Aberta oficialmente a XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará (foto Felipe Abud). O Blog do Lauriberto esteve no primeiro dia da Bienal no Centro de Eventos do Ceará.
O Blog fez a feira e constatou preços interessantes nos livros das Editoras Uece, Unicamp, USP, UFC e Câmara Federal. Visitou os estandes da Unifor, Senac, Café Santa Clara, Secult, Secretaria de Educação de Fortaleza, Grupo O Povo, Sistema Verdes Mares, Leitura, Saraiva, Vozes, Paulinas e Cagece. Sao mais de 100 expositores numa expectativa de meio milhão de pessoas em dez dias de Bienal.
A cerimônia, realizada no salão Terreiro em Sonho, no térreo do Centro de Eventos do Ceará, reuniu cerca de 450 pessoas, entre visitantes, escritores, artistas e outros participantes da Bienal. Todas as falas tiveram tradução em Libras - Língua Brasileira de Sinais.
Em sua fala, a coordenadora geral do evento, Goreth Albuquerque, citou o conceito de educação do sensível - relacionado à capacidade de ficcionar, de sonhar, contra um estado de anestesia - como um aspecto inerente à Bienal. "Que essa Bienal seja um exercício do encontro para despertar sensível em nós", resumiu.
Na sequência, a curadora da XIII Bienal Ana Miranda elogiou: "É a Bienal mais linda ,mais carinhosa, que traz o espírito de um povo que tem meiguice, resistência, sensibilidade", falou. Fabiano Piúba saudou todas as autoridades presentes, pouco antes de ler um trecho de "A Casa", da escritora cearense Natércia Campos.
Em discurso contundente, Fabiano Piúba seguiu sua fala abordando aspectos fundamentais da Bienal Internacional do Livro do Ceará, entre eles a diversidade. Nesse momento, citou o documentário cearense "Transversais, sobre a vida e os sonhos de pessoas transgêneros no Ceará, recentemente alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, ao vetar que os projetos fossem aprovados para captação de verbas.
Piúba reforçou o "tom crítico, reflexivo e inventivo" da Bienal, um evento "tecido a muitas mãos" citando, na sequência, todos os coordenadores dos eixos da programação. "A leitura é um exercício pleno da democracia, é prática da liberdade, e precisamos defendê-la", declarou, incisivo.
Élcio Batista destacou que a Bienal não é apenas uma ação relacionada ao mercado, mas "um conjunto de histórias, de trajetórias e pessoas", logo após mencionar nomes de representantes, gestores e profissionais ligados à organização da Bienal.
"Somos um povo que celebra o conhecimento, mesmo em um momento de retrocesso. Estamos praticamente retornando ao medievo, com crenças que desacreditam todo o valor da Ciência", lamentou, antes de voltar a destacar o Ceará na produção de Conhecimento, Arte e Ciência.
Assim como acontecerá em muitas atividades da Bienal, a solenidade começou com a leitura de trechos de livros e poemas, uma maneira de evidenciar os grandes protagonistas desta edição: o livro e a leitura. Na sequência, foram projetados vídeos institucionais com depoimentos de diversos convidados e profissionais envolvidos no evento - gestores, curadores, coordenadores e autores.
Antes da solenidade, às 19h30, o público pôde acompanhar um cortejo de músicos e poetas. Repentistas, cordelistas, bonequeiros e outros artistas levaram o som de tambores, pífanos e violas aos corredores da Bienal, partindo do Foyer, na Praça do Cordel, atravessando o pavilhão da Feira de Livros até o salão Terreiro dos Sonhos. Crianças e adultos acompanharam o trajeto com animação.
“Já virou tradição. A Praça do Cordel vem dizer a que veio, vem convidando as pessoas a ingressarem nesse cortejo, e é fabuloso. Espero que se repitam nas próximas edições”, afirmou Stélio Torquato, professor e cordelista que durante o evento vai expor mais de 150 títulos de cordéis.
Após a cerimônia, o espaço Terreiro em Sonho recebeu uma das grande atrações musicais da Bienal, o show com a Orquestra de Barro Uirapuru, a Tapera das Artes e a cantora, compositora e pesquisadora da cultura indígena brasileira, Marlui Miranda.
Referência nacional, Marlui Miranda tem uma vasta discografia interpretada em diferentes línguas indígenas. Um de seus trabalhos mais importantes é “Paiter Merewá” (1984), composto por canções de índios Suruí. No palco, ela juntou-se à Orquestra, ao grupo Luthieria Catavento e ao coral Tapera Encantada - esses dois últimos grupos daTapera das Artes - em uma apresentação delicada e potente ao mesmo tempo.
Instrumentos de sopro, corda e percussão - alguns em versões menos conhecidas, que despertavam a curiosidade - alinhavam-se em belos arranjos, intimamente inspirados em sonoridades da natureza e de culturas indígenas brasileiras. Na segunda metade da apresentação, Marlui assumiu os vocais, em língua indígena, apoiada pelas crianças integrantes do coral.
Apesar do destaque da programação noturna, nesta sexta-feira (16) a movimentação na Bienal começou mais cedo, no período da tarde, quando iniciou a Feira de Livros, espaço fundamental do evento. Na XIII edição, ela recebe em torno de 400 editoras e 90 mil títulos, que estão disponíveis para compra durante os dez dias da programação, que segue até domingo (25) com entrada gratuita para todas as atividades.
Sobre a Bienal - A XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará é apresentada pelo Ministério da Cidadania e pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. Realizada pelo Instituto Dragão do Mar, Governo do Estado do Ceará, por meio da Secult, e Governo Federal, a Bienal do Livro conta com os patrocínios de Bradesco, Cagece, Grendene e Cegás, e com os apoios do Blog do Lauriberto, Fecomércio-Ceará, Sebrae, Universidade de Fortaleza (Unifor), TV Ceará, Sistema Verdes Mares, Grupo O Povo, Café Santa Clara, RPS Eventos, Câmara Cearense do Livro, Sindilivros-CE, Câmara Brasileira do Livro (CBL), Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Associação Nacional de Livrarias (ANL), Prefeitura de Fortaleza e das Secretarias de Educação (Seduc), Turismo (Setur), Cidades (SCidades) e Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece).
Serviço
XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará
De 16 a 25 de agosto, de 10 às 22 horas.
Centro de Eventos do Ceará.
Com a presença do secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Ceará, Élcio Batista; do secretário de Cultura do Estado, Fabiano Piúba; da secretária executiva da Cultura do Ceará, Luisa Cela; da secretária executiva de Planejamento e Gestão Interna da Cultura do Ceará, Suzete Nunes; além de outros gestores das esferas municipal e estadual, representantes de entidades relacionadas ao livro, à leitura e à cultura, de instituições educacionais, secretários, patrocinadores e outros convidados, a abertura da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará marcou o início da programação do evento e deu as boas vindas ao público.
A cerimônia, realizada no salão Terreiro em Sonho, no térreo do Centro de Eventos do Ceará, reuniu cerca de 450 pessoas, entre visitantes, escritores, artistas e outros participantes da Bienal. Todas as falas tiveram tradução em Libras - Língua Brasileira de Sinais.
Em sua fala, a coordenadora geral do evento, Goreth Albuquerque, citou o conceito de educação do sensível - relacionado à capacidade de ficcionar, de sonhar, contra um estado de anestesia - como um aspecto inerente à Bienal. "Que essa Bienal seja um exercício do encontro para despertar sensível em nós", resumiu.
Na sequência, a curadora da XIII Bienal Ana Miranda elogiou: "É a Bienal mais linda ,mais carinhosa, que traz o espírito de um povo que tem meiguice, resistência, sensibilidade", falou. Fabiano Piúba saudou todas as autoridades presentes, pouco antes de ler um trecho de "A Casa", da escritora cearense Natércia Campos.
Em discurso contundente, Fabiano Piúba seguiu sua fala abordando aspectos fundamentais da Bienal Internacional do Livro do Ceará, entre eles a diversidade. Nesse momento, citou o documentário cearense "Transversais, sobre a vida e os sonhos de pessoas transgêneros no Ceará, recentemente alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, ao vetar que os projetos fossem aprovados para captação de verbas.
Piúba reforçou o "tom crítico, reflexivo e inventivo" da Bienal, um evento "tecido a muitas mãos" citando, na sequência, todos os coordenadores dos eixos da programação. "A leitura é um exercício pleno da democracia, é prática da liberdade, e precisamos defendê-la", declarou, incisivo.
Élcio Batista destacou que a Bienal não é apenas uma ação relacionada ao mercado, mas "um conjunto de histórias, de trajetórias e pessoas", logo após mencionar nomes de representantes, gestores e profissionais ligados à organização da Bienal.
"Somos um povo que celebra o conhecimento, mesmo em um momento de retrocesso. Estamos praticamente retornando ao medievo, com crenças que desacreditam todo o valor da Ciência", lamentou, antes de voltar a destacar o Ceará na produção de Conhecimento, Arte e Ciência.
Assim como acontecerá em muitas atividades da Bienal, a solenidade começou com a leitura de trechos de livros e poemas, uma maneira de evidenciar os grandes protagonistas desta edição: o livro e a leitura. Na sequência, foram projetados vídeos institucionais com depoimentos de diversos convidados e profissionais envolvidos no evento - gestores, curadores, coordenadores e autores.
Antes da solenidade, às 19h30, o público pôde acompanhar um cortejo de músicos e poetas. Repentistas, cordelistas, bonequeiros e outros artistas levaram o som de tambores, pífanos e violas aos corredores da Bienal, partindo do Foyer, na Praça do Cordel, atravessando o pavilhão da Feira de Livros até o salão Terreiro dos Sonhos. Crianças e adultos acompanharam o trajeto com animação.
“Já virou tradição. A Praça do Cordel vem dizer a que veio, vem convidando as pessoas a ingressarem nesse cortejo, e é fabuloso. Espero que se repitam nas próximas edições”, afirmou Stélio Torquato, professor e cordelista que durante o evento vai expor mais de 150 títulos de cordéis.
Após a cerimônia, o espaço Terreiro em Sonho recebeu uma das grande atrações musicais da Bienal, o show com a Orquestra de Barro Uirapuru, a Tapera das Artes e a cantora, compositora e pesquisadora da cultura indígena brasileira, Marlui Miranda.
Referência nacional, Marlui Miranda tem uma vasta discografia interpretada em diferentes línguas indígenas. Um de seus trabalhos mais importantes é “Paiter Merewá” (1984), composto por canções de índios Suruí. No palco, ela juntou-se à Orquestra, ao grupo Luthieria Catavento e ao coral Tapera Encantada - esses dois últimos grupos daTapera das Artes - em uma apresentação delicada e potente ao mesmo tempo.
Instrumentos de sopro, corda e percussão - alguns em versões menos conhecidas, que despertavam a curiosidade - alinhavam-se em belos arranjos, intimamente inspirados em sonoridades da natureza e de culturas indígenas brasileiras. Na segunda metade da apresentação, Marlui assumiu os vocais, em língua indígena, apoiada pelas crianças integrantes do coral.
Apesar do destaque da programação noturna, nesta sexta-feira (16) a movimentação na Bienal começou mais cedo, no período da tarde, quando iniciou a Feira de Livros, espaço fundamental do evento. Na XIII edição, ela recebe em torno de 400 editoras e 90 mil títulos, que estão disponíveis para compra durante os dez dias da programação, que segue até domingo (25) com entrada gratuita para todas as atividades.
Sobre a Bienal - A XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará é apresentada pelo Ministério da Cidadania e pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. Realizada pelo Instituto Dragão do Mar, Governo do Estado do Ceará, por meio da Secult, e Governo Federal, a Bienal do Livro conta com os patrocínios de Bradesco, Cagece, Grendene e Cegás, e com os apoios do Blog do Lauriberto, Fecomércio-Ceará, Sebrae, Universidade de Fortaleza (Unifor), TV Ceará, Sistema Verdes Mares, Grupo O Povo, Café Santa Clara, RPS Eventos, Câmara Cearense do Livro, Sindilivros-CE, Câmara Brasileira do Livro (CBL), Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Associação Nacional de Livrarias (ANL), Prefeitura de Fortaleza e das Secretarias de Educação (Seduc), Turismo (Setur), Cidades (SCidades) e Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece).
Serviço
XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará
De 16 a 25 de agosto, de 10 às 22 horas.
Centro de Eventos do Ceará.
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