A Assembleia Legislativa recebe amanhã uma equipe do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) para cadastrar interessados em integrar o Registro Nacional de Doadores de Medula óssea (Redome). A atividade integra um conjunto de ações promovidas por hemocentros de todo o País durante a Semana de Mobilização para Doação de Medula Óssea, comemorada entre 14 e 21 deste mês.
Na Assembleia Legislativa, os trabalhos começam às 9 horas e encerram ao meio dia. Os cadastros serão feitos no hall do Palácio Adauto Bezerra. O envolvimento dos servidores da Casa foi proposto pelo líder do bloco PT-PSB-PMDB, deputado Welington Landim (PSB): “Além dos servidores, qualquer pessoa também poderá se cadastrar”, esclareceu o parlamentar.
Em requerimento aprovado em plenário, ele sugere à Associação dos Servidores (Assalce) e à Coordenadoria de Comunicação Social que provoquem os funcionários para que eles tornem-se doadores de medula. “Este é um ato em nome da vida”, resume o presidente da Assalce, Luiz Edson Corrêa Sales.
Além da Assembleia, a equipe volante do Hemoce estará em outros três pontos de Fortaleza até o fim da semana. Hoje, está na Igreja de Fátima (avenida 13 de Maio, no bairro de Fátima) das 8 às 16 horas. Na quarta-feira (15/12), estará na Guarda Municipal (rua Delmiro de Farias, 1900, bairro Rodolfo Teófilo) das 8 às 12 horas. Já na sexta-feira (17/12), estará na Igreja Geliade (Rua I, 375, bairro Vila Velha) das 18h30min às 20 horas.
Para ser doador de medula óssea, basta ter entre 18 e 55 anos, estar saudável, nunca ter tido câncer e dirigir-se a um hemocentro portando documento oficial com foto. Num primeiro momento, são coletados 10ml de sangue, que são encaminhados ao Instituto do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro.
Se o material genético for compatível com o de algum paciente em qualquer parte do planeta, o doador é contatado pelo Redome e convidado a fazer testes de confirmação. Após isto, a coleta de medula é feita na bacia (osso achatado localizado no quadril). O método dura de 30 a 40 minutos, é indolor, não deixa sequelas e, ao contrário do que prega o mito popular, não afeta a coluna vertebral.
No Brasil, apenas as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Recife e Belo Horizonte realizam este tipo de procedimento. Para cada 100 mil pessoas, apenas uma apresenta compatibilidade. Por isto, quanto mais cadastros, maior a chance de vida de quem está na fila de espera por um transplante.
Informações: 99819692
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