IA para Segurança: Expocrato testa ferramenta e 19 foragidos da Justiça são presos
Piloto com tecnologia da empresa Pax apoia as forças de segurança do Ceará em um dos maiores eventos do Nordeste; entre os presos, estão procurados por organização criminosa, invasão de domicílio e assalto à mão armada
O uso de inteligência artificial como ferramenta de apoio às forças de segurança viabilizou 19 prisões durante a Expocrato, um dos maiores eventos populares do Nordeste, que se encerrou neste domingo (19). A operação marcou o início do projeto-piloto da Pax no Ceará, integrado às ações dos órgãos estaduais de segurança pública. A participação está respaldada por um acordo de cooperação técnica não-oneroso entre o governo e a Pax, funcionando como teste de campo da tecnologia em apoio à segurança pública no estado.
Entre os principais resultados está a prisão de um homem procurado desde 2013 por roubo à mão armada. A plataforma também contribuiu para localizar pessoas com mandados de prisão em aberto por crimes como roubo, furto e organização criminosa.
- O que essa ferramenta inaugura é um novo capítulo para a investigação: mandados de prisão que aguardavam cumprimento há anos saíram do papel em poucos dias. E o fez dentro da lei, com decisão humana em cada etapa e registros rastreáveis — exatamente o que se espera de uma tecnologia a serviço da Justiça. É um passo concreto no enfrentamento da impunidade no Cariri", afirma Thiago Marques Vieira, Promotor de Justiça do Ministério Público do Ceará.
O evento marcou a primeira operação da empresa no Ceará. "Para nós, é um orgulho que a Expocrato tenha sido palco dessa experiência com tecnologia de ponta. Quem veio à festa talvez nem tenha percebido, e é exatamente essa a beleza: uma segurança que funciona de forma discreta e eficiente, para que as famílias se divirtam com ainda mais tranquilidade", afirma Suellem Fortaleza, assessora jurídica da Expocrato.
- A Inteligência Artificial tem potencial para ser o maior avanço tecnológico para o trabalho policial desde a introdução do DNA nas investigações. A operação na Expocrato mostrou, na prática, como essa tecnologia pode ampliar a capacidade das forças de segurança, tornando a atuação policial mais rápida, precisa e eficiente. Os resultados comprovam que a IA já é uma ferramenta estratégica no combate ao crime”, afirma Fernando Czapski, co-fundador e COO da Pax.
Como funciona a operação
A Pax desenvolveu tecnologia proprietária de IA que adiciona uma camada de inteligência às câmeras que já operam no evento, multiplicando a capacidade de atuação da polícia. Com visão computacional, a plataforma analisa os dados em tempo real e apóia o trabalho dos policiais. A abordagem, a verificação de identidade e o cumprimento de eventuais mandados permanecem, sempre, sob responsabilidade exclusiva das forças de segurança.
Em um dos casos durante o evento, a plataforma identificou uma pessoa procurada cuja aparência havia mudado significativamente em relação à fotografia disponível para as forças de segurança. A correspondência foi analisada pelos policiais e a identidade foi confirmada durante a abordagem — exemplo concreto do modelo de funcionamento da plataforma Pax, em que a inteligência artificial indica e o agente público decide.
- O que vimos nestes dias é só o começo. Estamos diante de uma nova ferramenta para potencializar o trabalho policial. Quando a inteligência artificial se soma às bases de dados públicas, às imagens já coletadas legalmente e, sobretudo, à expertise dos policiais, o resultado é um salto de eficiência no combate ao crime. Fortaleza tem tudo para colher ganhos concretos contra crimes violentos”, afirma Czapski.
Resultados em outros Estados
Em sua primeira implantação em larga escala, em Luziânia (GO), quando ainda operava sob a marca Paladium, a tecnologia da Pax contribuiu para a redução de 27% dos crimes violentos, para que a polícia dobrasse a taxa de elucidação de casos e elevou em 59% a percepção de segurança da população em seis meses.
Hoje, a empresa está presente em mais de 50 cidades brasileiras. Somente neste ano, a tecnologia já auxiliou as forças de segurança na resolução de mais de 2.500 casos criminais, incluindo homicídios, roubos e furtos de veículos.
Ética e Soberania de Dados
A solução tecnológica da Pax emprega inteligência artificial para o processamento e cruzamento de informações, gerando inteligência operacional que subsidia as frentes de investigação. Toda decisão investigativa ou operacional permanece sob responsabilidade dos agentes públicos.
A ferramenta, baseada em tecnologia nacional, processa informações coletadas em conformidade com a legislação brasileira, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Entre as salvaguardas adotadas estão a auditabilidade integral das operações, com registros rastreáveis de consultas e ações, e a soberania dos dados, que permanecem sob controle do poder público e são armazenados e processados no Brasil.
Sobre a Pax
Fundada e sediada no Brasil, a Pax desenvolve infraestrutura de inteligência e software como serviço para governos estaduais e municipais. Atuando exclusivamente em parceria com autoridades públicas, a empresa fornece soluções de inteligência artificial para a investigação de crimes e o apoio à segurança pública, combinando visão computacional, análise de dados e respeito à legislação brasileira.

.jpeg)
Comentários
Postar um comentário