(Com Agência Brasil)
O cineasta, produtor e distribuidor Roberto Farias morreu hoje (14) aos 86 anos, no Hospital Copa Star, em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde estava internado para tratamento de um câncer.
Ele produziu e dirigiu em sua trajetória mais de 25 filmes. Nasceu em 1932 em Nova Friburgo, região serrana do Rio, e, ainda jovem, cursou a Escola de Belas Artes, indo trabalhar nos estúdios Atlântida. A empresa cinematográfica se notabilizou por produções consideradas baratas e de grande apelo popular, conhecidas como chanchadas.
Segue Nota divulgada pela Academia Brasileira de Cinema:
"A Academia Brasileira de Cinema, em nome de sua Diretoria e Conselhos, comunica, com muita tristeza, o falecimento de seu Diretor-Presidente, Roberto Farias, nesta manhã (14 de maio), no Rio de Janeiro. Aos 86 anos, grande parte deles dedicados ao cinema, Roberto lutava contra um câncer. O cineasta assinou mais de 25 longas-metragens, como diretor, produtor, distribuidor e roteirista, entre eles Assalto ao Trem Pagador, Toda Donzela Tem um Pai que É Uma Fera e Pra Frente, Brasil, primeiro filme a falar explicitamente da tortura na ditadura militar, premiado nos festivais de Berlim e Huelva.
O cineasta, produtor e distribuidor Roberto Farias morreu hoje (14) aos 86 anos, no Hospital Copa Star, em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde estava internado para tratamento de um câncer.
Ele produziu e dirigiu em sua trajetória mais de 25 filmes. Nasceu em 1932 em Nova Friburgo, região serrana do Rio, e, ainda jovem, cursou a Escola de Belas Artes, indo trabalhar nos estúdios Atlântida. A empresa cinematográfica se notabilizou por produções consideradas baratas e de grande apelo popular, conhecidas como chanchadas.
O cineasta Roberto Farias morreu hoje no Rio de Janeiro - Arquivo/TV Brasil
Em nota, a diretoria da Agência Nacional do Cinema (Ancine) expressou profundo pesar pelo falecimento do diretor, produtor e distribuidor e enumerou a carreira cinematográfica de Roberto Farias.
Ele foi realizador do clássico “O assalto ao trem pagador” (1962). Farias foi diretor-presidente da Academia Brasileira de Cinema e diretor geral da Embrafilme, entre 1974 e 1978. O cineasta começou a carreira no início dos anos 1950 como assistente de direção da Atlântida.
Comédias
Entre 1957 e 1960, realizou quatro longas: “Rico ri à toa” (1957), seu primeiro filme, “No mundo da lua” (1958), “Cidade ameaçada” (1959) e “Um candango na Belacap” (1960). Em “Toda donzela tem um pai que é uma fera” (1966), Roberto Farias cria um marco das comédias de costume carioca. Também nos anos 1960, colaborou na fundação da Difilm, distribuidora do Cinema Novo, ao lado do produtor Luiz Carlos Barreto.
O cineasta dirigiu ainda inúmeros sucessos de público como “Os paqueras” (1968), “Roberto Carlos e o diamante cor de rosa” (1968) e “Roberto Carlos a 300 quilômetros por hora” (1971). Em 1973 realizou com Hector Babenco “O fabuloso Fittipaldi”.
Em 1981, dirigiu “Pra frente Brasil”, filme que falava explicitamente da tortura na ditadura militar, premiado nos festivais de Berlim e de Huelva. Produziu ainda “Azyllo muito louco” (1968), de Nelson Pereira dos Santos, “Os machões” (1973) e “Barra pesada” (1977), ambos de seu irmão Reginaldo Faria. Foi responsável também pelo sucesso “Os trapalhões e o auto da Compadecida” (1987).
Na TV, dirigiu minisséries como "As Noivas de Copacabana" e "Memorial de Maria Moura", além de vários episódios do programa "Você decide".
A Ancine se solidarizou com os amigos e familiares de Roberto Farias, “com a certeza de que sua obra permanecerá como referência e inspiração para o cinema nacional”.
O Ministério da Cultura externou o seu pesar pela morte do cineasta e prestou solidariedade aos familiares, amigos e fãs do cineasta. O velório será amanhã (15 de maio), das 9h às 17h, na Capela 1 do Memorial do Carmo.
Em nota, a diretoria da Agência Nacional do Cinema (Ancine) expressou profundo pesar pelo falecimento do diretor, produtor e distribuidor e enumerou a carreira cinematográfica de Roberto Farias.
Ele foi realizador do clássico “O assalto ao trem pagador” (1962). Farias foi diretor-presidente da Academia Brasileira de Cinema e diretor geral da Embrafilme, entre 1974 e 1978. O cineasta começou a carreira no início dos anos 1950 como assistente de direção da Atlântida.
Comédias
Entre 1957 e 1960, realizou quatro longas: “Rico ri à toa” (1957), seu primeiro filme, “No mundo da lua” (1958), “Cidade ameaçada” (1959) e “Um candango na Belacap” (1960). Em “Toda donzela tem um pai que é uma fera” (1966), Roberto Farias cria um marco das comédias de costume carioca. Também nos anos 1960, colaborou na fundação da Difilm, distribuidora do Cinema Novo, ao lado do produtor Luiz Carlos Barreto.
O cineasta dirigiu ainda inúmeros sucessos de público como “Os paqueras” (1968), “Roberto Carlos e o diamante cor de rosa” (1968) e “Roberto Carlos a 300 quilômetros por hora” (1971). Em 1973 realizou com Hector Babenco “O fabuloso Fittipaldi”.
Em 1981, dirigiu “Pra frente Brasil”, filme que falava explicitamente da tortura na ditadura militar, premiado nos festivais de Berlim e de Huelva. Produziu ainda “Azyllo muito louco” (1968), de Nelson Pereira dos Santos, “Os machões” (1973) e “Barra pesada” (1977), ambos de seu irmão Reginaldo Faria. Foi responsável também pelo sucesso “Os trapalhões e o auto da Compadecida” (1987).
Na TV, dirigiu minisséries como "As Noivas de Copacabana" e "Memorial de Maria Moura", além de vários episódios do programa "Você decide".
A Ancine se solidarizou com os amigos e familiares de Roberto Farias, “com a certeza de que sua obra permanecerá como referência e inspiração para o cinema nacional”.
O Ministério da Cultura externou o seu pesar pela morte do cineasta e prestou solidariedade aos familiares, amigos e fãs do cineasta. O velório será amanhã (15 de maio), das 9h às 17h, na Capela 1 do Memorial do Carmo.
Segue Nota divulgada pela Academia Brasileira de Cinema:
"A Academia Brasileira de Cinema, em nome de sua Diretoria e Conselhos, comunica, com muita tristeza, o falecimento de seu Diretor-Presidente, Roberto Farias, nesta manhã (14 de maio), no Rio de Janeiro. Aos 86 anos, grande parte deles dedicados ao cinema, Roberto lutava contra um câncer. O cineasta assinou mais de 25 longas-metragens, como diretor, produtor, distribuidor e roteirista, entre eles Assalto ao Trem Pagador, Toda Donzela Tem um Pai que É Uma Fera e Pra Frente, Brasil, primeiro filme a falar explicitamente da tortura na ditadura militar, premiado nos festivais de Berlim e Huelva.
O velório será amanhã (15 de maio), das 9h às 17h, na Capela 1 do Memorial do Carmo.
Natural de Nova Friburgo (RJ), Roberto Farias iniciou a carreira no começo dos anos 1950. Fez quase 10 filmes como assistente de direção ou de produção até estrear como diretor, em 1957, com a chanchada Rico Ri à Toa, onde além de dirigir ele também foi responsável pelo roteiro.
Na década de 1960, ao mesmo tempo em que, com Luiz Carlos Barreto e Glauber Rocha, fundou a Difilm, distribuidora do Cinema Novo, dedicou-se à sua própria produtora, a R. F. Farias, junto com seu irmão Riva Faria, e à Ipanema Filmes, uma usina de sucessos, como Os Paqueras e a trilogia de filmes do Roberto Carlos: Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa e Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora.
Roberto também foi presidente do Sindicato Nacional da Indústria Cinematográfica e o primeiro cineasta a dirigir a Embrafilmes, entre 1974 e 1978. Seja na iniciativa privada ou em cargos públicos, sempre teve como meta a ocupação do mercado brasileiro pelo filme nacional, bem como sua projeção internacional. Sua gestão na Embrafilme coincide com o período de maior público do filme nacional em relação ao produto estrangeiro."
Roberto também foi presidente do Sindicato Nacional da Indústria Cinematográfica e o primeiro cineasta a dirigir a Embrafilmes, entre 1974 e 1978. Seja na iniciativa privada ou em cargos públicos, sempre teve como meta a ocupação do mercado brasileiro pelo filme nacional, bem como sua projeção internacional. Sua gestão na Embrafilme coincide com o período de maior público do filme nacional em relação ao produto estrangeiro."

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