| O Monitor do PIB-FGV, mais uma vez, aponta crescimento da economia: todos os indicadores (mensal, trimestral, acumulado de doze meses) são positivos, em fevereiro, quando a comparação é feita em relação ao ano passado. Também na série ajustada sazonalmente, no trimestre móvel findo em fevereiro, a variação foi positiva em 0,6%, em comparação ao trimestre móvel findo em novembro de 2017. Entretanto, na comparação mensal, realizada na série com ajuste sazonal, o Monitor do PIB-FGV sinaliza que o PIB retraiu 0,3% em fevereiro, quando comparado ao mês de janeiro. "A economia continua apresentando crescimento em fevereiro: Mais uma vez todos os indicadores apresentaram taxas superiores àquelas observadas em 2017. Mesmo na série dessazonalizada, a economia apresenta crescimento, quando a comparação é trimestral. Quando a comparação é feita na série mensal dessazonalizada, a economia apresenta retração de 0,3%, na comparação de fevereiro com janeiro, apesar disso, as taxas de crescimento de fevereiro são menores do que as divulgadas em janeiro, o que pode significar perda de fôlego da recuperação cíclica.", afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV. 1)Na comparação interanual, o PIB do trimestre móvel findo em fevereiro foi positivo em 1,7%, embora tenha desacelerado com relação a taxa trimestral móvel finda em janeiro, conforme mostrado no Gráfico 1, ao lado. Os destaques positivos são o crescimento das atividades de transformação (5,4%) e comércio (4,7%). Em contrapartida, a atividade agropecuária retraiu 1,7% após treze meses consecutivos de crescimento, nesta comparação. À exceção da transformação, todos as demais atividades industriais apresentaram retração. Já no setor de serviços, apenas a administração pública teve queda (-0,1%). 2)O consumo das famílias apresentou crescimento de 2,5% no trimestre móvel findo em fevereiro, na comparação interanual. Apesar de todos os componentes do consumo das famílias terem apresentado taxas positivas, houve desaceleração do crescimento em comparação com a taxa trimestral móvel finda em janeiro. A exceção foi o consumo de produtos duráveis que cresceu 12,6% no trimestre findo em fevereiro, e havia crescido 8,9% no trimestre findo em janeiro. 3)A formação bruta de capital fixo (FBCF) continua em trajetória ascendente com crescimento de 4,4% no trimestre móvel findo em fevereiro, na comparação interanual. O Gráfico 3 mostra que, mais uma vez, o ótimo desempenho da FBCF se deve, principalmente, a máquinas e equipamentos que cresceram 17,2% nesse trimestre. A construção continua em retração (-1,8%) e o grupo de outros da FBCF está estável (-0,1%). 4)A taxa de investimento (FBCF/PIB), a preços constantes, foi de 17,8% em fevereiro de 2018. 5)A exportação apresentou crescimento de 5,5% no trimestre móvel findo em fevereiro, na comparação interanual. A exportação de produtos agropecuários continua sendo destaque com crescimento de 39,1% seguido de bens de capital (37,8%). Em contrapartida, a exportação de produtos da extrativa mineral segue em retração alcançando -21,6%, menor taxa registrada desde o trimestre móvel findo em junho de 2013 (-25,6%), explicada, principalmente pela queda da exportação de minério de ferro. 6)A importação cresceu 2,8% no trimestre móvel findo em fevereiro. Chama atenção o desempenho da importação de produtos agropecuários que recuou 16,4%. De destaque positivo, a importação de serviços cresceu 8,1%, nesta comparação, conforme pode ser observado no Gráfico 6 ao lado. Em termos monetários, o PIB em valores correntes alcançou a cifra de aproximadamente 1 trilhão, 88 bilhões, 593 milhões de Reais no acumulado do ano até fevereiro de 2018. A partir desta versão do Monitor do PIB-FGV, as informações de exportação e importação de bens para toda a série histórica, incluindo suas desagregações, passaram a ser provenientes da base de dados do ICOMEX. METODOLOGIA DO PIB NOMINAL Com relação a este valor nominal chama-se a atenção que não existe ainda publicada a metodologia oficial do Monitor do PIB com relação a valores nominais. Contudo, buscou-se seguir, o mais próximo possível, a metodologia do IBGE no cálculo das Contas Nacionais Trimestrais. Dessa forma, foi feita uma meticulosa análise da adequação dos índices de preços sugeridos pela metodologia do IBGE aos deflatores efetivos da série nominal de cada produto divulgados na Tabela de Recursos e Usos (anual com último dado de 2015). Seguindo a orientação da metodologia do IBGE foram coletadas informações de IPA, IPCA e outros, transformados em índices e aplicados nos dados de volume dos produtos calculados para o Monitor do PIB. Com as informações nominais assim obtidas, foram aplicados os pesos de cada produto dentro de cada atividade obtendo-se os índices nominais de cada atividade do Monitor do PIB. Após esse processo calcula-se o deflator implícito do PIB entre as séries nominais e reais. Até o terceiro trimestre de 2017 há informações de valores divulgadas pelo IBGE o que possibilita ajustar as informações mensais do índice nominal do Monitor do PIB ao de valor do IBGE já conhecido, reconstruindo toda a série do IBGE trimestral, em valores nominais mensais. Para os meses que ainda não há informação do IBGE (o caso de janeiro e fevereiro de 2018, por exemplo), aplica-se o deflator encontrado antes do ajuste dos dados ao IBGE. A partir do momento que o IBGE divulgar as informações do 1º trimestre de 2018, os valores de janeiro, fevereiro e março serão ajustados a este valor, e assim por diante. APÊNDICE – NOTA EXPLICATIVA O Monitor do PIB-FGV estima mensalmente o PIB brasileiro em volume e em valor. O objetivo de sua criação foi prover a sociedade de um indicador mensal do PIB, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais do IBGE. Sua série inicia-se em 2000 e incorpora todas as informações disponíveis das Contas Nacionais do IBGE (Tabelas de Recursos e Usos, até 2015, último ano de divulgação) bem como as informações do PIB-Tri do IBGE, até o último trimestre divulgado (quarto trimestre de 2017). O indicador é ajustado ao PIB-Tri do IBGE sempre que há mudanças metodológicas e a cada trimestre divulgado. Ou seja, nos trimestres calendários, as médias trimestrais dos índices de volume do Monitor do PIB-FGV serão iguais aos indicadores trimestrais, sem ajuste sazonal, do PIB-Tri do IBGE. Nos trimestres calendário, são utilizados os mesmos modelos do IBGE para calcular todas as séries desagregadas com ajuste sazonal, tanto pela ótica da oferta, como da demanda. Para o ajuste sazonal mensal é utilizado o modelo mensal do IBC-Br; para os trimestres móveis utiliza-se uma média desses ajustes mensais. Assim, as estimativas do Monitor do PIB-FGV antecedem o PIB-Tri do IBGE nos meses em que este é divulgado. E, nos meses em que não há divulgação, o Monitor representa uma excelente antecipação para as tendências do PIB e seus componentes. O Monitor do PIB-FGV compõe-se de um relatório descrevendo os principais resultados com ilustrações gráficas e de uma tabela Excel com informações de volume, em valores correntes, e a preços de 1995 das 12 atividades econômicas que agrupadas formam os 3 setores de atividade (agropecuária, indústria e serviços). Apresenta, ainda, o Valor Adicionado a preços básicos, os impostos sobre os produtos e o PIB e também os componentes do PIB pela ótica da demanda. Outro ponto a ser destacado é que o Monitor torna disponíveis desagregações que não são divulgadas pelo IBGE, mas que são relevantes para um melhor entendimento da absorção doméstica e da demanda externa. As desagregações disponibilizadas pelo Monitor são: Consumo das Famílias: bens de consumo duráveis, semiduráveis, não duráveis e serviços. Adicionalmente eles são classificados em nacionais e importados; Formação Bruta de Capital Fixo: em máquinas e equipamentos, construção e outros. Para máquinas e equipamentos e outros, há a desagregação entre nacionais e importados; Exportações e Importações: em produtos agropecuários, produtos da extrativa mineral, produtos industrializados de consumo (duráveis, semiduráveis e não duráveis), produtos industrializados de uso intermediário, bens de capitais e serviços. São divulgadas as séries de base móvel, séries encadeadas, séries encadeadas dessazonalizadas, as taxas mensais, trimestrais e anuais comparadas a igual período do ano anterior e as taxas mensais e trimestrais comparadas a período imediatamente anterior, e os valores nominais correntes e a preços de 1995. |
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