- Morreu neste domingo (13 de junho), aos 76 anos, o ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni. O economista estava internado desde novembro de 2020 no hospital CopaStar, no Rio de Janeiro, para tentar frear complicações da covid-19.
Em nota, o CopaStar "lamenta a morte do paciente Carlos Langoni na manhã deste domingo e se solidariza com a família e amigos por essa irreparável perda. O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes".
Nascido em Nova Friburgo, no Rio, Langoni se formou economista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e concluiu os estudos na Universidade de Chicago, onde se tornou o primeiro brasileiro a obter um doutorado em 1970.
Em 1979, quando ingressou no Banco Central, ajudou a criar o Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), que deu origem à taxa básica de juros que conhecemos hoje. Assumiu a presidência do órgão em 1980 e lá permaneceu até 1983.
Migrou então para o setor privado, dando aulas e comandando consultorias econômicas. Atualmente, era presidente da Projeta Langoni Consultoria Econômica e diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas.
Em nota, a Diretoria Colegiada do Banco Central manifestou "sua admiração pelo trabalho do Presidente Langoni e transmite sua solidariedade a seus familiares, amigos e colegas de trabalho".
O ministro da Economia, Paulo Guedes, também manifestou seu pesar em nota enviada à CNN.
- Lamento profundamente a perda. Era construtivo, preparado. Com espirito público. Meus mais profundos sentimentos aos seus familiares pela perda. Que a todos nos console o fim de seus sofrimentos após uma vida melhor plena de realizações pessoais e profissionais", disse.
- Foi pioneiro dos estudos sobre capital humano no Brasil. Estudos sérios sobre o impacto das desigualdades de oportunidades educacionais sobre as desigualdades de renda. Assim que assumi, me procurou para oferecer ajuda com a ideia de derrubar o custo da energia através de mudanças no marco regulatório do gás natural".
- Foi pioneiro dos estudos sobre capital humano no Brasil. Estudos sérios sobre o impacto das desigualdades de oportunidades educacionais sobre as desigualdades de renda. Assim que assumi, me procurou para oferecer ajuda com a ideia de derrubar o custo da energia através de mudanças no marco regulatório do gás natural".

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