Reforma Tributária 2026 entra em fase prática e exige adaptação imediata das empresas.
A partir de 2026, a Reforma Tributária sobre o consumo começa a sair do papel e entra em fase prática no Brasil, trazendo mudanças importantes na rotina fiscal de empresas e profissionais. O novo modelo inaugura um período de transição que deve se estender até 2033, com a substituição gradual de tributos atuais por um sistema mais simplificado baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA).Já neste primeiro momento, os contribuintes passam a lidar com novas obrigações. Entre elas, está a necessidade de emitir documentos fiscais eletrônicos com destaque da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), ainda em fase de teste. Embora não haja cobrança efetiva desses tributos em 2026, a etapa é considerada fundamental para adaptação dos sistemas e validação do novo modelo.
Segundo o contador Paulo de Tarso, da CSMalta Contabilidade (foto) o maior impacto neste início de implementação é operacional.
- A Reforma começa pela mudança nos processos. As empresas precisam ajustar sistemas, revisar cadastros e entender como os novos tributos serão aplicados. Quem não se adaptar agora pode enfrentar dificuldades quando a cobrança efetiva começar”, explica.
A reforma prevê a substituição de impostos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por dois tributos principais — CBS (federal) e IBS (estadual e municipal) — com o objetivo de reduzir a complexidade e eliminar a cobrança em cascata. O novo sistema permitirá o aproveitamento de créditos ao longo da cadeia produtiva, tornando a tributação mais transparente e alinhada a padrões internacionais.
Outro ponto de atenção em 2026 é o aumento das obrigações acessórias. As empresas deverão se adequar aos novos leiautes de notas fiscais, além de acompanhar a evolução de declarações específicas, como a DeRE (Declaração de Regimes Específicos), que ainda está em desenvolvimento.
Para Paulo de Tarso, a fase atual deve ser encarada como estratégica. “Mesmo sendo um período de testes, a Receita já está monitorando as informações. A adaptação correta agora evita erros futuros e permite que a empresa se organize para aproveitar os benefícios do novo modelo, como o crédito tributário”, afirma.
A reforma também traz mudanças estruturais no sistema tributário brasileiro, que passará a operar com um modelo mais unificado e digital. A expectativa é que, ao final do período de transição, o país tenha um sistema mais simples, eficiente e com menor custo de conformidade para as empresas.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que empresários antecipem a revisão de processos internos, invistam em tecnologia e mantenham acompanhamento contábil constante. “A Reforma Tributária não é apenas uma mudança de impostos, mas de cultura de gestão. Quem se preparar desde já terá vantagem competitiva nos próximos anos”, conclui Paulo de Tarso, da CSMalta Contabilidade.
SERVIÇO
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