A confirmação de um Caso de Sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo, na semana passada, acendeu novamente o alerta sobre a importância de manter altas Coberturas Vacinais como uma barreira para proteger quem ainda não pode ser imunizado.
A bebê ainda não tinha idade para receber a Vacina, já que o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) prevê a aplicação da 1ª Dose da Tríplice Viral aos 12 meses, o que garante a proteção contra o Sarampo, a caxumba e a rubéola. Aos 15 meses, as crianças devem receber uma Dose da Tetra Viral, que reforça a imunidade contra essas três Doenças e acrescenta a Catapora na lista.
De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Renato Kfouri, quando a cobertura está alta, os bebês mais novos ficam protegidos pela barreira criada por quem já se vacinou.
- A Vacina do Sarampo impede a Infecção e a Transmissão com Alta Efetividade. Ela tem essa capacidade, que a gente chama de Esterilizante. Além de prevenir, que a pessoa contraia a doença, ela também evita, que essa pessoa seja um portador e transmissor do vírus", explica Renato Kfouri.
A bebê diagnosticada com Sarampo viajou com a família para a Bolívia em janeiro/2026. A Bolivia vive um Surto de Sarampo desde 2025, e a Alta Cobertura também é essencial para impedir, que casos importados como esse iniciem Surtos dentro do Brasil.
- O Sarampo é uma Doença de Altíssima Transmissibilidade, especialmente entre os não vacinados. A Imunização em altas taxas é o que funciona como barreira na Circulação do Vírus. Mas se isso não acontecer, não é nem necessário, que alguém viaje e contraia o Vírus lá fora. Basta ficar aqui, com tanta gente vindo de outros países onde há Surto, que o risco é o mesmo", alerta o vice-presidente da Sbim.
No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a 1ª Dose, mas apenas 77,9% completaram o Esquema na idade correta.
Proteção para toda a vida: Os bebês vacinados dentro do tempo ficam protegidos ao longo da vida, mas crianças e adultos, que não têm comprovante de Vacinação devem receber a Vacina. Dos 5 aos 29 anos, recomenda-se duas Doses, com intervalo de um mês. Dos 30 aos 59 anos, é necessária apenas uma Dose. A Vacina só não pode ser tomada por Gestantes e Pessoas Imunocomprometidas.
O caso na bebê em São Paulo foi o 1º Registro da Doença no Brasil, em 2026, mas, em 2025, outras 38 infecções foram confirmadas, a maior parte com origem importada.
Ainda assim, o Brasil segue com o Certificado de Área Livre do Sarampo, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2024, porque, felizmente, não há transmissão sustentada de Sarampo no Brasil.
No entanto, o Brasil já havia conquistado esse Certificado antes, em 2016, e acabou perdendo em 2019, após Surtos, que começaram com casos importados.
Alerta nas Américas: O Continente Americano vive uma situação preocupante com relação à doença. Rm 2025 foram registrados 14.891 casos em 14 países, com 29 mortes. Já somente até 5/3/2026, foram 7.145 infecções confirmadas. Isso significa, que, em apenas dois meses, foi detectada quase metade de todos os casos do ano passado. A situação é mais grave no:
- México.
- Estados Unidos.
- Guatemala.
Renato Kfouri reforça, que, independentemente do País, a grande maioria dos casos ocorreu em pessoas não vacinadas, principalmente crianças menores de 1 ano. E, ao contrário do que muita gente pensa, não se trata de uma Doença Inofensiva da Infância:
- Nos Surtos, em geral, para cada 1 mil casos da Doença, a gente costuma ter um óbito, mas estamos registrando uma proporção muito maior. No ano passado, foram quase 15 mil casos nas Américas, com quase 30 óbitos. As complicações mais comuns são pneumonia ou quadros neurológicos, como encefalite", alerta Renato Kfouri.
O principal Sintoma do Sarampo é o surgimento de Manchas Vermelhas pelo Corpo e Febre Alta, mas ela também costuma causar:
- Tosse.
- Coriza.
- Irritação nos Olhos.
- Mal-estar.
O vice-presidente da Sbim, Renato Kkouri complementa, que a Infecção pelo Vírus causa um efeito secundário perigoso: a Supressão do Sistema Imunológico.
- Durante três a seis meses após a Infecção pelo Sarampo, o nosso Sistema de Defesa não funciona corretamente, e a gente fica mais vulnerável a ter outras Doenças Oportunistas Infecciosas, que também podem ser graves", alerta Renato Kfouri.
Com informações da Agência Brasil e foto de Tomaz Silva.

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