Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de novas tarifas de importação sobre produtos brasileiros, com vigência a partir de 22 de julho. As medidas preveem a incidência de uma tarifa de 25% sobre determinados itens exportados pelo Brasil. Além disso, foi estabelecida uma cobrança adicional de 12,5% para alguns produtos, com base em critérios relacionados às políticas norte-americanas de combate ao trabalho forçado. Somadas, as tarifas podem alcançar até 37,5%, a depender da classificação do produto. Segundo o economista-chefe do BNB, Rogério Sobreira, o setor que mais deve sentir os efeitos das medidas americanas é a indústria. - As empresas desse setor no Nordeste enfrentarão maiores desafios já que importantes produtos como os semimanufaturados de ferro e aço estão sendo taxados”, cita. Já o agronegócio da Região sofrerá impacto direto na exportação de itens como celulose solúvel, açúcar e álcool, mel natural, certos tipos de pescados, calçados de couro e cordéis de sisal. Ficaram isentos os produtos celulose convencional, manteiga e óleo de cacau, manga, castanha de caju, água de coco, cacau em pó, café em grão e partes de frutas. De acordo com o economista, a solução é diversificar mercados. - Precisamos lembrar que os americanos não são os únicos consumidores dos nossos produtos. Os Estados Unidos responderam por cerca de 12% de todas as exportações nordestinas em 2025. Outra medida é acessar crédito mais adequado para enfrentar as dificuldades. O próprio Banco do Nordeste é uma fonte de financiamento com condições muito favoráveis para as exportações, por utilizar recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, o FNE", explica. Brasil Ao todo, houve sobretaxa para 639 produtos brasileiros. Segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), tendo como base o comércio bilateral de 2024, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos atingem 23,1% das exportações brasileiras. Considerando a sobretaxa aplicada ao aço e alumínio, anunciada em junho do ano passado pelo governo norte-americano, este percentual pode atingir até 47,3%. |
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