A constante crise da educação pode ser facilmente medida pelos dados estatísticos disponíveis. São 14 milhões de analfabetos (8.º país no mundo com mais iletrados); mais de 50% dos universitários são analfabetos funcionais, com dificuldade para compreender textos simples como reportagens de revistas e jornais. Em alguns estados, 90% das crianças estão fora da pré-escola; 15% dos alunos não são alfabetizados até a 4.ª série e, de 8 milhões, apenas 54% concluem o ensino médio até os 19 anos. Sem contar os números pífios alcançados pelos alunos brasileiros nos exames internacionais como o Pisa, sempre no último terço da classificação. Com a crise econômica dos últimos anos e os prováveis cortes de recursos para a educação, poderemos descartar o desejo da melhoria na qualidade de ensino. Para fazer uma comparação, a Suíça, um dos países com maior Índice de Desenvolvimento Humanos (IDH), aplica 15 mil dólares per capita/ano em educação. O Brasil não chega a 2,5 mil dólares. Mesmo com...