Cronista Raymundo Netto: Quando fevereiro chegou, o mundo estava no rebuliço de guerra. A cegonha amalucada de vida pousou o bebê Zé Tarcísio na casa nº 12 da Vila Diogo, sendo acolhido por dona Chiquinha, matriarca de uma casa de mulheres operárias. O menino de olhos e sonhos azuis era pequeno e assim o seria por toda a vida, se não se tornasse tão grande. Um dia, recebeu um quarto só para ele, devido à morte de Estelita, aos 17 anos, neta de Chiquinha, que ensinara àquele menino os segredos da voz. Aquele quarto seria o seu infante ateliê de traquinagens e descobertas. Daí, ainda criança, faltava as aulas para ser calouro em programas de auditório nas rádios. Num deles, na PRE-9, sobre um caixote – para alcançar o microfone – e cantando marchinha de carnaval, ganhou o prêmio maior: uma barra de sabão “Pavão”! Tornou-se locutor mirim na Rádio Iracema – guarda com orgulho sua faixa até hoje – e em outro programa ganharia máquina de costura, oferecida a Marieta, sua mãe biológica, para...