Está no Face do jornalista Ronaldo Salgado:
Há exatos 38 anos, o Diário do Nordeste lançava, sob a 'batuta' do genial Dedé de Castro, o Jornal dos Bairros. "Sem preconceito / ou mania de passado / sem querer ficar do lado / de quem não quer navegar ", com esse lema de um samba de Paulinho da Viola, Dedé regeu uma equipe que, paradoxalmente, fazia uma espécie de jornalismo comunitário e popular num jornal capitalista, de um dos maiores grupos financeiros do Brasil, o Grupo Edson Queiroz. Aliás, foi o próprio empresário que bancou, avalizou e sedimentou a contratação do jornalista comunista Dedé de Castro, brigando contra os argumentos lançados por assessores, os quais enxergavam no Dedé, que esteve várias vezes em linha de frente contra a ditatura de 1964/1985, inclusive com uma coluna no jornal de esquerda O Mutirão ´intitulada "Cacete do Dedé", um jornalista comunista perigoso
P.S. Foram muitos os colegas que participaram dessa experiência maravilhosa de jornalismo, entre repórteres, repórteres fotográficos, diagramadores, editores, motoristas, laboratoristas de fotografia, revisores, paginadores...
"JORNAL DOS BAIRROS, DEDÉ DE CASTRO & EQUIPE: 14 DE ABRIL DE 1982.
Há exatos 38 anos, o Diário do Nordeste lançava, sob a 'batuta' do genial Dedé de Castro, o Jornal dos Bairros. "Sem preconceito / ou mania de passado / sem querer ficar do lado / de quem não quer navegar ", com esse lema de um samba de Paulinho da Viola, Dedé regeu uma equipe que, paradoxalmente, fazia uma espécie de jornalismo comunitário e popular num jornal capitalista, de um dos maiores grupos financeiros do Brasil, o Grupo Edson Queiroz. Aliás, foi o próprio empresário que bancou, avalizou e sedimentou a contratação do jornalista comunista Dedé de Castro, brigando contra os argumentos lançados por assessores, os quais enxergavam no Dedé, que esteve várias vezes em linha de frente contra a ditatura de 1964/1985, inclusive com uma coluna no jornal de esquerda O Mutirão ´intitulada "Cacete do Dedé", um jornalista comunista perigoso
Edson Queiroz rebatia: "Mas competente".
O lançamento se deu com vários eventos realizados em vários bairros de Fortaleza, sempre com muita festa e participação popular, justamente para não só divulgar o Jornal dos Bairros, mas para sedimentá-lo como um veículo voltado para os interesses das comunidades da cidade. Durante vários anos, equipes de reportagem rasgavam bairros inteiros da Capital para mostrar um diagnóstico da vida em comunidade sob os mais diversos ângulos.
Inclusive, Dedé de Castro tinha uma coluna fixa diária (depois semanal) denominada "Contravapor", crônicas mundanas, do cotidiano, citadinas, uma mescla de jornalismo e literatura.
O jornalista Narcélio Limaverde, que tinha um programa na Rádio Verdes Mares levado ao ar diariamente, mas aos sábados diretamente de um bairro da Capital, também publicava uma coluna no Jornal dos Bairros, abordando "causos" da Fortaleza de outrora. O Jornal dos Bairros circulou até o início dos anos 1990, Fez parte da História de Fortaleza e da História do Jornalismo Cearense. Tim-tim, Dedé de Castro!
P.S. Foram muitos os colegas que participaram dessa experiência maravilhosa de jornalismo, entre repórteres, repórteres fotográficos, diagramadores, editores, motoristas, laboratoristas de fotografia, revisores, paginadores...
Não os citei nominalmente para não cometer a indelicadeza de omitir qualquer nome por algum lapso de memória. Entanto, deixo o registro em homenagem a todos e todas que participaram do Jornal dos Bairros, o nosso querido JB".
Participei dos Jornal dos Bairros, assim como vários jornalistas. Foi uma escola dentro do Diário do Nordeste. Citou alguns que participaram dessa missão:
Carmen Pompeu.
Erilene Firmino.
Paulo Afonso.
Nilton Almeida.
Gilson Barbosa.
Dedé de Castro.
Narcélio Limaverde.
Luiz William.
Wilame Moura.
Cid Barbosa.
Miguel Portela.
Kiko Silva.
Stênio Saraiva.
Fenelon Rocha.
Fenelon Rocha.

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