Com curadoria de Ana Carla Soler, a Exposição "Gravadas no Corpo" traz um mapeamento de gravuristas, que investigam o corpo a partir da perspectiva da mulher.
A mostra reúne o trabalho de 28 artistas em atividade no Brasil, que atuam no campo da gravura e de processos gráficos.
Além de Andrea Sobolive (foto), participam Ana Calzavara (SP), Andrea Hygino (RJ), Cleiri Cardoso (SP), Elisa Arruda (PA), Eneida Sanches (BA), Gabriela Noujaim (RJ), Leya Mira Brander (SP), Natali Tubenchlak (RJ), entre outras. A Exposição vai até 21 de abril de 2024, no Bananal Arte e Cultura Contemporânea, na Barra Funda, em São Paulo.
O mote propulsor dessa Exposição é o corpo de trabalho de Käthe Kollwitz (1867-1945), desenhista, escultora e gravadora alemã, que, em um cenário entre a I e a II Guerra Mundial, teve um papel fundamental nos movimentos antiguerra. Seus trabalhos trazem figuras femininas como protagonistas dos horrores causados pelo período bélico. São mães protegendo seus filhos, mulheres enfrentando a morte cercando seus entes queridos e a fome e a miséria provenientes das crises econômicas. No Brasil, o trabalho de Kollwitz ganhou projeção nacional no início do Século XX, impulsionado pela crítica especializada. Mario de Andrade, Flávio de Carvalho e Mário Pedrosa foram críticos e escritores que escreveram importantes análises sobre sua obra.
Tendo como inspiração as investigações de gravuristas mulheres sobre o corpo feminino, a Exposição é dividida em três eixos. Um deles é "Onde cabe o corpo", que traz trabalhos que questionam as relações do corpo perante a sociedade, o Meio Ambiente e a Natureza, com obras de artistas como Natali Tubenchlak, Andrea Hygino e Marina De Bonis.
Tendo como inspiração as investigações de gravuristas mulheres sobre o corpo feminino, a Exposição é dividida em três eixos. Um deles é "Onde cabe o corpo", que traz trabalhos que questionam as relações do corpo perante a sociedade, o Meio Ambiente e a Natureza, com obras de artistas como Natali Tubenchlak, Andrea Hygino e Marina De Bonis.
Outro núcleo é "Representação ou Autorrepresentação", que reúne trabalhos de artistas que investigam a própria imagem a partir das artes gráficas, incluindo obras de Ana Calzarava, Gabriela Noujaim e Cleiri Cardoso. O terceiro grupo chama-se "Narrativas gravadas" e trata de obras desenvolvidas a partir de obras literárias, contos, poesias ou que tenham em sua essência a construção narrativa. Nesse grupo estão obras de Nara Amelia, Leya Mira Brander, Hully Roque, entre outras.
O Projeto é resultado da pesquisa da curadora, que estuda a presença feminina na Gravura nacional.
O Projeto é resultado da pesquisa da curadora, que estuda a presença feminina na Gravura nacional.
- O Brasil é uma referência mundial na Gravura, sendo muito conhecido internacionalmente pela produção entre as décadas de 1940 e 1970, mas que nos últimos anos tem visto nos espaços contemporâneos cada vez menos trabalhos e artistas que exploram essa linguagem. Essa mostra é uma espécie de mapeamento que visa reunir importantes nomes da gravura contemporânea em conjunto. Além disso, carrega a ambição de ampliar o conhecimento tanto do público, como também de pesquisadores, críticos, curadores e agentes do sistema da arte sobre gravadoras que têm pesquisas sólidas em gravura", conta Ana Carla Soler.
Artistas que participam da Exposição:
Artistas que participam da Exposição:
- Anabel Antinori (SP).
- Ana Calzavara (SP).
- Ana Clara Lemos (RJ).
- Ana Fátima Carvalho (MG).
- Andrea Hygino (RJ).
- Andrea Sobolive (SP).
- Angela Biegler (MG).
- Barbara Sotério (RJ).
- Beatriz Lira (SP).
- Bruna Marassato (SP).
- Camila Albuquerque (CE).
- Catarina Dantas (PE).
- Cleiri Cardoso (RJ).
- Elisa Arruda (PA).
- Eneida Sanches (BA).
- Gabriela Noujaim (RJ).
- Hully Roque (RJ).
- Julia Bastos (SP).
- Julia Contreiras (SP).
- Letícia Gonçalves (SP).
- Leya Mira Brander (SP).
- Luciana Bertarelli (SP).
- Luiza Nasser (SP).
- Marina De Bonis (SP).
- Nara Amelia (RS).
- Natali Tubenchlak (RJ).
- Patricia Brandstatter (SP).
QUEM É ANDREA SOBOLIVE: Andréa Sobreira de Oliveira vive em Barbalha-Ceará. Em 2019 participou do Salão de Abril. Entre 2018 e 2021, participou da Norte Bienal do Sertão-Sobral-CE. Em 2022 participou da Exposição Confluências, na galeria La Greca Recife, PE; do Festival de Verão - Exposição: O que faz de uma casa um lar?, em João Pessoa, PB; da Exposição Xilograffiti no Sesc Consolação, São Paulo, SP; e da coletiva "Escambo gráfico", SP/ BIU. BRASIU; da Bienne-Suíça. Entre 2022-2023, participou da coletiva "Reflorestamento", no Museu de Arte Contemporânea do Ceará-MAC - Fortaleza-Ceará. Compõe o Duo BestasMarginais. Coordena coletivamente o Matriz, um coletivo de mulheres na gravura. Atualmente, segue pesquisa em procedimentos do Desenho, Pintura e Gravura na confluência de questões referentes a Território, Memória, Identidade e Gênero.
SERVIÇO
SERVIÇO
- Exposição de Arte "Gravadas no Corpo"
- Curadoria: Ana Carla Soler.
- Até 21/4/2023.
- Visitação: quinta e sexta, das 12 às 18 horas. Sábado, das 10 às 16 horas.
- Bananal Arte e Cultura Contemporânea.
- Rua Lavradio, 237-Barra Funda-São Paulo-SP.
- https://www.instagram.com/bananal.arte
- SITE DA ARTISTA: https://sobolive.com/


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