O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas recuou 11,2 pontos ao passar de 121,5 pontos, em setembro para 110,3 pontos, em outubro. Com o resultado, o indicador passa a atingir o menor registro desde março de 2018, mas ainda possui um comportamento de incerteza alta.
"A incerteza atingiu seu menor valor em sete meses, contudo permanece em um patamar elevado. Neste mês, as pesquisas eleitorais que apontavam para a vitória do candidato Jair Bolsonaro contribuíram para a queda do indicador, uma vez que sua equipe econômica se mostra comprometida em conduzir um ajuste fiscal e políticas pró-mercado. O foco no pleito eleitoral fez com que o noticiário e o mercado financeiro no Brasil se descolassem do cenário externo, o que permitiu uma forte valorização do Ibovespa e do real durante o período de coleta deste indicador. Dado o cenário atual, espera-se que o movimento de queda só seja sustentável se o presidente eleito conseguir aprovar as medidas necessárias para a retomada da sustentabilidade fiscal e de um crescimento econômico mais robusto", afirma a pesquisadora da FGV IBRE Raíra Marotta.
A queda do IIE-Br em outubro foi disseminada pelos seus componentes. O componente Mídia recuou 10,5 pontos, contribuindo com 9,1 pontos para queda do índice no mês; o IIE-Br expectativa recuou 9,5 pontos, mas sua participação relativa no resultado agregado foi menor, 2,1 pontos.
"A incerteza atingiu seu menor valor em sete meses, contudo permanece em um patamar elevado. Neste mês, as pesquisas eleitorais que apontavam para a vitória do candidato Jair Bolsonaro contribuíram para a queda do indicador, uma vez que sua equipe econômica se mostra comprometida em conduzir um ajuste fiscal e políticas pró-mercado. O foco no pleito eleitoral fez com que o noticiário e o mercado financeiro no Brasil se descolassem do cenário externo, o que permitiu uma forte valorização do Ibovespa e do real durante o período de coleta deste indicador. Dado o cenário atual, espera-se que o movimento de queda só seja sustentável se o presidente eleito conseguir aprovar as medidas necessárias para a retomada da sustentabilidade fiscal e de um crescimento econômico mais robusto", afirma a pesquisadora da FGV IBRE Raíra Marotta.
A queda do IIE-Br em outubro foi disseminada pelos seus componentes. O componente Mídia recuou 10,5 pontos, contribuindo com 9,1 pontos para queda do índice no mês; o IIE-Br expectativa recuou 9,5 pontos, mas sua participação relativa no resultado agregado foi menor, 2,1 pontos.
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