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Ibef discute crescimento do Agronegócio

A primeira reunião da nova gestão do Instituto Brasileiro de Exexutivos de Finanças (Ibef-Ceará) com os associados trouxe à pauta o Agronegócio no Estado.

Conduzida pela presidente do Instituto, Renata Paula Santiago, a reunião ocorreu por meio virtual e contou com a mediação do vice-presidente do Ibef e sócio da Arêa Leão Consultoria Empresarial, Eliardo Vieira. 

Os convidados foram a diretora de Finanças do Sumitomo Chemical, Joyce de Castro, o diretor-executivo do Grupo Santa Lúcia, Marcelo Peres, e o CFO da Agrícola Famosa, Ismelon Moreira.

Em meio à Crise Econômica, em razão da Pandemia do Novo Coronavírus, o Agronegócio cresceu no Brasil principalmente no último ano. 

- O Agronegócio foi o único segmento que conseguiu terminar o ano com crescimento de 2%. Durante esse período, o Agro se tornou ainda mais importante para o País. Superamos desafios, como a falta de insumos e de matéria prima e a volatilidade do Dólar. Hoje é possível dizer que o agro é a riqueza do Brasil", diz Joyce de Castro.

Ao falar sobre a produção de trigo no Ceará em parceria com a Agrícola Famosa, o diretor executivo do Grupo Santa Lúcia e diretor vogal do Ibef Ceará, Marcelo Peres, ressaltou a capacidade do Estado do que produz e do que ainda é capaz de produzir. 

- Trigo é uma cultura milenar que alimenta grande parcela da população e ocupa 17% da área cultivada do mundo", disse ele, citando que há um movimento do Ministério da Agricultura para transformar o País autossuficiente na área.

Marcelo Peres citou o Estado da Bahia como exemplo do Nordeste na produção de Trigo, mas destacou que é a Região Sul a principal produtora do Mercado Brasileiro.

- O Brasil é um celeiro produtor. Hoje plantamos 10 mil hectares, mas temos 30 mil à disposição, então temos caminho a percorrer. Enfrentamos o desafio de plantar trigo no Ceará, mas a expectativa é que seja um projeto muito promissor", conclui Marcelo Peres.

Ismelon Moreira fala sobre o valor agregado da fruta e das commodities. 

- A grande diferença é o trato da dinâmica. Nas commodities é feito em único ciclo, se planta, trata e se colhe. Nas frutas não funciona assim, há duas dinâmicas, as perenes e as não perenes, como Melão e Melancia, que se planta hoje e em 60 dias se colhe. Vamos fazendo uma logística complexa desse processo, como se fosse ativação do processo fabril, pois em determinadas áreas estamos plantando e, em outras, colhendo, e assim segue o ciclo. O custo das commodities o custo por hectare baixo e a escala gigantesca, na fruta é o contrário", destaca.

Recentemente, a empresa cearense Agrícola Famosa, maior produtora e exportadora Mundial de Melão e Melancia, uniu-se a Citri&Co, maior produtora e distribuidora europeia de frutas cítricas e de caroço, para se tornarem referência global no Mercado de Frutas Secas.

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