Publicamos o artigo do engenheiro Cássio Borges 'Trabalho em prol do Dnocs':
Na referida reunião, promovida pelo deputado federal piauiense Júlio Cesar, coordenador da bancada de Deputados Federais do Nordeste, o presidente Romildo Rolim, do BNB, apresentou dados de investimentos realizados pelo banco, “uma espécie de prestação de contas” das atividades daquela instituição bancária. A este respeito, seria importante que também caberia ao Dnocs fazer uma apresentação semelhante, não só das suas atividades do passado que tem tido, e continua tendo, grande influência na transformação sócioeconômica desta áspera, outrora inabitável e inviável região, como a de destacar a sua importância, especialmente na área de recursos hídricos, para reivindicar para si, com méritos indiscutíveis, a coordenação e gestão do Projeto de Integração do Rio São Francisco-PISF, conforme está clara e indiscutivelmente exposto no livro/documento apresentado pelo Dr. José Maria Marques de Carvalho (ex-BNB) e por mim na semana passada ao senhor diretor geral do Dnocs.
Em fevereiro último, juntamente com cinco conceituados técnicos cearenses, elaboramos um documento em defesa das quatro entidades nordestinas, acima citadas, todas elas com uma folha exuberante de serviços prestados à nossa Região. Como, e de que forma, poderia a Conab, que pouco se ouve falar, ser incluída em grau de importância no mesmo nível do Dnocs, BNB, Sudene ou da Codevasf? A meu ver, está faltando mais inspiração e determinação nossa, servidores do Dnocs, em apresentar argumentos, que existem em exuberância, até demais, em favor de nosso Departamento.
Concordo com o doutor José Maria que é preciso que os dirigentes da Assecas sejam mais participativos, sejam mais efetivos, não desperdiçando preciosos tempos com coisas que não dizem respeito aos objetivos finais e urgentes que visam colocar o Dnocs no comando da gestão dos Recursos Hídricos de nossa Região. Cadê o abaixo-assinado de nossa Frente Ampla? Quem ficou responsável por esta ação? O que nós do Dnocs não podemos admitir e ficar calados é que os recursos hídricos acumulados nos açudes por ele construídos sejam manuseados a seu bel-prazer por pessoas profissionalmente inabilitadas, como é o caso da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (Cogerh), cujo dirigente máximo é um sociólogo. Um pessoal que, mesmo sendo apaixonado defensor da Barragem do Castanhão, não sabe dizer qual é a sua vazão regularizada, que seus idealizadores, em 1985, diziam ser de 30 metros cúbicos por segundo, embora hoje se admite ser de apenas 10 metros cúbicos por segundo. Um erro descomunal, para não dizer imoral, e todos nós ficamos, criminosamente, calados para não contrariar posições outrora assumidas por quem esteve alinhado claramente aos interesses da portentosa Construtora Andrade Gutierrez.
"Num clipping que recebi da VSM Comunicação do dia 15 último há uma matéria referente a uma reunião da bancada de deputados federais “em defesa dos órgãos do Nordeste” que teve, salvo melhor interpretação, o objetivo de “solicitar” investimentos para a nossa região, mas não diz que investimentos são estes, quais os seus benefícios, e a que organismo ou organismos eles estão vinculados. O que me causa estranheza é a pouca, ou quase nenhuma referência ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), enquanto se dá destaque à CONAB, companhia vinculada ao Ministério da Agricultura que, no meu entendimento não pode nivelar-se em grau de importância na região nordestina ao Dnocs, ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB), à Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), ou à Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), entidades tradicionais que têm promovido e promovem, de fato, o desenvolvimento socioeconômico de nossa Região.
Na referida reunião, promovida pelo deputado federal piauiense Júlio Cesar, coordenador da bancada de Deputados Federais do Nordeste, o presidente Romildo Rolim, do BNB, apresentou dados de investimentos realizados pelo banco, “uma espécie de prestação de contas” das atividades daquela instituição bancária. A este respeito, seria importante que também caberia ao Dnocs fazer uma apresentação semelhante, não só das suas atividades do passado que tem tido, e continua tendo, grande influência na transformação sócioeconômica desta áspera, outrora inabitável e inviável região, como a de destacar a sua importância, especialmente na área de recursos hídricos, para reivindicar para si, com méritos indiscutíveis, a coordenação e gestão do Projeto de Integração do Rio São Francisco-PISF, conforme está clara e indiscutivelmente exposto no livro/documento apresentado pelo Dr. José Maria Marques de Carvalho (ex-BNB) e por mim na semana passada ao senhor diretor geral do Dnocs.
Em fevereiro último, juntamente com cinco conceituados técnicos cearenses, elaboramos um documento em defesa das quatro entidades nordestinas, acima citadas, todas elas com uma folha exuberante de serviços prestados à nossa Região. Como, e de que forma, poderia a Conab, que pouco se ouve falar, ser incluída em grau de importância no mesmo nível do Dnocs, BNB, Sudene ou da Codevasf? A meu ver, está faltando mais inspiração e determinação nossa, servidores do Dnocs, em apresentar argumentos, que existem em exuberância, até demais, em favor de nosso Departamento.
Concordo com o doutor José Maria que é preciso que os dirigentes da Assecas sejam mais participativos, sejam mais efetivos, não desperdiçando preciosos tempos com coisas que não dizem respeito aos objetivos finais e urgentes que visam colocar o Dnocs no comando da gestão dos Recursos Hídricos de nossa Região. Cadê o abaixo-assinado de nossa Frente Ampla? Quem ficou responsável por esta ação? O que nós do Dnocs não podemos admitir e ficar calados é que os recursos hídricos acumulados nos açudes por ele construídos sejam manuseados a seu bel-prazer por pessoas profissionalmente inabilitadas, como é o caso da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (Cogerh), cujo dirigente máximo é um sociólogo. Um pessoal que, mesmo sendo apaixonado defensor da Barragem do Castanhão, não sabe dizer qual é a sua vazão regularizada, que seus idealizadores, em 1985, diziam ser de 30 metros cúbicos por segundo, embora hoje se admite ser de apenas 10 metros cúbicos por segundo. Um erro descomunal, para não dizer imoral, e todos nós ficamos, criminosamente, calados para não contrariar posições outrora assumidas por quem esteve alinhado claramente aos interesses da portentosa Construtora Andrade Gutierrez.
Não obstante, o Plano Anual de Recursos Hídricos do Estado do Ceará, da década de 1990, jamais foi refeito para esconder e sepultar este gravíssimo erro de engenharia perante a opinião pública. É triste dizer para os deputados federais que compõem a bancada nordestina que até mesmo o valor do índice evaporimétrico dos estudos hidrológicos do referido açude foi manipulado, como sendo de apenas 1.700 milímetros quando, na pior das hipóteses, deveria ter sido considerado como sendo de 2.500 milímetros. Parecendo-nos ter sido um erro proposital visando “aumentar”, irresponsavelmente, a vazão regularizada do mencionado reservatório que eles diziam ser a redenção do Ceará e do Nordeste.
Para comentar as dezenas de erros que foram cometidos no projeto do Açude Castanhão escrevi um livro, de cerca 400 páginas, que comprova que este assunto vem sendo muito mal conduzido pela Cogerh e, consequentemente, pela Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Ceará. Daí não ser admissível continuar este pessoal na condição de gestor do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).
Em nome da boa técnica e do bom senso, em resguardo dos interesses do povo nordestino e em defesa da engenhara nacional, é inadmissível este pessoal continuar na condição de gestor do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Ademais, não há um só motivo, por menor que seja, que justifique este empreendimento ser entregue à Codevasf em detrimento do Dnocs.
Para comentar as dezenas de erros que foram cometidos no projeto do Açude Castanhão escrevi um livro, de cerca 400 páginas, que comprova que este assunto vem sendo muito mal conduzido pela Cogerh e, consequentemente, pela Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Ceará. Daí não ser admissível continuar este pessoal na condição de gestor do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).
Em nome da boa técnica e do bom senso, em resguardo dos interesses do povo nordestino e em defesa da engenhara nacional, é inadmissível este pessoal continuar na condição de gestor do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Ademais, não há um só motivo, por menor que seja, que justifique este empreendimento ser entregue à Codevasf em detrimento do Dnocs.
Engenheiro Cássio Borges".
"Obrigado, caro Lauriberto,
Este comentário é um verdadeiro libelo contra a atual política dos recursos hídricos que se pratica atualmente no Estado do Ceará. É exatamente por este motivo que o Projeto São Francisco ainda não funcionou. Há erros astronômicos na concepção daquele projeto (eu disse astronômico) que teve sua prova de incompetência o extinto Departamento Nacional de Obras de Saneamento-DNOS. Infelizmente, o Dnocs foi afastado daquele empreendimento e colocado no seu lugar a Codevasf. Por qual razão? O escândalo envolvendo o senador Fernando Coelho, com popinas, revelado na semana passado pela imprensa, explica a razão porque a cúpula dirigente dos recursos hídricos do Ceará indicou a Codevasf para ser a gestora do referido projeto. Não há dúvida que existe forte indícios de desvios de veba na construção daquele que seria o projeto mais importante não só para o Ceará, como para a nossa Região. É profundamente lamentável, e eu não posso ficar calado, pois fui eu um dos maiores defensores, em todos os tempos, desse empreendimento quando ninguém acreditava nele. Cássio Borges".
"Obrigado, caro Lauriberto,
Este comentário é um verdadeiro libelo contra a atual política dos recursos hídricos que se pratica atualmente no Estado do Ceará. É exatamente por este motivo que o Projeto São Francisco ainda não funcionou. Há erros astronômicos na concepção daquele projeto (eu disse astronômico) que teve sua prova de incompetência o extinto Departamento Nacional de Obras de Saneamento-DNOS. Infelizmente, o Dnocs foi afastado daquele empreendimento e colocado no seu lugar a Codevasf. Por qual razão? O escândalo envolvendo o senador Fernando Coelho, com popinas, revelado na semana passado pela imprensa, explica a razão porque a cúpula dirigente dos recursos hídricos do Ceará indicou a Codevasf para ser a gestora do referido projeto. Não há dúvida que existe forte indícios de desvios de veba na construção daquele que seria o projeto mais importante não só para o Ceará, como para a nossa Região. É profundamente lamentável, e eu não posso ficar calado, pois fui eu um dos maiores defensores, em todos os tempos, desse empreendimento quando ninguém acreditava nele. Cássio Borges".

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