Blog do Eliomar de Lima - O assaltante Anderson Célio de Oliveira Freitas é apontado pela Polícia como o preso que articulou a fuga em massa no 35º Distrito (Curió), na madrugada deste domingo, 14, depois que sete homens invadiram a delegacia e libertaram 13 acusados de tráfico de drogas, assaltos, estelionato e furto.
Segundo o delegado Francisco William Cordeiro, titular do 35º DP, cinco presos que permaneceram na cela prestaram depoimento pela manhã e disseram que Anderson Célio estava agitado e não dormiu. O inspetor que tomava conta dos presos também prestou depoimento e afirmou que os homens não mencionaram libertar nenhum preso, mas levaram o cadeirante no braço e deixaram cair um medicamento que deveria ser usado por Anderson Célio. Até o fim da tarde, nenhum preso havia sido recapturado.
Anderson Célio havia sido preso no último dia 3, por roubo de carro, na companhia de Marcos Antonio Sousa do Nascimento, no município do Eusébio, na Região Metropolitana. De acordo com a Polícia, o assaltante ficou paraplégico, depois que levou quatro tiros nas costas, durante uma disputa por território de tráfico de drogas.
SUPERLOTAÇÃO
O diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), delegado Jairo Pequeno, disse que a Polícia Civil não possui estrutura para manter 640 presos em delegacias, desde que a Justiça determinou o não envio de detentos a presídios na Região Metropolitana.
“Há um mês estamos sem transferência de presos. Não sou de questionar decisões judiciais, mas a superlotação nas delegacias coloca a sociedade em risco. Além das fugas, as delegacias também enfrentam problemas com presos doentes, alguns deveriam estar em manicômios. Mesmo com 10% ou 11% acima da capacidade, os presídios possuem estrutura infinitamente maior que as delegacias”, comentou o diretor para este Blog.
Segundo Jairo Pequeno, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) deverá recorrer esta semana da decisão da Justiça, como forma de desafogar as delegacias. “Por mês, cerca de 400 presos são transferidos para os presídios”, ressaltou o delegado.
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