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Na Bienal do Livro

Xico Sá, Cleudene Aragão e Ricardo Kelmer na Bienal do Livro do Ceará

Mais do que uma mesa, “O conto nosso de cada dia” foi uma partilha de experiências entre o jornalista e escritor Xico Sá, o escritor Ricardo Kelmer e o público da XI Bienal Internacional do Livro do Ceará. Mediado pela professora Cleudene Aragão, o bate papo ocorreu de maneira informal e descontraída, bem ao estilo dos dois personagens centrais, no penúltimo dia a Bienal, no Centro de Eventos do Ceará.
Com um “Viva, Moreira Campos”, Xico Sá deu boa noite ao público, destacando a capacidade do conterrâneo em contar histórias. “Desde a primeira vez que li Moreira Campos, eu fiquei alucinado. Lembro até hoje do conto dele em que um jumento, com toda a sua forma, entra numa sacristia. Leiam e vejam o final para entender isso”, disse.
Sobre o processo de criação, Xico Sá destacou que em “Big Jato” usou relatos de sua memória para escrever a obra. “É uma metáfora de minha infância. O Big Jato era um limpa-fossas famoso no Cariri e eu utilizei-o como título porque era parte marcante do tempo em que eu era garoto. Lógico que nem tudo é igual ao que aconteceu, afinal, ninguém fala de si próprio sem contar mentiras”, explicou arrancando risos do público. Autor de “Indecências para o fim da tarde”, Ricardo Kelmer ressaltou que a obra foi feita de forma compartilhada com as mulheres. “Lancei um desafio às minhas leitoras: enviarem fantasias ou experiências sexuais para compor os contos. A partir disso, elaborei tudo baseado nesses fetiches”. 
A conversa seguiu para o universo feminino, objeto comum nos escritos dos dois autores. Xico destacou que “antigamente o livro era visto como objeto de desejo e de conquista. Era comum a gente ler o livro para impressionar”. Já Ricardo pautou a complexidade e armadilhas femininas como desafios para a inteligência do homem. 
Show 
O rapper brasiliense Gog agitou a galera no Auditório Moreira Campos. O “Poeta”, como é conhecido no meio artístico, apresentou ao público canções embasadas nos conflitos sociais. O show contou com participação do presidente da Central Única das Favelas (CUFA), o cearense Preto Zezé. 
Lançamentos 
O Café Literário teve o lançamento do livro “Cultura em Movimento”, da antropóloga Cláudia Leitão. A ex-Secretária da Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC) teve a companhia do secretário de cultura, Paulo Mamede, e do jornalista Demitri Túlio no bate papo. 
Uma declaração de amor à terra natal, mas sem perder o senso crítico. Foi dessa forma que a cearense da capital Tércia Montenegro definiu o “Dicionário amoroso sobre Fortaleza”, lançado no Café Literário, no início da noite. A obra tem ilustrações de Klévisson Viana e traz verbetes em formato de crônicas sobre personalidades, locais e características da cidade. 
No estande da Secretaria de Cultura (Secult), a autora lançou "Histórias para Despertar". A filosofa e professora escreveu a obra aos 16 anos. O livro é uma coletânea de fábulas e contos de fadas criadas para ilustrar, de forma criativa e divertida, a eterna busca do ser humano por sabedoria e realização. 
Infantil 
A bonequinha de pano entra, deita no palco e logo dorme muito confortável. Basta as cordas do violão de Fernando Rosa se movimentarem para que a melodia desperte a bonequinha interpretada pela atriz Li Mendes. O show “O mundo é para se brincar”, apresentado durante a manhã no Parque da Criança, então começa e a brincadeira, claro, é a principal canção. O espetáculo traz 12 músicas do CD “O mundo é para se brincar”, de Fernando Rosa e tem a participação de seis músicos e uma atriz. 
Ao mesmo tempo, a criançada acompanhou o espetáculo “Raízes”, que trouxe cores e animação para a Bienal. A apresentação ficou por conta do Maracatu Iracema. Na ocasião, o coral de crianças do Projeto Criança Feliz também se apresentou, cantando alguns sucessos de Fagner. Acompanhadas pela voz de Gilvan da Silva, as meninas do balé também deram um show de dança. O espetáculo contou ainda com a participação das lavadeiras e grupos de hip-hop. 
Ministério da Cultura, o Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria da Cultura (Secult), a Petrobras, a Coelce e a Oi apresentam a XI Bienal Internacional do Livro do Ceará, cuja realização é do Centro de Treinamento e Desenvolvimento (Cetrede) e do Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC). O patrocínio é do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com apoio institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Universidade Estadual do Ceará (Uece), da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), e Sesc/Ceará, bem como o apoio das principais entidades ligadas ao livro e à leitura no Brasil, a CBL – Câmara Brasileira do Livro, a ABDL – Associação Brasileira de Difusão do Livro, e a ANL – Associação Nacional de Livrarias.
A Bienal acontece até hoje (14), das nove da manhã às dez da noite, no Pavilhão Oeste, do Centro de Eventos do Ceará com o tema “Fortaleza de Moreira Campos”.

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