Informa o jornal 'O Globo', que Evo Morales enunciou neste domingo (10) à Presidência da Bolívia, após uma escalada nas tensões no País que culminaram com três mortes e centenas de feridos. A renúncia de Morales foi oficializada em Rede Nacional de Televisão.
Pouco antes da renúncia, os chefes das Forças Armadas e da Polícia, além da oposição, haviam pedido que Evo Morales deixasse o cargo para "pacificar" o País.
O vice-presidente, Álvaro García Linera, também renunciou.
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| Evo Morales (Foto:Agência Brasil/Arquivo) |
Evo Morales havia dito, mais cedo neste domingo, que convocaria novas eleições, após a Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgar que as eleições de 20 de outubro haviam sido fraudadas.
Nas últimas horas, ao menos três ministros também entregaram seus cargos.
Eleições tumultuadas - A crise na Bolívia tomou maiores proporções após as eleições de 20 de outubro passado, quando Evo foi reeleito em Primeiro Turno.
Na época, o órgão responsável por computar os votos apontou o seguinte resultado final:
O resultado foi contestado pela oposição e, no dia 30 de outubro, a Bolívia e a OEA concordaram em realizar uma auditoria.
Antes desses números serem publicados houve uma indefinição: inicialmente, havia um método mais rápido e preliminar de apuração, e um outro, definitivo e mais lento, onde se conta voto a voto. Os números dessas duas contagens começaram a divergir, e a apuração mais rápida, que indicava que haveria um segundo turno, foi suspensa.
Desde que Evo ganhou, a oposição tem ido às ruas em protestos. A polícia parou de reprimir as manifestações, e houve motins em quartéis do país.
Nesta sexta (8) e neste sábado (9) policiais bolivianos se amotinaram. O Governo respondeu com um comunicado no qual denunciava um plano de Golpe de Estado.
BOLSONARO - O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) destaca que:
"Denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do presidente Evo Morales. A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, contagem de votos que possam ser auditados. O Voto Impresso é sinal de clareza para o Brasil!".
Eleições tumultuadas - A crise na Bolívia tomou maiores proporções após as eleições de 20 de outubro passado, quando Evo foi reeleito em Primeiro Turno.
Na época, o órgão responsável por computar os votos apontou o seguinte resultado final:
- Evo Morales: 47,07%.
- Carlos Mesa: 36,51%
O resultado foi contestado pela oposição e, no dia 30 de outubro, a Bolívia e a OEA concordaram em realizar uma auditoria.
Antes desses números serem publicados houve uma indefinição: inicialmente, havia um método mais rápido e preliminar de apuração, e um outro, definitivo e mais lento, onde se conta voto a voto. Os números dessas duas contagens começaram a divergir, e a apuração mais rápida, que indicava que haveria um segundo turno, foi suspensa.
Desde que Evo ganhou, a oposição tem ido às ruas em protestos. A polícia parou de reprimir as manifestações, e houve motins em quartéis do país.
Nesta sexta (8) e neste sábado (9) policiais bolivianos se amotinaram. O Governo respondeu com um comunicado no qual denunciava um plano de Golpe de Estado.
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| Foto:Arquivo/Agência Brasil |
"Denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do presidente Evo Morales. A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, contagem de votos que possam ser auditados. O Voto Impresso é sinal de clareza para o Brasil!".
PADILHA - O ex-ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha lamenta a renuncia de Evo Morales:
"Triste notícia para toda América Latina", escreveu no Twitter, Alexandre Padilha.
LULA - O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva comentou a renuncia de Morales:
"Acabo de saber que houve um Golpe de Estado na Bolívia e que o companheiro Evo Morales foi obrigado a renunciar. É lamentável que a América Latina tenha uma Elite Econômica que não saiba conviver com a Democracia e com a inclusão social dos mais pobres".
Com informações do jornal O Globo.
LULA - O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva comentou a renuncia de Morales:
"Acabo de saber que houve um Golpe de Estado na Bolívia e que o companheiro Evo Morales foi obrigado a renunciar. É lamentável que a América Latina tenha uma Elite Econômica que não saiba conviver com a Democracia e com a inclusão social dos mais pobres".
Com informações do jornal O Globo.


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