O superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama-Ceará), Deodato Ramalho, em Coletiva de Imprensa sobre a maior apreensão de armadilhas de Lagosta já realizada na história do Brasil, revelou a apreensão de mais de 10 mil Marambaias na Praia de Aranaú-Acaraú-Ceará.
A Operação, que representa um marco no combate à Pesca Ilegal, ocorreu na manhã desta quinta-feira (13/2/2025).
Na Coletiva foram fornecidos detalhes sobre a Operação, incluindo informações sobre a quantidade de armadilhas apreendidas, o impacto ambiental da ação e o destino do material apreendido.;
- Mais de 10 mil Armadiilhas (Marambaias).
- Tambores combustíveis.
- material contaminante como herbicidas.
- Todo material apreendido irá para reciclagem, após a produção de relatórios.
Com a apreensão:
- Diminuídas 300 toneladas de Lagosta, que seriam pescadas ilegalmente.
- Evita-se a evasão de R$ 1 bilhão.
A Operação contou com a participação da Receita Federal do Brasil, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Polícia Militar do Ceará e Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que articulou a cooperação entre as instituições envolvidas.
Uma operação articulada de forma inédita pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com participação de outras instituições, realizou a maior apreensão de armadilhas para captura de Lagostas já realizada em território nacional.
Milhares de Armadilhas foram encontradas distribuídas em uma área de 15 mil metros quadrados na Praia de Aranaú-Acaraú (CE). Os petrechos, popularmente chamados de Marambaias, estavam prontos para serem lançados ao Mar antes do fim do Defeso, período reprodutivo da lagosta durante o qual a captura da espécie é
proibida.
O grande aparato para a prática ilegal foi avistado também do espaço, por satélite utilizado pela operação. A estimativa é que, como resultado da operação, cerca de 300 toneladas de Lagosta deixem de ser capturadas ilegalmente apenas em 2025.
Fabricadas com uso de diversos materiais, como tambores metálicos, forros de câmaras frias enferrujados, geladeiras descartadas e pneus velhos, as Marambaias causam danos severos aos estoques pesqueiros e ao meio ambiente. Seu uso gera captura indiscriminada da Lagosta, com tamanhos de exemplares abaixo do permitido, o que compromete a reprodução dos animais e a reposição do estoque para a safra pesqueira do ano seguinte.
Por outro lado, o despejo de tambores metálicos no Mar causa uma série de consequências danosas ao meio ambiente e à saúde humana, como a contaminação das águas com produtos como solventes e óleos lubrificantes residuais, dano à Vida Marinha, podendo levar à diminuição da biodiversidade e à extinção de espécies, além da possibilidade da contaminação se espalhar por toda a cadeia alimentar, afetando desde o plâncton até os grandes predadores. Recifes de coral e outros ecossistemas sensíveis podem ser particularmente afetados, com potencial de destruição.
A área onde estavam depositadas as Marambaias a céu aberto continha uma oficina rudimentar onde os tambores metálicos eram cortados e amassados antes de seguirem para as pilhas de armazenagem. A investigação verificou, que, diariamente, os infratores carregavam caminhões e deslocavam esses petrechos para barcos de pescas, para os lançarem ao Mar.
Com o término do defeso em 30/4/2025l, e aberta a temporada de Pesca da Lagosta, pescadores, por meio de compressores de ar, mergulhariam até as Marambaias, capturando todas as Lagostas nelas abrigadas. A prática do mergulho com compressor pode causar morte ou invalidez devido à doença descompressiva – uma embolia gasosa que acomete o mergulhador quanto este retorna rápido demais à superfície.
O uso de Marambaias e a Pesca com compressor são proibidos por Lei, mas o combate a esses tipos de ilícitos encontra obstáculos logísticos para a apreensão e destruição dos materiais empregados na prática.
Sobre a Operação: Com articulação interinstitucional da Abin – órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SisBin), o qual promoveu a integração das instituições envolvidas –, e coordenada pelo Ibama, a ação fiscalizatória contou com o suporte de segurança da Polícia Militar do Ceará e com uma complexa rede logística com caminhões do Exército Brasileiro, da Marinha do Brasil, da Receita Federal do Brasil e da siderúrgica ArcelorMittal.
- Essa ação resguarda a qualidade da Lagosta exportada pelo Ceará e auxilia na manutenção dos altos padrões de sanidade e qualidade do produto cearense já alcançado no Mercado Internacional”, afirma o superintendente do Ibama no Estado, Deodato José Ramalho Júnior.
Para o chefe da Divisão de Fiscalização do Ibama no Ceará, José da Luz Alencar, “a ação será contínua e terá como alvo outros depósitos de Marambaias localizados no litoral”.
A ação contou ainda com um extenso contingente do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil para a carga e descarga de aproximadamente 75 toneladas de Marambaias. Todo o material apreendido foi transportado para a ArcelorMittal-Pecém, que, além de auxiliar no transporte, procedeu com a inutilização, destruição e destinação adequada e segura do material contribuindo significativamente para Sustentabilidade Ambiental.
Veja o local da apreensão em https://maps.app.goo.gl/VG7QoyPpYsT3RcHf8
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