O Primeiro Turno da Eleição Presidencial foi o evento político de maior participação do Twitter nos últimos anos, mostra nova edição do DAPP Report – A semana nas redes, da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Entre sábado (seis) e domingo (sete) foram identificados 8,8 milhões de tuítes sobre os 13 candidatos, com expressiva vantagem do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e um crescimento no desempenho de Ciro Gomes (PDT), que aqueceu consideravelmente presença na rede às vésperas do pleito, mas não se configurou efetivamente em votos. De segunda (oito) a quarta (dez), no entanto, foram registradas 6,6 milhões de menções a Bolsonaro e 2,3 milhões a Fernando Haddad (PT), que retomam os lados da polarização nas redes, em confronto no Segundo Turno.
Com o recomeço da campanha, o candidato do PSL persiste com volumes muito superiores aos do oponente, com base mais bem estabelecida de apoio nas redes, tanto no Twitter quanto no Facebook. Bolsonaro tem apresentado média de 2,7 milhões de citações/dia no Twitter, desde o domingo, e Haddad, uma média de 800 mil menções. O deputado federal do PSL já se estabeleceu como o foco do debate tanto em grupos favoráveis quanto em oposição, e Lula continua com relevante papel nas discussões, enquanto Haddad persiste longe de conseguir essa centralidade, apesar do maior engajamento na web de eleitores do PT de torná-lo independente.

Nessa condução da agenda, espera-se para as próximas semanas uma maior pulverização do debate temático, ainda muito concentrado em corrupção e segurança pública, para além da economia. Outra questão proeminente foi a violência contra cidadãos, pós-primeiro turno, e a discussão sobre ofensas de teor moral e preconceitos, que se aproximam de uma agenda identitária, que exerceu muita força desde o começo da campanha. Educação e saúde, pelo menos por enquanto, continuam marginais no debate da web.
Mapa de interações no debate via Twitter - De segunda (oito) a quarta-feira (dez), foram coletados 8.514.535 tuítes e 6.212.723 retuítes sobre a disputa presidencial. Identificados de acordo com a metodologia da FGV DAPP, 3.380 perfis automatizados, que geraram 274.845 interações, foram excluídos. A partir dos 5.937.878 retuítes que restaram, é possível observar quatro principais grupos em debate.

Grupo rosa - O grupo (41,3% dos perfis e 23,4% das interações) critica o discurso de Jair Bolsonaro e culpa sua retórica pelos recentes ataques violentos que vêm ocorrendo com minorias e apoiadores do movimento #elenão desde o resultado do primeiro turno. Os perfis também falam sobre os possíveis riscos que a vitória de Bolsonaro representaria, segundo eles, para a democracia. Aparecem, ainda, lamentações sobre o fato de Ciro estar fora da corrida.
Grupo vermelho - Com alinhamento político à esquerda, o grupo (23,9% dos perfis e 33,1% das interações) apoia Haddad, que é o seu principal influenciador. Os dois tuítes mais populares são do candidato, afirmando que Bolsonaro não pode "se esconder em rede social", e criticando o adversário por não se comprometer a lutar contra notícias falsas. O grupo também critica os recentes ataques violentos, e diz que é fácil escolher entre a democracia e o fascismo.
Grupo azul - O grupo que apoia Bolsonaro (19,5% dos perfis e 38% das interações) também tem o candidato do PSL como principal influenciador. O principal tuíte do grupo é de Bolsonaro, que critica a suposta proposta de Haddad de soltar criminosos. O candidato também se defende das acusações de que incentiva desigualdade salarial de gênero e questiona por que o PT não resolveu essa questão em seus 15 anos de governo. O grupo também afirma que o PT seria uma facção criminosa e critica Haddad por oferecer um acordo contra notícias falsas e, no dia seguinte propagar "mentiras descaradas".
Grupo azul claro - O grupo (10,2% dos perfis e 4,2% das interações) é parcialmente composto por perfis que, até o primeiro turno, apoiavam o candidato do Novo, João Amoêdo. O grupo também defende Bolsonaro, ainda mais por uma oposição ao PT do que por convicção no próprio candidato. Os perfis dizem que nem todos podem gostar de Bolsonaro, mas não admitem que se vote em um candidato do PT por conta da corrupção.
Contas automatizadas -
Durante os últimos três dias, foram identificadas 3.380 contas automatizadas, a maior parte delas nos grupos vermelho e azul, que apresentam um apoio mais destacado a Haddad e a Bolsonaro, respectivamente. Apesar disso, o grupo rosa também apresentou quantidade relevante de contas automatizadas (697), que, no entanto, não foram muito ativas, tendo gerado apenas 4,4% das interações totais de robôs (12.068 interações).
Enquanto o grupo azul apresentou 1.160 contas automatizadas, no grupo vermelho foram encontradas 1.203. No entanto, quando observadas as interações geradas pelos robôs, nota-se que eles foram mais ativos no grupo de apoio a Bolsonaro. O grupo azul apresentou 177.810 interações envolvendo contas automatizadas, 64,7% do total de interações ilegítimas encontradas. Já o grupo vermelho teve 79.870 interações automatizadas, que correspondem a 29,1% das interações totais dos robôs.
Com o recomeço da campanha, o candidato do PSL persiste com volumes muito superiores aos do oponente, com base mais bem estabelecida de apoio nas redes, tanto no Twitter quanto no Facebook. Bolsonaro tem apresentado média de 2,7 milhões de citações/dia no Twitter, desde o domingo, e Haddad, uma média de 800 mil menções. O deputado federal do PSL já se estabeleceu como o foco do debate tanto em grupos favoráveis quanto em oposição, e Lula continua com relevante papel nas discussões, enquanto Haddad persiste longe de conseguir essa centralidade, apesar do maior engajamento na web de eleitores do PT de torná-lo independente.

Nessa condução da agenda, espera-se para as próximas semanas uma maior pulverização do debate temático, ainda muito concentrado em corrupção e segurança pública, para além da economia. Outra questão proeminente foi a violência contra cidadãos, pós-primeiro turno, e a discussão sobre ofensas de teor moral e preconceitos, que se aproximam de uma agenda identitária, que exerceu muita força desde o começo da campanha. Educação e saúde, pelo menos por enquanto, continuam marginais no debate da web.
Mapa de interações no debate via Twitter - De segunda (oito) a quarta-feira (dez), foram coletados 8.514.535 tuítes e 6.212.723 retuítes sobre a disputa presidencial. Identificados de acordo com a metodologia da FGV DAPP, 3.380 perfis automatizados, que geraram 274.845 interações, foram excluídos. A partir dos 5.937.878 retuítes que restaram, é possível observar quatro principais grupos em debate.

Grupo rosa - O grupo (41,3% dos perfis e 23,4% das interações) critica o discurso de Jair Bolsonaro e culpa sua retórica pelos recentes ataques violentos que vêm ocorrendo com minorias e apoiadores do movimento #elenão desde o resultado do primeiro turno. Os perfis também falam sobre os possíveis riscos que a vitória de Bolsonaro representaria, segundo eles, para a democracia. Aparecem, ainda, lamentações sobre o fato de Ciro estar fora da corrida.
Grupo vermelho - Com alinhamento político à esquerda, o grupo (23,9% dos perfis e 33,1% das interações) apoia Haddad, que é o seu principal influenciador. Os dois tuítes mais populares são do candidato, afirmando que Bolsonaro não pode "se esconder em rede social", e criticando o adversário por não se comprometer a lutar contra notícias falsas. O grupo também critica os recentes ataques violentos, e diz que é fácil escolher entre a democracia e o fascismo.
Grupo azul - O grupo que apoia Bolsonaro (19,5% dos perfis e 38% das interações) também tem o candidato do PSL como principal influenciador. O principal tuíte do grupo é de Bolsonaro, que critica a suposta proposta de Haddad de soltar criminosos. O candidato também se defende das acusações de que incentiva desigualdade salarial de gênero e questiona por que o PT não resolveu essa questão em seus 15 anos de governo. O grupo também afirma que o PT seria uma facção criminosa e critica Haddad por oferecer um acordo contra notícias falsas e, no dia seguinte propagar "mentiras descaradas".
Grupo azul claro - O grupo (10,2% dos perfis e 4,2% das interações) é parcialmente composto por perfis que, até o primeiro turno, apoiavam o candidato do Novo, João Amoêdo. O grupo também defende Bolsonaro, ainda mais por uma oposição ao PT do que por convicção no próprio candidato. Os perfis dizem que nem todos podem gostar de Bolsonaro, mas não admitem que se vote em um candidato do PT por conta da corrupção.
Contas automatizadas -
Durante os últimos três dias, foram identificadas 3.380 contas automatizadas, a maior parte delas nos grupos vermelho e azul, que apresentam um apoio mais destacado a Haddad e a Bolsonaro, respectivamente. Apesar disso, o grupo rosa também apresentou quantidade relevante de contas automatizadas (697), que, no entanto, não foram muito ativas, tendo gerado apenas 4,4% das interações totais de robôs (12.068 interações).
Enquanto o grupo azul apresentou 1.160 contas automatizadas, no grupo vermelho foram encontradas 1.203. No entanto, quando observadas as interações geradas pelos robôs, nota-se que eles foram mais ativos no grupo de apoio a Bolsonaro. O grupo azul apresentou 177.810 interações envolvendo contas automatizadas, 64,7% do total de interações ilegítimas encontradas. Já o grupo vermelho teve 79.870 interações automatizadas, que correspondem a 29,1% das interações totais dos robôs.
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