Bolsonaro cobra de novos presidentes da Caixa, BNDES e BB responsabilidade com dinheiro do brasileiro
Ao empossar nesta segunda-feira (7), no Palácio do Planalto, em Brasília, os novos presidentes do Banco do Brasil-BB (Rubem Novaes), da Caixa Econômica Federal-CEF (Paulo Guimarães) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social-BNDES (Joaquim Levy), o presidente Jair Bolsonaro (foto Divulgação) destacou "o compromisso que o Governo terá com a população, prezando pela transparência acima de tudo e, consequentemente, a responsabilidade com o dinheiro do contribuinte".
Antes pelo twitter, Bolsonaro disse que "com poucos dias de Governo, não só a caixa preta do BNDES, mas de outros órgãos estão sendo levantados e serão divulgados. Muitos contratos foram desfeitos e serão expostos, como o de R$ 44 milhões para criar criptomoeda indígena que foi barrado pela Ministra Damares e outros".
“O País passou por grandes desgraças: mensalão, petrolão, crise da segurança, recessão terrível. Parecia que o povo brasileiro estava desesperançado. Nossos mais promissores jovens e empresários falavam em deixar o país”, lamentou Novaes, referindo-se a crises ocorreram no país, geradas por denúncias de pagamento de propina a agentes públicos nos últimos anos.
O economista, que estudou na mesma Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, pela qual o ministro da Economia, Paulo Guedes, concluiu seu doutorado, atuou ao longo de todo o período de transição de governo ao lado da equipe econômica de Bolsonaro. No período, Novaes, que foi indicado para o cargo apenas em 22 de novembro, iniciou conversas com integrantes da atual estrutura do BB.
No discurso de posse, Novaes afirmou se disse confiante no apoio à sua gestão. “Uma administração deve ser eficiente, transparente e honrada. Tenho certeza [de] que, com a equipe que estamos montando, esse objetivo será plenamente cumprido”, afirmou.
Novaes foi diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), professor da Fundação Getulio Vargas e presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Ele disse que seguirá a determinação do governo de “não errar” e que buscará reduzir um passivo de R$ 40 bilhões da Caixa registrado sob a rubrica de “instrumentos híbridos de capital e dívida”. Segundo Guimarães, isso se dará com a "venda de participações em empresas controladas, seguros, cartões, asset (gestão de ativos) e loterias, que já começam agora, pelo menos duas neste ano”.
Guimarães destacou que o banco público buscará reforçar sua atuação no mercado de crédito imobiliário por meio de operações de securitização – venda de títulos no mercado financeiro – da ordem de R$ 50 bilhões a R$ 100 bilhões.
“É fundamental discutir a parte imobiliária. Hoje temos problemas de funding. Via mercado de capitais, vamos vender de R$ 50 bilhões a R$ 100 bilhões para exatamente poder a Caixa continuar ofertando esse crédito”, disse.
O novo presidente da Caixa acrescentou que pretende expandir a oferta de microcrédito a taxas mais baixas do que as hoje praticadas pelo mercado. “Não me conformo em ver pessoas tomando dinheiro a 15%, 20% ao mês”, afirmou. “O Brasil pode ser uma referência em microcrédito.”
Guimarães disse que deverá fazer uma revisão nas políticas de patrocínio e comunicação da Caixa, conforme orientação do governo, e que viajará pessoalmente aos estados para ouvir clientes e visitar comunidades carentes onde o banco atua.
Ele informou que um dos primeiros estados a ser visitado será o Amazonas, onde estuda ampliar o acesso à Caixa ampliando o número de barcos do banco que atuam em comunidades isoladas.
“Estamos na antessala de um novo ciclo de investimentos em uma economia que será mais aberta, mais vibrante, com mais espaço para o setor privado e para os mercados de capital. O papel do BNDES é contribuir nesse ambiente desenvolvendo novas ferramentas, novas formas de trabalhar, próximos e em parceria com o mercado”, disse.
Segundo Levy, o BNDES vai combater o patrimonialismo e as distorções já verificadas. “Isso tem que mudar e continuar mudando, evitando o voluntarismo. A ferramenta para isso tem que ser a ética, a transparência, a responsabilidade e a responsabilização”, acrescentou.
Mais cedo, em sua conta no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro disse que a caixa-preta de diversos órgãos começou a ser aberta. Ele afirmou que “muitos contratos foram desfeitos e serão expostos”.
O novo dirigente do banco de fomento disse que sua gestão vai continuar ajustando o balanço da instituição. “O nosso balanço hoje depende em uma proporção talvez exagerada, certamente menos exagerada do que há quatro anos, mas ainda provavelmente exagerada, de recursos do Tesouro, e que tem que ser adequado para que se tenha adequado retorno do capital que é de cada um da população”.
Com experiência na administração pública, Joaquim Levy foi ministro da Fazenda de janeiro a dezembro de 2015, no segundo mandato de Dilma Rousseff, com a promessa de realizar um ajuste fiscal para conter os gastos públicos.
Engenheiro naval de formação, Levy tem doutorado em economia da Universidade de Chicago (Estados Unidos), na qual também estudou Paulo Guedes. Joaquim Levy foi ainda secretário do Tesouro Nacional entre 2003 e 2006, durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Antes, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi secretário adjunto da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, no ano 2000. De 2010 e 2014, Levy foi diretor do Banco Bradesco. Para assumir a presidência do BNDES, Levy deixou a Diretoria Financeira do Banco Mundial.
BANCO DO BRASIL - O presidente do Banco Brasil (BB), Rubem Novaes (foto), afirmou hoje (7) que as instituições têm a responsabilidade de reverter o quadro que o país viveu nos últimos anos. Na cerimônia em que tomou posse, no Palácio do Planalto, ele disse que os dirigentes das instituições devem restabelecer a confiança da população e de empresários do setor privado para que a economia e a credibilidade no país sejam fortalecidas.
O economista, que estudou na mesma Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, pela qual o ministro da Economia, Paulo Guedes, concluiu seu doutorado, atuou ao longo de todo o período de transição de governo ao lado da equipe econômica de Bolsonaro. No período, Novaes, que foi indicado para o cargo apenas em 22 de novembro, iniciou conversas com integrantes da atual estrutura do BB.
No discurso de posse, Novaes afirmou se disse confiante no apoio à sua gestão. “Uma administração deve ser eficiente, transparente e honrada. Tenho certeza [de] que, com a equipe que estamos montando, esse objetivo será plenamente cumprido”, afirmou.
Novaes foi diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), professor da Fundação Getulio Vargas e presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
CAIXA - O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Paulo Guimarães (foto), anunciou que a instituição deverá vender participações em áreas como seguros e loterias, reforçar o financiamento imobiliário via mercado de capitais e investir em microcrédito a juros mais baixos. Guimarães tomou posse nesta manhã no Palácio do Planalto, em cerimônia da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Ele disse que seguirá a determinação do governo de “não errar” e que buscará reduzir um passivo de R$ 40 bilhões da Caixa registrado sob a rubrica de “instrumentos híbridos de capital e dívida”. Segundo Guimarães, isso se dará com a "venda de participações em empresas controladas, seguros, cartões, asset (gestão de ativos) e loterias, que já começam agora, pelo menos duas neste ano”.
Guimarães destacou que o banco público buscará reforçar sua atuação no mercado de crédito imobiliário por meio de operações de securitização – venda de títulos no mercado financeiro – da ordem de R$ 50 bilhões a R$ 100 bilhões.
“É fundamental discutir a parte imobiliária. Hoje temos problemas de funding. Via mercado de capitais, vamos vender de R$ 50 bilhões a R$ 100 bilhões para exatamente poder a Caixa continuar ofertando esse crédito”, disse.
O novo presidente da Caixa acrescentou que pretende expandir a oferta de microcrédito a taxas mais baixas do que as hoje praticadas pelo mercado. “Não me conformo em ver pessoas tomando dinheiro a 15%, 20% ao mês”, afirmou. “O Brasil pode ser uma referência em microcrédito.”
Guimarães disse que deverá fazer uma revisão nas políticas de patrocínio e comunicação da Caixa, conforme orientação do governo, e que viajará pessoalmente aos estados para ouvir clientes e visitar comunidades carentes onde o banco atua.
Ele informou que um dos primeiros estados a ser visitado será o Amazonas, onde estuda ampliar o acesso à Caixa ampliando o número de barcos do banco que atuam em comunidades isoladas.
BNDES - Ao tomar posse, na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy (foto) afirmou que a instituição precisa continuar se transformando para responder às novas condições do país, às expectativas da nação e às promessas do governo.
“Estamos na antessala de um novo ciclo de investimentos em uma economia que será mais aberta, mais vibrante, com mais espaço para o setor privado e para os mercados de capital. O papel do BNDES é contribuir nesse ambiente desenvolvendo novas ferramentas, novas formas de trabalhar, próximos e em parceria com o mercado”, disse.
Segundo Levy, o BNDES vai combater o patrimonialismo e as distorções já verificadas. “Isso tem que mudar e continuar mudando, evitando o voluntarismo. A ferramenta para isso tem que ser a ética, a transparência, a responsabilidade e a responsabilização”, acrescentou.
Mais cedo, em sua conta no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro disse que a caixa-preta de diversos órgãos começou a ser aberta. Ele afirmou que “muitos contratos foram desfeitos e serão expostos”.
O novo dirigente do banco de fomento disse que sua gestão vai continuar ajustando o balanço da instituição. “O nosso balanço hoje depende em uma proporção talvez exagerada, certamente menos exagerada do que há quatro anos, mas ainda provavelmente exagerada, de recursos do Tesouro, e que tem que ser adequado para que se tenha adequado retorno do capital que é de cada um da população”.
Com experiência na administração pública, Joaquim Levy foi ministro da Fazenda de janeiro a dezembro de 2015, no segundo mandato de Dilma Rousseff, com a promessa de realizar um ajuste fiscal para conter os gastos públicos.
Engenheiro naval de formação, Levy tem doutorado em economia da Universidade de Chicago (Estados Unidos), na qual também estudou Paulo Guedes. Joaquim Levy foi ainda secretário do Tesouro Nacional entre 2003 e 2006, durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Antes, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi secretário adjunto da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, no ano 2000. De 2010 e 2014, Levy foi diretor do Banco Bradesco. Para assumir a presidência do BNDES, Levy deixou a Diretoria Financeira do Banco Mundial.
Com informações da Agência Brasil e fotos de Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Comentários
Postar um comentário