessoas tão importantes para o surf brasileiro. Vendo isso acontecer tenho certeza que tudo o que fizemos, todas as dificuldades que enfrentamos para chegar até aqui, valeram a pena”, declarou o pioneiro.
1ª Escolinha de Surf na Pororoca doeChaves-PA-Um dos pontos altos de todo esse projeto foi a implantação da 1ª Escolinha de Surf na Pororoca do Município de Chaves-PA. Com a doação de 10 pranchas próprias para surfar a pororoca e feitas pelo especialista no Fenômeno, Marcelo Bibita, a ABRASPO-Associação Brasileira de Surf na Pororoca, inaugurou a Escola da Surf na Pororoca Auêra-Auára. A ação visa incentivar que crianças e jovens do município de Chaves tenham a oportunidade de, aos poucos, irem se familiarizando com a dinâmica do Fenômeno para que em breve eles possam se divertir nas ondas da pororoca e também atuar no promissor mercado do Turismo de Aventura que se vislumbra para essa região após tudo o que foi visto nessa expedição.

- Estou impressionado com tudo o que vi e confesso que a onda que encontramos superou as minhas melhores expectativas. Há muitos anos que eu devo a mim mesmo essa visita ao Fenômeno da Pororoca e não poderia ter sido melhor. Costumo até dizer que demorei pra poder esperar tudo ficar mais organizado. Ao aceitar o convite/desafio do Noélio eu sabia dos riscos que estava assumindo. Mas, vi que o alto nível de experiência dos envolvidos traz muita segurança a todos e só tenho a agradecer. Foi uma das experiências mais incríveis que já vivi na minha vida”, declarou Fábio Gouveia.

Segundo André Dias, secretário de Turismo do Pará, o 24º Surf na Pororoca provou o real potencial de desenvolvimento turístico que toda a Região do Marajó possui:

- Estamos muito contentes com tudo o que aconteceu no 24º Surf na Pororoca. As ações ambientais, a nossa cultura em evidência com o Carimbó, a Luta Marajoara e claro, a pororoca, tudo isso nos faz acreditar que estamos no caminho certo e que, assim como fez em outros lugares, a pororoca irá trazer muito desenvolvimento e prosperidade ao Marajó”, declarou o secretário.

O prefeito de Chaves, Pastor Zequinha, fez questão de agradecer por tudo que o 24º Surf na Pororoca proporcionou aos habitantes de Chaves e municípios vizinhos durante os quatro dias de evento:

- A população de Chaves está muito feliz com a realização deste grande evento. Foi muito bom ver nossas crianças aprendendo o surf com alguns dos maiores atletas do Brasil. Sabemos que é apenas o começo de uma grande história e que a pororoca de Chaves ainda será muito conhecida mundo a fora”, falou o Prefeito.

Para Noélio Sobrinho, organizador da expedição e Presidente da ABRASPO-Associação Brasileira de Surf na Pororoca, o 24º Surf na Pororoca provou mais uma vez a maior vocação da entidade, que é desbravar lugares e levar a pororoca ao maior número de pessoas que desejem se aventurar no fenômeno:

- Estamos muito felizes em finalizar mais um projeto de sucesso. Conseguimos apresentar uma onda espetacular a alguns dos melhores surfistas do Brasil, levamos alegria, diversão e muita cultura em uma troca de experiências inédita entre grandes astros do surf brasileiro e a população de Chaves e principalmente, conseguimos deixar plantada uma semente de desenvolvimento e prosperidade para o turismo de Chaves e de todo o Marajó. Temos certeza de termos aberto uma nova fronteira do surf na pororoca no Norte do Brasil e agora é só trabalhar para que tudo isso se reverta em crescimento para esse lugar que abraçou de maneira tão especial o surf na pororoca”, declarou Noélio.

SOBRE A ORIGEM DO EVENTO - No ano de 1998 um grupo de quatro pioneiros desbravadores adentraram a Floresta Amazônica em busca do Fenômeno Natural conhecido pelos índios e ribeirinhos como Poroc-Poroc, o Grande Estrondo. Munidos apenas de um jet ski, um pequeno barco e muita coragem e fé, os quatro amigos enveredaram na imensidão da mata, mais precisamente no Canal do Perigoso, e se depararam com uma das maiores descobertas dos esportes radicais modernos: a onda da pororoca. De lá pra cá muita coisa mudou e o Fenômeno hoje já é conhecido nos quatro cantos do mundo.

Contudo, ainda existe muita superstição, mitos e lendas em torno do que seja a pororoca e nesses 24 anos a Associação Brasileira de Surf na Pororoca-ABRASPO, vem se dedicando a desbravar lugares, desmistificar essas lendas e levar o fenômeno ao maior número possível de pessoas, sejam elas surfistas, ou entusiastas que acompanham as matérias e reportagens que sistematicamente costumam circular pelo mundo.

Assim, o 24º Surf na Pororoca celebrou a saga dos amigos que descobriram o surf na pororoca no Arquipélago do Marajó, a mais promissora região para essa modalidade em todo o planeta e também, gerou os registros que irão fazer parte da 2ª Edição do Livro Auêra-Auára: A História do Surf na Pororoca.

O 24º Surf na Pororoca contou com o Patrocínio do Governo do Estado do Pará, Prefeitura de Chaves, ALEPA, ALEPA-Assembleia Legislativa do Estado do Pará, através de uma Emenda Parlamentar Compartilhada dos Deputados Francisco Melo Chicão, Miro Sanova, Professora Nilse, Luth Rebelo, Igor Normando e Fábio Freitas, AMAM-Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó, Pororoca Esportes, GRAESP-na pessoa do Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Pará, Coronel Hayman Apolo Gomes De Souza e Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará na pessoa de seu Comandante o Delegado da Polícia Federal Ualame Machado. Realização: ABRASPO-Associação Brasileira de Surf na Pororoca e FEPASURF-Federação Paraense de Surf.

Com informações de George Noronha e fotos de Rogério Fernandez.

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