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Brasil fecha 2018 com inflação de 3,75%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro foi de 0,15%, ficando acima dos -0,21% de novembro. Essa foi a menor variação para um mês de dezembro desde o início do Plano Real, em 1994. Em dezembro de 2017, o índice tinha sido de 0,44%. O IPCA acumulado em 2018 ficou em 3,75%, 0,80 ponto percentual acima dos 2,95% registrados em 2017. Destaque para variação em 2018 de 71,76%, no preço no quilo do tomate (foto).



PeríodoTAXA
Dezembro de 20180,15%
Novembro de 2018-0,21%
Dezembro de 20170,44%
Acumulado em 20183,75%

O INPC de dezembro foi de 0,14%, acima dos -0,25% de novembro. Ao lado de dezembro de 2016 (0,14%), esta variação foi a menor para o mês desde o início do Plano Real. O acumulado de 2018 fechou em 3,43%, acima dos 2,07% de 2017.

Após a queda de 0,21% em novembro, o IPCA registrou variação de 0,15% em dezembro, sob influência, principalmente, do grupo Alimentação e bebidas (0,44%) que, com 0,11 p.p. de impacto, foi responsável por quase 3/4 do índice de dezembro. Por outro lado, os grupos Transportes (-0,54%) e Habitação (-0,15%) vieram com deflação, contribuindo com -0,12 p.p. no IPCA do mês, conforme mostra a tabela a seguir:

IPCA - Variação e Impacto por grupos - mensal
GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
NovembroDezembroNovembroDezembro
Índice Geral-0,210,15-0,210,15
Alimentação e Bebidas0,390,440,100,11
Habitação-0,71-0,15-0,11-0,02
Artigos de Residência0,480,570,020,02
Vestuário-0,431,14-0,030,06
Transportes-0,74-0,54-0,14-0,10
Saúde e Cuidados Pessoais-0,710,32-0,090,04
Despesas Pessoais0,360,290,040,03
Educação0,040,210,000,01
Comunicação-0,070,010,000,00
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços    
O grupo dos alimentos teve aumento nos preços de novembro (0,39%) para dezembro (0,44%), gerando o maior impacto no índice. As maiores pressões vieram dos alimentos para consumo em casa (de 0,34% em novembro para 0,50% em dezembro). Apesar de alguns produtos passarem a custar menos em dezembro, como por exemplo o leite longa vida (-7,73%), o pão francês (-1,31%) e o arroz (-1,19%), outros produtos, também importantes, exerceram pressão contrária, como a cebola (24,03%), a batata-inglesa (20,05%), o feijão-carioca (12,98%), as frutas (3,11%) e as carnes (2,04%). Já a alimentação fora de casa desacelerou de novembro (0,49%) para dezembro (0,33%).
Os maiores impactos individuais no IPCA de dezembro, tanto positiva quanto negativamente, foram registrados no grupo dos Transportes (-0,54% e -0,10 p.p.). São eles: passagem aérea, com alta de 29,12% (0,12 p.p.), e os combustíveis, cujos preços ficaram, em média, 4,25% mais baratos e contribuíram com -0,25 p.p.

Os principais responsáveis pela queda do grupo dos Transportes (-0,54%) foram os combustíveis (-4,25%), em especial a gasolina (-4,80%), acompanhada pelo óleo diesel (-3,45%) e o etanol (-2,70%).

O ônibus urbano (0,13%) incorpora o reajuste nas tarifas em Aracaju (9,43%) de 14,00%, a partir de 9 de dezembro, e de 6,76% em Campo Grande (5,95%), desde 03 de dezembro. No ônibus intermunicipal(0,77%), estão contemplados os reajustes nas tarifas em Aracaju (10,71%) de 14,00%, a partir de 9 de dezembro, e de 9,45% em Porto Alegre (5,98%), desde 1º de dezembro.

No grupo Habitação, a queda de 0,15%, menos intensa que a registrada em novembro (-0,71%), teve forte influência do item energia elétrica (-1,96% e -0,08 p.p.) e refletiu a mudança na bandeira tarifária, que passou de amarela, em novembro, com a cobrança adicional de R$ 0,01 para cada kwh consumido, para verde, em dezembro, sem cobrança. As áreas apresentaram variação entre os -8,17% da região metropolitana de Fortaleza e o 6,71% de Rio Branco. Nesta última, o reajuste de 21,29%, em vigor a partir de 13 de dezembro de 2018, foi suspenso em 3 de janeiro de 2019 por determinação judicial.

Ainda no grupo Habitação (-0,15%), o item taxa de água e esgoto (0,71%) retrata o reajuste de 6,04% das tarifas, no Rio de Janeiro (5,65%), em vigor desde 1º de dezembro, e de 8,60%, em Porto Alegre (1,85%), a partir de 16 de dezembro.

No grupo Vestuário (1,14%), os destaques ficam com os itens roupa feminina (2,34%), roupa masculina(1,57%) e roupa infantil (0,91%).

Considerando os demais grupos, destacam-se, no lado das altas, os seguintes itens: plano de saúde (0,80%), empregado doméstico (0,34%) e eletrodomésticos (0,92%).

Quanto aos índices regionais, o mais elevado foi o de Aracaju (0,67%), reflexo do reajuste de 14,00% na tarifa dos ônibus urbanos (9,43%), em vigor desde 09 de dezembro e do item passagem aérea (32,15%). A região metropolitana de Curitiba (-0,17%) apresentou o índice mais baixo em função das quedas de 6,40% na gasolina e de 2,72% na energia elétrica.
IPCA - Variação por regiões - mensal e acumulada no ano
RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação Acumulada (%)
NovembroDezembroAno
Aracaju0,79-0,310,672,64
Rio Branco0,42-0,110,633,44
Salvador6,12-0,310,564,04
Belém4,230,000,483,00
Rio de Janeiro12,06-0,020,404,30
Brasília2,80-0,430,323,06
Porto Alegre8,40-0,420,264,62
São Luís1,87-0,110,252,65
Recife4,20-0,110,182,84
Fortaleza2,91-0,070,072,90
Campo Grande1,51-0,310,062,98
São Paulo30,67-0,300,033,68
Belo Horizonte10,86-0,090,014,00
Vitória1,78-0,30-0,014,19
Goiânia3,590,12-0,033,14
Curitiba7,79-0,26-0,173,38
Brasil100,00-0,210,153,75
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange 10 regiões metropolitanas, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís. Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de novembro a 28 de dezembro de 2018 (referência) com os preços vigentes no período de 27 de outubro a 28 de novembro de 2018 (base).
IPCA acumula variação de 3,75% em 2018 - O IPCA encerrou o ano de 2018 com 3,75% de variação, 0,80 p.p. acima dos 2,95% registrados em 2017. Ao longo de 2018, as taxas se distribuíram da seguinte forma:
IPCA - Mês, trimestre e ano
MêsVariação (%)
MêsTrimestreAno
Janeiro0,290,29
Fevereiro0,320,61
Março0,090,700,70
Abril0,220,92
Maio0,401,33
Junho1,261,892,60
Julho0,332,94
Agosto-0,092,85
Setembro0,480,723,34
Outubro0,453,81
Novembro-0,213,59
Dezembro0,150,393,75
O índice de 2018 foi influenciado, especialmente, pelas despesas com produtos e serviços dos grupos Habitação, com alta de 4,72% e impacto de 0,74 p.p., Transportes, com alta de 4,19% e 0,76 p.p. e Alimentação e Bebidas, com alta de 4,04% e 0,99 p.p.. Juntos, estes três grupos somam 2,49 p.p., responsáveis por 66% do IPCA. A tabela a seguir mostra os resultados de todos os grupos de produtos e serviços.
IPCA - Variação acumulada e impacto por grupos - 2018 e 2017
GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
2017201820172018
Índice Geral2,953,752,953,75
Alimentação e Bebidas-1,874,04-0,480,99
Habitação6,264,720,950,74
Artigos de Residência-1,483,74-0,060,15
Vestuário2,880,610,170,04
Transportes4,104,190,740,76
Saúde e Cuidados Pessoais6,523,950,760,48
Despesas Pessoais4,392,980,470,33
Educação7,115,320,330,26
Comunicação1,76-0,090,070,00
Ficando atrás apenas do grupo Educação (5,32%), cujo destaque ficou com os cursos regulares (5,68%), Habitação, com 4,72%, foi o grupo que apresentou a segunda maior variação, com impacto de 0,74 p.p. Neste grupo, a principal influência veio do item energia elétrica, com variação acumulada no ano de 8,70% e 0,31 p.p. de impacto.
Em 2018, a variação acumulada da energia elétrica (8,70%) ficou pouco abaixo da registrada no ano anterior (10,35%). As regiões apresentaram variação entre -3,62% em Fortaleza e 17,67% em São Luís. Na primeira, o reajuste de 3,80% nas tarifas foi o menor dentre as áreas pesquisadas. Em São Luís, por sua vez, houve reajuste de 16,94%. Além disso, ao longo do ano, entraram em vigor as bandeiras tarifárias, acarretando em cobrança adicional, conforme apresentado na tabela abaixo:
IPCA - Energia elétrica - bandeiras tarifárias mês a mês
MêsBandeira tarifáriaCobrança adicional
JaneiroVerde-
FevereiroVerde-
MarçoVerde-
AbrilVerde-
MaioAmarelaR$ 0,01 por kwh
JunhoVermelha 2R$ 0,05 por kwh
JulhoVermelha 2R$ 0,05 por kwh
AgostoVermelha 2R$ 0,05 por kwh
SetembroVermelha 2R$ 0,05 por kwh
OutubroVermelha 2R$ 0,05 por kwh
NovembroAmarelaR$ 0,01 por kwh
DezembroVerde-
Nos Transportes (4,19%), que detêm cerca de 18,5% do IPCA, os destaques foram: passagem aérea(16,92%), gasolina (7,24%) e ônibus urbano (6,32%).
Após apresentar variação negativa (-1,87%) no ano de 2017, impulsionado pela safra recorde, o grupo Alimentação e bebidas encerra 2018 com uma taxa acumulada de 4,04%. Esse grupo responde por cerca de 1/4 das despesas das famílias e foi o principal impacto no ano com 0,99 p.p. A safra de 2018 ficou cerca de 5% abaixo da do ano anterior, sendo a segunda melhor da série histórica.
Vale lembrar que, no final de maio de 2018, a paralisação dos caminhoneiros provocou um desabastecimento, o que impactou os preços de diversos produtos, levando o grupo a apresentar variação de 2,03% em junho, a segunda maior para um mês de junho desde a implantação do Plano Real.
Os preços dos alimentos para consumo em casa, cujo peso é 15,7%, subiram 4,53%, enquanto a alimentação consumida fora de casa, que pesa 8,8% no índice, apresentou variação de 3,17%, conforme pode ser observado na tabela a seguir:
IPCA - Alimentação - Variação mensal
MêsVariação mensal (%)
Alimentação e bebidasAlimentação em casaAlimentação fora 
Janeiro0,741,120,06
Fevereiro-0,33-0,610,18
Março0,07-0,180,52
Abril0,090,27-0,22
Maio0,320,360,26
Junho2,033,090,17
Julho-0,12-0,590,72
Agosto-0,34-0,720,32
Setembro0,100,000,29
Outubro0,590,910,02
Novembro0,390,340,49
Dezembro0,440,500,33
Acumulado4,044,533,17
Regionalmente, as áreas pesquisadas apresentaram taxas variando do 1,23% de São Luís até os 6,11% da região metropolitana de Porto Alegre, área que lidera o ranking, também, na alimentação em casa, conforme mostra a tabela a seguir:
IPCA - Alimentação - Variação no ano por região
RegiãoVariação acumulada ano (%)
Alimentação e bebidasAlimentação em casaAlimentação fora
Porto Alegre6,118,211,93
Vitória4,955,723,55
Salvador4,824,216,14
Curitiba4,494,734,10
São Paulo4,435,433,01
Rio Branco4,434,843,70
Brasília4,185,212,90
Belo Horizonte3,794,582,19
Goiânia3,714,422,41
Campo Grande3,393,423,33
Rio de Janeiro3,382,454,64
Recife3,174,111,00
Fortaleza2,832,613,46
Aracaju2,042,301,40
Belém1,641,731,33
São Luís1,232,18-1,47
Brasil4,044,533,17
As maiores altas registradas no grupo dos Alimentos em 2018 foram as seguintes:
IPCA - Alimentação - Principais altas em 2018
Item20172018
Variação (%)Variação (%)Impacto (p.p.)
Tomate-4,2371,760,13
Frutas-16,5214,100,13
Refeição fora3,912,380,12
Lanche fora3,814,350,09
Leite longa vida-8,448,430,07
Pão francês1,246,460,07
Carnes-2,502,250,06
Batata-inglesa-3,9123,760,04
Cebola-0,7236,710,04
Arroz-10,865,310,03
Macarrão-2,9010,530,03
Cerveja fora4,353,710,03
Hortaliças0,8810,790,02
Frango em pedaços-5,136,440,02
Queijo-2,614,170,02
Refrigerante2,972,660,02
Frango inteiro-8,674,080,02
Refrigerante fora2,004,700,02
Farinha de trigo-11,5318,100,01
Iogurte0,375,560,01
Doces4,674,270,01
Pescado2,672,940,01
Leite em pó-9,564,100,01
Feijão-carioca-46,064,550,01
Cafezinho2,568,640,01
Margarina3,023,970,01
Cenoura18,2412,590,01
Enlatados2,983,430,01
Já as principais quedas nesse grupo foram:
IPCA - Alimentação - Principais quedas em 2018
Item20172018
Variação (%)Variação (%)Impacto (p.p.)
Café moído6,59-8,22-0,03
Farinha de mandioca-3,93-13,26-0,02
Açúcar cristal-22,32-6,36-0,02
Alho-22,50-10,81-0,01
Ovos2,94-4,03-0,01
Açúcar refinado-18,21-5,93-0,01
Feijão-fradinho-32,42-16,73-0,01
Sorvete-4,45-4,07-0,01
Saúde e cuidados pessoais fechou o ano com variação de 3,95%. Neste grupo, a pressão veio das mensalidades dos planos de saúde, que ficaram em 11,17%, maior impacto individual no índice anual.
Além dos grupos anteriores, contribuíram de forma positiva no índice do ano: Artigos de residência(3,74%), onde sobressaem os eletrodomésticos (6,28%); Despesas pessoais (2,98%), com destaque para o item empregado doméstico (3,84%) e Vestuário (0,61%), com variação de 1,28% na roupa feminina. Apenas o grupo Comunicação (-0,09%) apresentou taxa negativa, destacando-se o telefone fixo (-1,28%).
Entre os índices regionais, Porto Alegre (4,62%) teve a maior variação, onde destacaram-se as altas nas frutas (46,15%) e na energia elétrica (17,58%). Apesar de Aracaju (2,64%) e São Luís (2,65%) terem apresentado variações menores que a de Recife (2,84%), esta computa integralmente os 12 meses do ano, haja vista que as duas outras, juntamente com Rio Branco (3,44%), foram incorporadas nos índices de preços a partir de maio de 2018. Assim, no índice de Recife (2,84%), as quedas da farinha de mandioca (-23,83%) e do item higiene pessoal (-2,08%) ajudaram a conter a taxa. Os índices acumulados, por região pesquisada, são apresentados na tabela a seguir:
IPCA - Variação anual por região
RegiãoPeso Regional (%)Variação anual (%)
20172018
Porto Alegre8,402,524,62
Rio de Janeiro12,063,034,30
Vitória1,782,554,19
Salvador6,122,144,04
Belo Horizonte10,862,034,00
São Paulo30,673,633,68
Rio Branco*0,42-3,44
Curitiba7,793,423,38
Goiânia3,593,763,14
Brasília2,803,763,06
Belém4,231,143,00
Campo Grande1,512,112,98
Fortaleza2,912,272,90
Recife4,203,312,84
São Luís*1,87-2,65
Aracaju*0,79-2,64
Brasil100,002,953,75
INPC varia 0,14% em dezembro e fecha 2018 em 3,43%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC apresentou variação de 0,14% em dezembro, acima dos -0,25% de novembro. Ao lado de dezembro de 2016, é a menor variação para o mês desde o início do Plano Real. O índice fechou 2018 acumulado em 3,43%, acima dos 2,07% de 2017. Em dezembro de 2017, o INPC tinha registrado 0,26%.
Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,45% em dezembro, mesmo resultado registrado no mês anterior. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,01%, acima da taxa de -0,55% de novembro.
Quanto aos índices regionais, o mais elevado foi o de Aracaju (0,83%), reflexo do reajuste de 14,00% na tarifa dos ônibus urbanos (9,43%), em vigor desde 09 de dezembro e do item higiene pessoal (3,90%). Já o índice mais baixo foi na região metropolitana de Curitiba (-0,32%) em função das quedas de 6,40% na gasolina e de 2,80% na energia elétrica. A seguir, tabela com os resultados mensais por região pesquisada:
INPC - Variação por regiões - mensal e acumulada no ano
RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação Acumulada (%)
NovembroDezembroAno
Aracaju1,29-0,360,832,32
Salvador8,75-0,210,633,70
Rio Branco0,59-0,160,563,73
Belém6,44-0,030,442,59
São Luís3,11-0,080,342,37
Recife5,88-0,080,282,30
Porto Alegre7,38-0,540,204,56
Fortaleza5,420,060,142,69
Rio de Janeiro9,51-0,260,134,17
Campo Grande1,64-0,430,102,57
Brasília1,88-0,580,042,24
Belo Horizonte10,60-0,100,033,63
São Paulo24,24-0,430,013,54
Goiânia4,150,34-0,102,88
Vitória1,83-0,41-0,273,96
Curitiba7,29-0,34-0,323,33
Brasil100,00-0,250,143,43
No fechamento de 2018, o índice acumulou 3,43%, acima dos 2,07% de 2017 em 1,36 p.p. Os alimentos tiveram variação de 3,82% enquanto os não alimentícios variaram 3,25%. Em 2017, os alimentos haviam apresentado queda de 2,70% e, os não alimentícios, alta de 4,25%. A tabela a seguir apresenta os resultados por grupo de produtos e serviços.
INPC - Variação acumulada e impacto por grupos - 2018 e 2017
GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
2017201820172018
Índice Geral2,073,432,073,43
Alimentação e Bebidas-2,703,82-0,851,15
Habitação6,354,481,110,82
Artigos de Residência-1,843,36-0,090,16
Vestuário2,730,640,190,05
Transportes4,644,500,720,71
Saúde e Cuidados Pessoais4,761,970,470,19
Despesas Pessoais3,692,540,270,19
Educação7,015,340,210,17
Comunicação1,22-0,400,04-0,01
Quanto aos índices regionais, o maior foi da região metropolitana de Porto Alegre (4,56%), tendo em vista a alta de 44,66% nas frutas e de 17,47% na energia elétrica. Já o índice mais baixo foi o de Brasília (2,24%), onde as quedas da cerveja (-10,73%) e do item higiene pessoal (-7,60%) ajudaram a conter a taxa. Os índices, por região pesquisada, são apresentados na tabela a seguir.
INPC - Variação anual por região
RegiãoPeso Regional (%)Variação anual (%)
20172018
Porto Alegre7,382,004,56
Rio de Janeiro9,511,264,17
Vitória1,831,853,96
Rio Branco0,59-3,73
Salvador8,751,843,70
Belo Horizonte10,601,133,63
São Paulo24,242,683,54
Curitiba7,293,243,33
Goiânia4,153,142,88
Fortaleza5,421,912,69
Belém6,440,742,59
Campo Grande1,640,852,57
São Luís3,11-2,37
Aracaju1,29-2,32
Recife5,882,622,30
Brasília1,883,092,24
Brasil100,002,073,43
O INPC é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de novembro a 28 de dezembro de 2018 (referência) com os preços vigentes no período de 27 de outubro a 28 de novembro de 2018 (base).
Com informações da Agência IBGE de Notícias.

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Morreu na noite desta sexta-feira (29) aos 91 anos, o cantor e compositor cearense Evaldo Gouveia (foto Zé Rosa). Ele estava internado há uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Camilo-Cura D'ars. Evaldo Gouveia deixa um legado musical dos mais primorosos. A morte de Evaldo Gouveia foi comunicada pelo jornalista da Rádio Universitária FM, Nelson Augusto: - Acabei de receber um telefonema dos mais tristes da minha vida. Através de Liduina Lessa soube da partida de nosso grande cantor, compositor e músico cearense Evaldo Gouveia. Uma parada cardíaca o levou. Vai o menestrel, mas fica a sua obra, uma das mais profícuas do cancioneiro do Brasil. Meus sinceros sentimentos para a família, amigos e admiradores do Trovador Sentimental Demais". Governador Camilo Santana - "O Brasil perdeu hoje um de seus grandes artistas. O cantor e compositor cearense Evaldo Gouveia. Autor de clássicos como 'Sentimental Demais', 'Brigas',...

Comunica 085-Edição 233

  Informativo Diário da Prefeitura de Fortaleza Edição nº 233 01 de maio de 2026 FORtaleCE: Prefeitura e Governo do Ceará lançam nova etapa do programa O Trabalho Tá na Pista com meta de recuperar 250 km de vias Este é o maior programa de pavimentação da história de Fortaleza em extensão e em volume de investimentos Mostra Fortaleza Compartilhada: Prefeitura reúne iniciativas de gestão compartilhada desenvolvidas nas 12 Regionais   Proteção animal VetMóvel chega aos bairros José Walter e Vila Velha, com atendimento veterinário gratuito Cultura Vila das Artes abre 75 vagas para cursos e programas de Artes Visuais e Teatro no mês de junho PAÇO MUNICIPAL Rua São José, 01 - Centro Fortaleza-CE - CEP: 60060-170

Como o brasileiro se desloca para o trabalho

O Censo Demográfico 2022 mostra que 88,4% da população ocupada no Brasil exerce seu trabalho no mesmo município onde reside. Nesse grupo, 71,4% trabalham fora de casa e 16,9% o fazem dentro da própria casa. O meio de transporte mais utilizado no deslocamento para o trabalho é o automóvel (32,3%), seguido por ônibus (21,4%), a pé (17,8%) e por motocicleta (16,4%). Esses quatro meios de transporte, juntos, representam 87,9% do deslocamento para trabalho no país. É baixo o percentual de pessoas que se deslocam em meios de transporte de alta capacidade como o trem ou o metrô (1,6%), uma proporção próxima de van, perua e assemelhados (1,4%). O uso de BRT ou ônibus de trânsito rápido representa somente 0,3% dos deslocamentos para trabalho no Brasil, proporção próxima ao de caminhonete ou caminhão adaptado (0,4%). A maioria da população de cor ou raça branca (42,9%) usa principalmente o automóvel para ir ao trabalho. Deslocamentos por ônibus (17,6%), a pé (15,7%) e por motocicleta (13,6%) tam...

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Morre professor Campelo Costa

Informa o professor Evaldo Lima: - Moção de Pesar - Antônio Carlos Campelo Costa - Lamento profundamente o falecimento do arquiteto e urbanista Campelo Costa, talento e nome fundamental nas artes visuais e nas soluções arquitetônicas do País. Nosso último encontro foi na abertura da Exposição 'Traços de um Percurso Artístico', em comemoração aos 50 anos da sua primeira Mostra Individual realizada em 1968. Para além da Mestre respeitado, Campelo era um amigo querido. Potência, alegria, boêmia, amizade, talento e rebeldia. Minha solidariedade aos familiares, alunos e amigos. Meu abraço especial ao professor Campelo Júnior e sua linhagem, orgulhos do Campelão, Mariana, Fred, Álgea, Anderson. Que tempo triste em que nos despedimos de quem a gente respeita e quer bem. Obrigado, Mestre Campelo! CAU - O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU) informa com pesar o falecimento nesta terça-feira (3 de maio de 2022), aos 83 anos, em Fortaleza, do arquiteto e urbanista Antônio...

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