O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará (Sindjorce) orienta sobre segurança aos que vão cobrir os atos 'Ele Não' marcados para este sábado (29).
Na manhã desta sexta-feira (28), a cantora Madonna aderiu ao #EleNão, publicando uma foto na sua conta oficial no Instagram.

Na manhã desta sexta-feira (28), a cantora Madonna aderiu ao #EleNão, publicando uma foto na sua conta oficial no Instagram.

No Ceará, 34 cidades (Amontada, Aracati, Baturité, Campos Sales, Canindé, Cedro, Crateús, Fortaleza, Icó, Iguatu, Ipueiras, Iracema, Itapipoca, Jaguaretama, Jaguaruana, Juazeiro do Norte, Barbalha, Crato, Limoeiro do Norte, Mauriti, Milhã, Mulungu, Novas Russas, Paracuru, Paramoti, Piquet Carneiro, Quixeramobim, Santa Quitéria, São Benedito, Senador Pompeu, Sobral, Solonópole, Tamboril e Tauá) terão protestos com o tema 'Mulheres Unidas contra Bolsonaro'.
Em Fortaleza, o ato começa às três da tarde, com concentração na Praia dos Crush (Praia de Iracema, ao lado do Centro Cultural Belchior).
Com o acirramento da polarização política em torno dos presidenciáveis é necessário cautela por parte dos profissionais que irão trabalhar no plantão de sábado.
Com o acirramento da polarização política em torno dos presidenciáveis é necessário cautela por parte dos profissionais que irão trabalhar no plantão de sábado.
"É possível que simpatizantes do candidato fascista queiram tentar fazer enfrentamento e desestabilizar os atos organizados por mulheres", destaca nota do Sindjorce.
“A imprensa tem um papel importante de cobrir esse momento político e o Sindicato estará a postos para garantir as prerrogativas do exercício profissional dos jornalistas”, afirma a presidente do Sindjorce, Samira de Castro.
“A imprensa tem um papel importante de cobrir esse momento político e o Sindicato estará a postos para garantir as prerrogativas do exercício profissional dos jornalistas”, afirma a presidente do Sindjorce, Samira de Castro.
A entidade oficiou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) cobrando respeito ao trabalho dos jornalistas, a inexistência de restrições para o desempenho da cobertura e o suporte aos profissionais que corram algum tipo de risco ou ameaça de violência.
A entidade também divulga orientações aos profissionais. “A principal dica é não ir sozinho para a pauta. Solicitar à chefia que mande uma equipe com motorista e auxiliar – caso do pessoal de televisão. Evitar, nas proximidades, pessoas eleitoras de candidatos fascistas, pois podem causar tumulto e agredir jornalistas para causar um fato”, alerta Samira de Castro.
A diretoria coloca-se à disposição, caso haja problemas durante a cobertura, e ressalta ser fundamental que o profissional coloque sua segurança em primeiro lugar, bem como que informe se houver resistência por parte das empresas em cumprir as medidas de segurança.
Participação de jornalistas nos atos
À despeito da 'orientação' da chefia do jornal O Povo de que seus funcionários evitem participar dos atos do dia 29 de setembro, a diretoria do Sindjorce orienta que todo trabalhador é livre para, em seu horário de folga, participar de qualquer atividade lícita.
A entidade também divulga orientações aos profissionais. “A principal dica é não ir sozinho para a pauta. Solicitar à chefia que mande uma equipe com motorista e auxiliar – caso do pessoal de televisão. Evitar, nas proximidades, pessoas eleitoras de candidatos fascistas, pois podem causar tumulto e agredir jornalistas para causar um fato”, alerta Samira de Castro.
A diretoria coloca-se à disposição, caso haja problemas durante a cobertura, e ressalta ser fundamental que o profissional coloque sua segurança em primeiro lugar, bem como que informe se houver resistência por parte das empresas em cumprir as medidas de segurança.
Participação de jornalistas nos atos
À despeito da 'orientação' da chefia do jornal O Povo de que seus funcionários evitem participar dos atos do dia 29 de setembro, a diretoria do Sindjorce orienta que todo trabalhador é livre para, em seu horário de folga, participar de qualquer atividade lícita.
Qualquer tipo de restrição nesse sentido fere as garantias constitucionais de liberdade de expressão, manifestação, organização e pensamento. Nenhuma empresa pode impor a seus trabalhadores o que fazer ou não fazer nas horas de lazer. E a empresa que punir qualquer trabalhador que participe dos atos estará sujeita às penalidades legais.
Em carta aberta aos jornalistas e à sociedade, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) conclama a população brasileira a participar dos atos deste sábado, incluindo os profissionais da categoria.
Em carta aberta aos jornalistas e à sociedade, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) conclama a população brasileira a participar dos atos deste sábado, incluindo os profissionais da categoria.
“Queremos estar juntos com as mulheres que vão às ruas no próximo sábado, dia 29, contra o candidato que propõe o medo como estratégia e a morte como solução”, diz o texto.
Medidas que devem ser adotadas pelas empresas de Comunicação:
1 – Designação de equipes completas, em especial assegurando auxiliares no caso de televisão;
2 – Fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual adequados à cobertura e capacitação para o seu manejo;
3 – Fornecimento de identificação para uso se o profissional julgar necessário;
4 – Disponibilização do corpo jurídico da empresa para eventuais problemas;
5 – Garantia do direito do profissional se retirar se identificar que o local traz riscos à sua segurança;
6 – O respeito à Notificação Recomendatória do Ministério Público do Trabalho sobre segurança dos jornalistas de maio de 2014;
7 – Não enviar estagiários para cobrir os atos.
Orientações aos jornalistas:
1 – Recuse-se a fazer a cobertura ou retire-se do local caso avalie que há risco à sua integridade física e/ou moral;
2 – O uso ou não de credencial do veículo fica a critério de cada profissional, caso avalie que isso pode ou não gerar insegurança;
3 – Caso se sinta em situação de risco, afaste-se da manifestação e procure abrigo em locais públicos;
4 – Evite andar sozinho, mesmo no fim das manifestações;
5 – Em caso de agressão por parte de manifestantes, acione imediatamente o Sindjorce e o jurídico da empresa.
Medidas que devem ser adotadas pelas empresas de Comunicação:
1 – Designação de equipes completas, em especial assegurando auxiliares no caso de televisão;
2 – Fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual adequados à cobertura e capacitação para o seu manejo;
3 – Fornecimento de identificação para uso se o profissional julgar necessário;
4 – Disponibilização do corpo jurídico da empresa para eventuais problemas;
5 – Garantia do direito do profissional se retirar se identificar que o local traz riscos à sua segurança;
6 – O respeito à Notificação Recomendatória do Ministério Público do Trabalho sobre segurança dos jornalistas de maio de 2014;
7 – Não enviar estagiários para cobrir os atos.
Orientações aos jornalistas:
1 – Recuse-se a fazer a cobertura ou retire-se do local caso avalie que há risco à sua integridade física e/ou moral;
2 – O uso ou não de credencial do veículo fica a critério de cada profissional, caso avalie que isso pode ou não gerar insegurança;
3 – Caso se sinta em situação de risco, afaste-se da manifestação e procure abrigo em locais públicos;
4 – Evite andar sozinho, mesmo no fim das manifestações;
5 – Em caso de agressão por parte de manifestantes, acione imediatamente o Sindjorce e o jurídico da empresa.

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