Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de casos de dengue no Ceará teve aumento de 81,8% em comparação com a janeiro a 16 de março de 2018. Até 16 de março de 2019, o Estado notificou 2.034 casos da doença. No mesmo período de 2018, foram 1.119 casos. A incidência no Ceará é de 22,4 casos/100 mil habitantes. Ceará não registrou óbitos em decorrência da doença neste ano.
O sistema de vigilância de estados e municípios e toda a população devem reforçar os cuidados para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. O alerta do Ministério da Saúde é devido ao aumento dos casos de dengue no país, que passaram de 62,9 mil nas primeiras 11 semanas de 2018 para 229.064 no mesmo período deste ano (até 16 de março). A incidência, que considera a proporção de casos em relação ao número de habitantes, tem taxa de 109,9 casos/100 mil habitantes até 16 de março deste ano. O número de óbitos pela doença também teve aumento, de 67%, sendo grande parte de São Paulo.
O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, reforça que a melhor forma de evitar o agravamento e as mortes por dengue é com diagnóstico e tratamento oportunos.
Apesar de menos casos em relação ao ano passado, Goiás está entre as maiores incidências de Dengue no país, com 335,4 casos/100 mil habitantes
Ceará
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Dengue
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Chikungunya
|
Zika
| |||
2018
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2019
|
2018
|
2019
|
2018
|
2019
| |
Número de casos
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1.119
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2.034
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567
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494
|
30
|
28
|
Incidência
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1,3
|
22,4
|
6,2
|
5,4
|
0,3
|
0,3
|
O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, reforça que a melhor forma de evitar o agravamento e as mortes por dengue é com diagnóstico e tratamento oportunos.
“O Brasil vem de dois anos seguidos com baixa ocorrência de dengue, portanto é necessário que os profissionais de saúde estejam atentos a esse aumento de casos. É preciso que eles estejam mais sensíveis e atentos para a dengue na hora de fazer o diagnóstico. Quanto mais cedo o paciente for diagnosticado e der início ao tratamento, menor o risco de agravamento da doença e de evoluir para óbito”, explica Wanderson.
Ainda de acordo com o secretário, apesar do aumento expressivo no número de casos, a situação ainda não é considerada uma epidemia. No último ano de epidemia no país, em 2016, foram registrados 857.344 casos da doença no mesmo período. Contudo, ele reforça que é preciso intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti para que o número de casos de dengue não continue avançando no País.
Alguns estados têm situação mais preocupante, por apresentarem alta incidência da doença, ou seja, estão com a incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes: Tocantins (602,9 casos/100 mil habitantes), Acre (422,8 casos/100 mil habitantes), Mato Grosso do Sul (368,1 casos/100 mil habitantes), Goiás (355,4 casos/100 mil habitantes), Minas Gerais (261,2 casos/100 mil habitantes), Espírito Santo (222,5 casos/100 mil habitantes) e Distrito Federal (116,5 casos/100 mil habitantes).
A Região Sudeste apresentou o maior número de casos prováveis (149.804 casos; 65,4 %) em relação ao total do país, seguida das regiões Centro-Oeste (40.336 casos; 17,6 %); Norte (15.183 casos; 6,6 %); Nordeste (17.137 casos; 7,5 %); e Sul (6.604 casos; 2,9 %). As regiões Centro-Oeste e Sudeste apresentam as maiores taxas de incidência, com 250,8 casos/100 mil habitantes e 170,8 casos/100 mil habitantes, respectivamente.
Em relação aos óbitos, os profissionais devem ficar atentos. O aumento neste ano é de 67% em relação ao mesmo período de 2018, passando de 37 para 62 mortes. Destaque para o estado de São Paulo, que registrou 31 óbitos, o que representa 50% do total registrado em todo o País.
Ainda de acordo com o secretário, apesar do aumento expressivo no número de casos, a situação ainda não é considerada uma epidemia. No último ano de epidemia no país, em 2016, foram registrados 857.344 casos da doença no mesmo período. Contudo, ele reforça que é preciso intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti para que o número de casos de dengue não continue avançando no País.
Alguns estados têm situação mais preocupante, por apresentarem alta incidência da doença, ou seja, estão com a incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes: Tocantins (602,9 casos/100 mil habitantes), Acre (422,8 casos/100 mil habitantes), Mato Grosso do Sul (368,1 casos/100 mil habitantes), Goiás (355,4 casos/100 mil habitantes), Minas Gerais (261,2 casos/100 mil habitantes), Espírito Santo (222,5 casos/100 mil habitantes) e Distrito Federal (116,5 casos/100 mil habitantes).
A Região Sudeste apresentou o maior número de casos prováveis (149.804 casos; 65,4 %) em relação ao total do país, seguida das regiões Centro-Oeste (40.336 casos; 17,6 %); Norte (15.183 casos; 6,6 %); Nordeste (17.137 casos; 7,5 %); e Sul (6.604 casos; 2,9 %). As regiões Centro-Oeste e Sudeste apresentam as maiores taxas de incidência, com 250,8 casos/100 mil habitantes e 170,8 casos/100 mil habitantes, respectivamente.
Em relação aos óbitos, os profissionais devem ficar atentos. O aumento neste ano é de 67% em relação ao mesmo período de 2018, passando de 37 para 62 mortes. Destaque para o estado de São Paulo, que registrou 31 óbitos, o que representa 50% do total registrado em todo o País.
COMBATE AO AEDES - DENGUE - As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. Todas as ações são gerenciadas e monitoradas pela Sala Nacional de coordenação e Controle para enfrentamento do Aedes, que atua em conjunto com outros órgãos, como o Ministério da Educação; da Integração, do Desenvolvimento Social; do Meio Ambiente; Defesa; Casa Civil e Presidência da República. A Sala Nacional articula com as Salas Estaduais e Municipais (2.166) as ações de mobilização e também monitora os ciclos de visita a imóveis urbanos no Brasil, que são vistoriados pelos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.
O Ministério da Saúde também oferece continuamente aos estados e municípios apoio técnico e fornecimento de insumos, como larvicidas para o combate ao vetor, além de veículos para realizar os fumacês, e testes diagnósticos, sempre que solicitado pelos gestores locais. Entre janeiro e março deste ano, a pasta já enviou mais de 90 mil reações do teste Elisa para diagnóstico de dengue aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) estaduais. Para o diagnóstico das doenças Zika e Chikungunya, e também dengue, todos os laboratórios do país estão abastecidos com o teste em Biologia Molecular. Também são investidos recursos em ações de comunicação, como campanhas publicitárias e divulgação nas redes sociais, junto à população.
Para estas ações, a pasta tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,73 bilhão em 2018. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas Dengue, Zika e Chikungunya e é repassado mensalmente a estados e municípios.
ZIKA - Em 2019, até 02 de março, foram registrados 2.062 casos de Zika, com incidência de 1,0 caso/100 mil habitantes. Em 2018, no mesmo período, foram registrados 1.908 casos prováveis.
Entre as Unidades da Federação, destacam-se Tocantins (47,0 casos/100 mil habitantes) e Acre (9,5 casos/100 mil habitantes). Em 2019, não foram registrados óbitos por Zika.
CHIKUNGUNYA - Em 2019, até 16 de março, foram registrados 12.942 casos de Chikungunya no País, com uma incidência de 6,2 casos/100 mil habitantes. Em 2018, foram 23.484 casos – uma redução de 44%.
Na análise dos estados, destacam-se entre as maiores incidências o Rio de Janeiro (39,4 casos/100 mil habitantes), Tocantins (22,5 casos/100 mil habitantes), Pará (18,9 casos/100 mil habitantes) e Acre (8,6 casos/100 mil habitantes). Em 2019, não foram confirmados óbitos por Chikungunya. No mesmo período de 2018, foram confirmadas nove mortes.
O Ministério da Saúde também oferece continuamente aos estados e municípios apoio técnico e fornecimento de insumos, como larvicidas para o combate ao vetor, além de veículos para realizar os fumacês, e testes diagnósticos, sempre que solicitado pelos gestores locais. Entre janeiro e março deste ano, a pasta já enviou mais de 90 mil reações do teste Elisa para diagnóstico de dengue aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) estaduais. Para o diagnóstico das doenças Zika e Chikungunya, e também dengue, todos os laboratórios do país estão abastecidos com o teste em Biologia Molecular. Também são investidos recursos em ações de comunicação, como campanhas publicitárias e divulgação nas redes sociais, junto à população.
Para estas ações, a pasta tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,73 bilhão em 2018. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas Dengue, Zika e Chikungunya e é repassado mensalmente a estados e municípios.
ZIKA - Em 2019, até 02 de março, foram registrados 2.062 casos de Zika, com incidência de 1,0 caso/100 mil habitantes. Em 2018, no mesmo período, foram registrados 1.908 casos prováveis.
Entre as Unidades da Federação, destacam-se Tocantins (47,0 casos/100 mil habitantes) e Acre (9,5 casos/100 mil habitantes). Em 2019, não foram registrados óbitos por Zika.
CHIKUNGUNYA - Em 2019, até 16 de março, foram registrados 12.942 casos de Chikungunya no País, com uma incidência de 6,2 casos/100 mil habitantes. Em 2018, foram 23.484 casos – uma redução de 44%.
Na análise dos estados, destacam-se entre as maiores incidências o Rio de Janeiro (39,4 casos/100 mil habitantes), Tocantins (22,5 casos/100 mil habitantes), Pará (18,9 casos/100 mil habitantes) e Acre (8,6 casos/100 mil habitantes). Em 2019, não foram confirmados óbitos por Chikungunya. No mesmo período de 2018, foram confirmadas nove mortes.
DADOS REGIONALIZADOS
Acre tem aumento de 231% nos casos de Dengue.
Tocantins tem aumento de 1.809% nos casos de Dengue.
Minas Gerais tem aumento de 734% nos casos de Dengue.
Espírito Santo tem aumento de 501% nos casos de Dengue.
São Paulo tem aumento de 2.124% nos casos de Dengue.
Mato Grosso do Sul tem aumento de 912,6% nos casos de Dengue.
Distrito Federal tem aumento de 528% nos casos de Dengue.
Distrito Federal tem aumento de 528% nos casos de Dengue.
Apesar de menos casos em relação ao ano passado, Goiás está entre as maiores incidências de Dengue no país, com 335,4 casos/100 mil habitantes
Rondônia tem queda de 41,9% nos casos de Dengue.
Amazonas tem aumento de 3,5% nos casos de Dengue.
Roraima tem aumento de 6.566% nos casos de Dengue.
Pará tem queda de 20,9% nos casos de Dengue.
Amapá tem queda de 81,5% nos casos de Dengue.
Maranhão tem aumento de 37,9% nos casos de Dengue.
Piauí tem queda de 55,8% nos casos de Dengue.
Rio Grande do Norte tem queda de 39,9% nos casos de Dengue.
Paraíba tem queda de 6,9% nos casos de Dengue.
Pernambuco tem aumento de 6,9% nos casos de Dengue.
Mato Grosso tem redução de 39% nos casos de Dengue.
Rio Grande do Sul tem aumento de 170% nos casos de Dengue.
Santa Catarina tem aumento de 587% nos casos de Dengue.
Paraná tem aumento de 1.424% nos casos de Dengue.
Rio de Janeiro tem queda de 36% nos casos de Dengue.
Bahia tem aumento de 281% nos casos de Dengue.
Sergipe tem aumento de 331% nos casos de Dengue.
Alagoas tem aumento de 145,3% nos casos de Dengue.
Com informações de Camila Bogaz, da Agência Saúde.
Com informações de Camila Bogaz, da Agência Saúde.

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