Um conjunto de 12 artistas, incluindo uma dupla e um coletivo, de diferentes partes do País, com trajetórias e histórias particulares, reunidos em torno de uma sugestão de tema: cosmopolítica. O conceito, cunhado pela filósofa belga Isabelle Stangers, problematiza a divisão moderna entre humano e natureza e entre ciência e política. Na Exposição, ele é trabalhado a partir de três linhas de investigação que se sobrepõem. A primeira, cosmopolíticas da terra, reúne obras que expõem os diferentes acordos de vizinhança, em que os artistas se engajam no caminho para a constituição de um território. Na segunda, cosmopolíticas dos fantasmas, as obras são povoadas pelas sombras dos que não têm, não podem ter ou não querem ter voz política, mas desafiam a razão por, ainda assim, insistirem em compor a paisagem. Já em cosmopolíticas dos corpos, as obras mostram como os artistas fazem passar pelo corpo os diversos embates entre os entes humanos, os não humanos e os seus ambientes. A ex...