O filme A Vida Invisível, indicado brasileiro para disputar o Oscar, retrata toda uma geração de mulheres nascidas na primeira metade do século 20, disse o diretor do longa, Karim Aïnouz. Entre essas mulheres, está a própria mãe do diretor, que morreu poucos dias antes que ele lesse os originais ainda não publicados à época do romance A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha. Reprodução do filme A Vida Invisível (Divulgação) Naquela ocasião, em 2015, Aïnouz conta que tinha escrito uma carta para parentes e amigos íntimos antes do velório de sua mãe. “Era muito importante que eu contasse pelo que ela passou, como ela conseguiu me criar sozinha, sendo o arrimo de família, o que ela tinha feito na trajetória profissional dela”, lembrou ao participar de um debate na sexta-feira (25) na 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Itau Cultural. Poucos dias depois, ao ler o livro enviado pela produtora que o havia convidado para dirigir a adaptação da obra para o...