Contam os historiadores que em 1863 a elite econômica cearense pressionou a criação de um documento oficial que afirmava não existirem indígenas no Ceará. A mentira foi sendo desconstruída pela luta deste povo em busca do seu reconhecimento. É aí que entra a homenageada na XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará.
Maria Amélia Leite (foto Felipe Abud), com seus 88 anos de vida e mais de meio século de trabalho missionário em nome dos povos indígenas no Ceará, veio ao salão Terreiro em Sonho, no andar térreo do Centro de Eventos, receber a mais do que justa homenagem da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. No espaço, que uniu brancos e indígenas de diversas etnias, não faltaram elogios à indigenista cearense e às lutas que contribuiu em nome das demarcações de terras no Ceará e no Sergipe, pela educação e garantia dos direitos constitucionais desses povos, em especial a atuação na Associação Missão Tremembé.
“Tudo que eu sei aprendi com os índios” é uma famosa frase que Maria Amélia gosta de repetir e que João Alfredo, durante a homenagem, fez questão de destacar. Ele apresentou seus cumprimentos e elogios à indigenista ao lado de Luzirenne Henrique Felix, dos Tremembés, cada um contando histórias e afetos com Maria Amélia.
João Alfredo ainda falou do livro que deve ser lançado em breve com as memórias da estudiosa dos indígenas e, diante da atual conjuntura política no Brasil e das dificuldades que passam os povos originários no País, declarou: “a Bienal é um ato de resistência. A homenagem a Maria Amélia é um ato de resistência. Se nós estamos aqui é porque não perdemos a esperança”.
Fabiano Piúba, secretário da Cultura do Governo do Estado do Ceará, também deu um tom político à sua fala, mas sem perder a afetividade. Começou declarando-se à Maria Amélia: “todos nós que aqui estamos é porque te amamos. Estamos aqui para, mais do que celebrar, acender a luta pelas terras e reconhecimento dos indígenas”.
Com a homenagem da Secult em mãos e encerrando a atividade, Maria Amélia, com a dificuldade de locomoção dos seus 88 anos, ficou em pé, pediu o microfone e falou, de forma direta, mas emocionante: “é um prazer muito grande estar aqui. Dá um gosto muito grande no coração. Muito obrigada”.
SEXTO DIA - A XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará chegou ao sexto dia quinto dia com uma ampla programação de debates, bate-papos, lançamentos livros, além de atividades voltadas para professores e leitores que acontecem nos 16 eixos temáticos. Toda a programação é gratuita e voltada para o público de todas as idades. A XIII Bienal do Livro segue até domingo (25) no Centro de Eventos do Ceará.
A programação desta quarta-feira (21) coontou com o musical infantil “Emília, a boneca de gente” tendo como elenco crianças da rede pública de ensino de Fortaleza. A apresentação encantour todo o público. Durante a noite, a mesa “Jangurussu, Paris, Canudos” vai discutir a relação dos trabalhos do pintor Descartes Gadelha e da escritora Ângela Gutiérrez. Além destas a programação inclui mais de 100 atividades que acontecem das 9 às 22 horas desta quarta-feira.
As crianças da educação infantil da Escola Municipal de Fortaleza Lenira Jurema de Magalhães mostraram para todos da Bienal que são verdadeiras artistas logo pela manhã. São 20 atrizes com apenas cinco anos e que serão protagonistas do musical “Emília, a boneca de gente”, do autor brasileiro Monteiro Lobato.
Segundo a diretora da escola, Kátia Viana, o musical faz parte de um projeto em que os professores realizam atividades envolvendo todos os personagens de Monteiro Lobato. Além de deixá-las entusiasmadas com o musical, o projeto aproxima as crianças da literatura. “Faz uma grande diferença. Os alunos passam a buscar mais a leitura”, comenta.
À noite, o pintor Descartes Gadelha e a escritora Ângela Gutiérrez estarão juntos acompanhados por Inês Cardoso para um bate-papo sobre três lugares: Jangurussu, Paris e Canudos. Os locais possuem realidades e paisagens distintas, mas estão entrelaçados nos trabalhos dos artistas. “Canudos está na encruzilhada dos interesses dos dois. Tanto de Ângela quanto de Descartes. Pairs é o palco de parte da ação do livro de Ângela e o bairro Jangurussu, de Fortaleza, é fonte para a pintura de Descartes que retrata a realidade que ele viu por lá. A mesa vai tratar um pouco de tudo isso. Desses encontros geográficos que habitam muito nas obras dos dois”, ressalta Inês sobre a mesa que acontecerá às 18h, no Terreiro em Sonho, andar térreo do Centro de Eventos.
Além dos encontros e das apresentações infantis, haverá 13 lançamentos de livros, distribuídos nos seguintes espaços: Natércia Campos, Gramática Paladar, Praça O Quinze, Arena Multicultural Juvenal Galeno e na sala Cante Lá que Eu canto lá.
Confira os destaques da programação desta quarta-feira (21) da XVIII Bienal Internacional do Livro do Ceará.
Mesa: Jangurussu, Paris, Canudos
20h
Terreiro em Sonho - andar térreo
Mesa: A vida é um drama, vivemos na cena
13h30 às 16h
Terreiro em Sonho - andar térreo
Espetáculo música: Cadê Meu Travesseiro
9h às 09h15
Sala A Escola dos Bichos - Mezanino 1 (1º andar)
Espetáculo música: Emília, a boneca da gente
9h40 às 10h
Sala O Desfile das Letras - Mezanino 1 (1º andar)
Bate-papo: Literatura, HQS, Cinema e Jogos
16h
Sala O Inventário do Cotidiano - Mezanino 2 (2º andar)
Mesa: Cordel na educação
15 horas
Praça Cordel
Lançamento: Tour Gastronômico de Fortaleza
19h
Café Literário
Oficina: Ilustração
15 às 16 horas
Pavilhão de Férias (Andar térreo)
Bate-papo: Paulo Freire à Bombordo (Porto Iracema das Artes) a Poética da existência: Paulo Freire e os Condenados da Terra
16h30 às 18h
Salão Paulo Freire - Mezanino 2 (2º andar)
Bate-papo: Acessibilidade e educação
17h às 19h
Sala O Descobrimento do Brasil - Mezanino 1 (1º andar)
Bate-papo: Era uma vez uma mulher que queria falar de coletivos…
17h
Sala O Sal da Terra - Mezanino 2 (2º andar)
Leitura: Leitura Compartilhada: a literatura cearense e os espaços fortalezenses
10h
Sala Lira Cearense - Mezanino 2 (2º andar)
Maria Amélia Leite (foto Felipe Abud), com seus 88 anos de vida e mais de meio século de trabalho missionário em nome dos povos indígenas no Ceará, veio ao salão Terreiro em Sonho, no andar térreo do Centro de Eventos, receber a mais do que justa homenagem da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. No espaço, que uniu brancos e indígenas de diversas etnias, não faltaram elogios à indigenista cearense e às lutas que contribuiu em nome das demarcações de terras no Ceará e no Sergipe, pela educação e garantia dos direitos constitucionais desses povos, em especial a atuação na Associação Missão Tremembé.
“Tudo que eu sei aprendi com os índios” é uma famosa frase que Maria Amélia gosta de repetir e que João Alfredo, durante a homenagem, fez questão de destacar. Ele apresentou seus cumprimentos e elogios à indigenista ao lado de Luzirenne Henrique Felix, dos Tremembés, cada um contando histórias e afetos com Maria Amélia.
João Alfredo ainda falou do livro que deve ser lançado em breve com as memórias da estudiosa dos indígenas e, diante da atual conjuntura política no Brasil e das dificuldades que passam os povos originários no País, declarou: “a Bienal é um ato de resistência. A homenagem a Maria Amélia é um ato de resistência. Se nós estamos aqui é porque não perdemos a esperança”.

Com a homenagem da Secult em mãos e encerrando a atividade, Maria Amélia, com a dificuldade de locomoção dos seus 88 anos, ficou em pé, pediu o microfone e falou, de forma direta, mas emocionante: “é um prazer muito grande estar aqui. Dá um gosto muito grande no coração. Muito obrigada”.
SEXTO DIA - A XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará chegou ao sexto dia quinto dia com uma ampla programação de debates, bate-papos, lançamentos livros, além de atividades voltadas para professores e leitores que acontecem nos 16 eixos temáticos. Toda a programação é gratuita e voltada para o público de todas as idades. A XIII Bienal do Livro segue até domingo (25) no Centro de Eventos do Ceará.
A programação desta quarta-feira (21) coontou com o musical infantil “Emília, a boneca de gente” tendo como elenco crianças da rede pública de ensino de Fortaleza. A apresentação encantour todo o público. Durante a noite, a mesa “Jangurussu, Paris, Canudos” vai discutir a relação dos trabalhos do pintor Descartes Gadelha e da escritora Ângela Gutiérrez. Além destas a programação inclui mais de 100 atividades que acontecem das 9 às 22 horas desta quarta-feira.
As crianças da educação infantil da Escola Municipal de Fortaleza Lenira Jurema de Magalhães mostraram para todos da Bienal que são verdadeiras artistas logo pela manhã. São 20 atrizes com apenas cinco anos e que serão protagonistas do musical “Emília, a boneca de gente”, do autor brasileiro Monteiro Lobato.
Segundo a diretora da escola, Kátia Viana, o musical faz parte de um projeto em que os professores realizam atividades envolvendo todos os personagens de Monteiro Lobato. Além de deixá-las entusiasmadas com o musical, o projeto aproxima as crianças da literatura. “Faz uma grande diferença. Os alunos passam a buscar mais a leitura”, comenta.
À noite, o pintor Descartes Gadelha e a escritora Ângela Gutiérrez estarão juntos acompanhados por Inês Cardoso para um bate-papo sobre três lugares: Jangurussu, Paris e Canudos. Os locais possuem realidades e paisagens distintas, mas estão entrelaçados nos trabalhos dos artistas. “Canudos está na encruzilhada dos interesses dos dois. Tanto de Ângela quanto de Descartes. Pairs é o palco de parte da ação do livro de Ângela e o bairro Jangurussu, de Fortaleza, é fonte para a pintura de Descartes que retrata a realidade que ele viu por lá. A mesa vai tratar um pouco de tudo isso. Desses encontros geográficos que habitam muito nas obras dos dois”, ressalta Inês sobre a mesa que acontecerá às 18h, no Terreiro em Sonho, andar térreo do Centro de Eventos.
Além dos encontros e das apresentações infantis, haverá 13 lançamentos de livros, distribuídos nos seguintes espaços: Natércia Campos, Gramática Paladar, Praça O Quinze, Arena Multicultural Juvenal Galeno e na sala Cante Lá que Eu canto lá.
Confira os destaques da programação desta quarta-feira (21) da XVIII Bienal Internacional do Livro do Ceará.
Mesa: Jangurussu, Paris, Canudos
20h
Terreiro em Sonho - andar térreo
Mesa: A vida é um drama, vivemos na cena
13h30 às 16h
Terreiro em Sonho - andar térreo
Espetáculo música: Cadê Meu Travesseiro
9h às 09h15
Sala A Escola dos Bichos - Mezanino 1 (1º andar)
Espetáculo música: Emília, a boneca da gente
9h40 às 10h
Sala O Desfile das Letras - Mezanino 1 (1º andar)
Bate-papo: Literatura, HQS, Cinema e Jogos
16h
Sala O Inventário do Cotidiano - Mezanino 2 (2º andar)
Mesa: Cordel na educação
15 horas
Praça Cordel
Lançamento: Tour Gastronômico de Fortaleza
19h
Café Literário
Oficina: Ilustração
15 às 16 horas
Pavilhão de Férias (Andar térreo)
Bate-papo: Paulo Freire à Bombordo (Porto Iracema das Artes) a Poética da existência: Paulo Freire e os Condenados da Terra
16h30 às 18h
Salão Paulo Freire - Mezanino 2 (2º andar)
Bate-papo: Acessibilidade e educação
17h às 19h
Sala O Descobrimento do Brasil - Mezanino 1 (1º andar)
Bate-papo: Era uma vez uma mulher que queria falar de coletivos…
17h
Sala O Sal da Terra - Mezanino 2 (2º andar)
Leitura: Leitura Compartilhada: a literatura cearense e os espaços fortalezenses
10h
Sala Lira Cearense - Mezanino 2 (2º andar)
QUINTO DIA - A programação do IX Encontro Sistema Bibliotecas na sala Lira Cearense com o espetáculo Grupo Musical UNISONS (Unilab) com o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano Piúba; coordenadora das Políticas do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ceará, Goreth Albuquerque; Aparecida de Lavor (SEBP/CE); Enide Vida (Biblioteca Pública Espaço Estação/CE); Sigrid Weiss Dutra (FEBAB/SP); Fernando Braga (Conselho Regional de Biblioteconomia (CE); Cássia Barroso Alves (ABC/CE); Alílian Gradela (Jangada Literária/CE); Regina Holanda (CFB/CE) e Fernando Braga (CRB-3).
No eixo Festival de Ilustração do Ceará, o destaque foi o bate-papo sobre “Relação ilustrador e escritor”, com Tino Freitas (DF), na Arena Multicultural Juvenal Galeno, no Pavilhão de Feiras, no Térreo, às 19 horas.
Dentro da programação elaborada pela Secitece, no Mezanino 1, sala Libertação do Ceará, lançado o documentário “Do Ceará para o mundo: a comprovação da Teoria de Einsteins no Luminoso céu de Sobral”, com o bate-papo “O eclipse que comprovou a teoria de Albert Einstein”, com Ildeu Moreira, presidente da SBPC (SP), e mediação de Demerval Carneiro, diretor do planetário Rubens de Azevedo (CE).
Nesta terça-feira (20), os visitantes conferiram 12 lançamentos no espaço da Feira de Livro.
A programação completa da Bienal Internacional do Livro do Ceará pode ser conferida no site: bienaldolivro.cultura.ce.gov.br
No eixo Festival de Ilustração do Ceará, o destaque foi o bate-papo sobre “Relação ilustrador e escritor”, com Tino Freitas (DF), na Arena Multicultural Juvenal Galeno, no Pavilhão de Feiras, no Térreo, às 19 horas.
Dentro da programação elaborada pela Secitece, no Mezanino 1, sala Libertação do Ceará, lançado o documentário “Do Ceará para o mundo: a comprovação da Teoria de Einsteins no Luminoso céu de Sobral”, com o bate-papo “O eclipse que comprovou a teoria de Albert Einstein”, com Ildeu Moreira, presidente da SBPC (SP), e mediação de Demerval Carneiro, diretor do planetário Rubens de Azevedo (CE).
Nesta terça-feira (20), os visitantes conferiram 12 lançamentos no espaço da Feira de Livro.
A programação completa da Bienal Internacional do Livro do Ceará pode ser conferida no site: bienaldolivro.cultura.ce.gov.br

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