Jornalista Anderson Alves: Adrianópolis completa 63 anos, mas para mim essa data não cabe em número. Ela mora na sensação de voltar para um lugar que, mesmo quando estou longe, continua vivendo dentro de mim. Há lugares que a gente visita. Adrianópolis, eu carrego.
Adrianópolis é raiz, memória e afeto. É onde a paisagem guarda pedaços da minha história, onde cada caminho e cada amanhecer lembram que pertencimento não se explica: se sente. É orgulho de origem, é carinho antigo, é gratidão por tudo que esse lugar representa na minha vida e no meu coração.
Foi aqui que aprendi a andar de bicicleta, que fui batizado, que conheci a fé e o amor por São Sebastião, que ouvi e vivi a história forte deste distrito, da sua região e da sua gente — uma gente cuja história também conta a minha. Que Adrianópolis siga crescendo sem perder sua alma, sua simplicidade bonita e sua força silenciosa.
Porque existem lugares que passam pela vida da gente, e existem lugares que viram parte de quem somos. Adrianópolis é isso: não apenas onde a história aconteceu, mas onde uma parte de mim sempre vai morar. E talvez nenhuma frase traduza tão bem a importância e amor desse lugar pra mim quanto aquele verso de Nando Reis: “...te amarei, de janeiro a janeiro, até o mundo acabar... “
“Adrianópolis, Tabuleiro primeiro da minha vida,
chão onde minha história aprendeu a nascer,
em ti deixei pegadas, fé, infância e despedidas,
mas foi em mim que tu escolheste viver.
És São Sebastião velando meus janeiros,
és raiz, saudade e clarão no meu olhar;
e enquanto houver memória acesa em meus caminhos, meu coração sempre saberá voltar...”
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