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Morre Zé Calixto

Morre aos 87 anos, no Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (13), Dia do Forró, o sanfoneiro paraibano Zé Calixto, que sofria de Mal de Alzeimer.  O Velório de Zé Calixto será partir das 11 horas da manhã desta segunda (14), na Capela Nossa Senhora da Apresentação-Sala A, no Cemitério de Irajá no Rio de Janeiro (RJ), onde ocorre o sepultamento.

A informação foi confirmada pelo coordenador do Fórum Nacional do Forró de Raiz em Campina Grande (PB), Frank Amaral, que lamentou a perda do músico. 



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Conhecido como o Rei dos Oito Baixos, Zé Calixto dedicou toda sua vida à Sanfona, desenvolvendo, especialmente, o gosto pela execução do forró junino. 

Em 1960, gravou uma série de quatro discos ao acordeom pela gravadora Sinter com os forrós “Forró de Seu Dideu”, “Forró em Serra Branca”, “Forró em Campina Grande” e “Bodocongó”; a polca “Polquinha brejeira”; o frevo “Oito baixos no frevo”; o xote “Xote em fá” e o choro “Bossa-nova em oito baixos”, todas de sua autoria.

Com sua Sanfona de oito baixos, chamou tanto a atenção dos produtores cariocas, que logo foi contratado pela Phillips, passando a gravar um LP por ano.

Em 1961 lançou os forrós “Arrodeando a fogueira”, de sua autoria e “Apertadinho”, de Ari Monteiro e Airão Reis. Em 1963, gravou, também na Philips, dois forrós: “A pisada é essa”, com Jackson do Pandeiro e “Tempo de milho verde”, com Aquilino Quintanilha.

Participou da coletânea “O fino da roça”, lançada pela gravadora Philips, em 1969, da qual participaram ainda, Jackson do Pandeiro, Zé Catraca, Messias Holanda, Zé Messias, Adélia Ramos e Elino Julião, liderados por Genival Lacerda, que substituiu Jackson do Pandeiro na excursão homônima, percorrendo todo o Nordeste, tocando com sucesso em clubes e praças, por ocasião dos festejos juninos.

Terminado o contrato com a Philips, Calixto foi recebido por quatro outras gravadoras, passando pela CBS, Tapecá, Continental e Odeon-EMI, lançando ao todo 26 discos solo.

Em 1972, teve as músicas “Forró do Nino”, parceria com New Carlos e “Forró do mestre-sala”, com Manoel Serafim gravadas no LP “Forró na palhoça” da CBS com interpretações suas.

O LP lançado pela CBS, em 1973, trazia como destaques “Forró do Nino”, de Bastinho Calixto e New Carlos e “Forró do mestre-sala”, de sua autoria com Manoel Serafim.

Em 1974, teve os forrós “No cantinho da parede” e “Só pra perturbar”, parceria com Bastinho Calixto, gravados por Bastinho Calixto pela EMI.

Depois trabalhando com gravadoras independentes, foi definido por Sivuca, seu companheiro de Forró, que o conhecia há a 40 anos, como “um cavalheiro rústico, um artesão no fole de oito baixos, já que ele mesmo afina sua sanfona”. Como artesão, Zé Calixto não se limitava a seu instrumento, afinando, também, a sanfona e outros músicos.

Considerado também como ídolo de vários grupos da nova geração do forró, influenciando bandas como o Trio Forrozão e tendo participação no primeiro disco do grupo Mestre Ambrósio, Zé Calixto sempre fazia questão de retornar à sua terra natal, Campina Grande, anualmente, para se apresentar no período das festas de São João, geralmente acompanhado de amigos, como Genival Lacerda e Borguetinho.

Em 2015, foi homenageado por Antônio Costa com o lançamento do álbum “Antônio Costa e Zé Calixto”, que teve a intenção de fazer um resgate da contribuição da sanfona de 8 baixos. O CD trouxe seis faixas de sua autoria: “Oito Baixos no Frevo”, “Forró em Campina Grande”, “Bodocongó”, “Pisa de Mansinho”, “Forró em Serra Branca”, e “Forró de seu Dideu”. Em 2017, realizou participação especial no disco “Sergival – 30 anos”, produzido pela Laser Disc, ao lado de Zé Calixto, Rildo Hora, Leo Gandelman e Silvério Pontes.

Em 2018, com coordenação de seu filho, foi iniciada a produção de um DVD com sua História e Música.
  1. Com informações biográficas do Dicionário Cravo Albin.
Repercussão - O Blog do Lauriberto traz a repercussão da morte de Zé Calixto:

Luci Cleide Calixto - É assim que vou me lembrar do senhor tio.., levando suas Músicas para o povo dançar, o ruim é me acostumar sabendo q não estais entre nós, e agradecer a Deus por ter me dado o privilégio de ser sua sobrinha e ter sido criada junto do senhor agora o senhor junto com painho (DIDEUS CALIXTO)vão fazer festa no céu...
Pedro Sampaio - Parte mais um grande nome desfalcando grande Clã Forrozeiro Nordestino . Clã Calixto , perde Mestre Zé Calixto Parte e um Fole de Oito Baixos de Ouro se cala, e no dia Nacional do Forró, Dia do Rei GONZAGÃO, o luto marca o Nordeste".
Lauriberto Braga - Minha mãe, Luzanira tinha LPs de Zé Calixto, que a gente ouvia diariamente no amanhecer quando ia para o Mercado São Sebastião. Foram as músicas entoadas pela Sanfona de Zé Calixto que embalaram meus dias...
Nelson Augusto - Nos deixou neste domingo, Dia Nacional do Forró, no Rio de Janeiro, o sanfoneiro paraibano Zé Calixto, irmão do também artista dos 8 Baixos Luizinho Calixto. José Calixto da Silva nasceu em 16 de junho de 1933 no então distrito de Lagoa Seca, em Campina Grande. Nossos sentimentos para a família Calixto".
Edmilson Justino - Um resumo da Biografia de Zé Calixto: José Calixto da Silva
16/7/1933 Campina Grande, PB. "Zé Calixto nasceu em Campina Grande na Paraíba em 1939. Aos oito anos já tocava sanfona e aos 12 anos já comandava bailes e festas sozinho na sua cidade. Foi nessa época, durante suas apresentações, que conheceu Genival Lacerda e Jackson do Pandeiro. Em 1959, durante o período de lua-de-mel de seu recente casamento, foi convidado por um amigo para fazer uma gravação no Rio de Janeiro. Deixou sua esposa e aceitou viajar 8 dias de ônibus e voltou três meses depois para buscar sua companheira, mudando-se para a cidade maravilhosa. Conhecido como o Rei dos oito baixos, dedicou toda sua vida à sanfona,. Em 1960, gravou uma série de 4 discos ao acordeom pela gravadora Sinter com os forrós "Forró de Seu Dideu", "Forró em Serra Branca", "Forró em Campina Grande" e "Bodocongó"; a polca "Polquinha brejeira"; o frevo "Oito baixos no frevo"; o xote "Xote em fá" e o choro "Bossa-nova em oito baixos", todas de sua autoria. Com sua sanfona de oito baixos, chamou tanto a atenção dos produtores cariocas, que logo foi contratado pela Phillips, passando a gravar.
Obras:
  • A pisada é essa (com Jackson do Pandeiro)
  • Arrodeando a fogueira
  • Bodocongó
  • Bossa-nova em oito baixos
  • Forró de Seu dideu
  • Forró do mestre-sala (com Manoel Serafim)
  • [Saiba Mais]
  • Discografia
  • (1973) Zé Calixto • CBS • LP
  • (1963) A pisada é essa/Tempo de milho verde • Philips • 78
  • (1961) Arrodeando a fogueira/Apertadinho • Philips • 78
  • (1960) Forró de Seu dideu/Polquinha brejeira • Sinter • 78
  • (1960) Oito baixos no frevo/Forró em Serra Branca • Sinter • 78
  • (1960) Forró em Campina Grande/Xote em fá • Sinter • 78

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